terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Preludio I



Nem meus amigos me ajudarão nessa reta final
Pela qual minha vida de encontra.
Meu corpo permanece dilacerado
E essa dor  é irrevogavelmente incessante
Já bebi o que tinha de beber
Já amei o que tinha para eu amar
Já odiei um pouco a mais meu próprio ser a cada dia que passa.
E agora só nevoas, granizos, lapidados a minha tristeza. Moldura perfeita para uma insana perdida na eternidade medieval, vivendo ainda neste tempo em que o peso do falo era o que mandava para uma cultura estabelecida  e não uma sociedade recheada de sangue – sugas medíocres. Cada engravatado me deixa a pensar em não querer pertencer a este mundo mesquinho em  que as modinhas é o que alimenta a alma. Essa dor por viver junto a essas pessoas apodrecida oscila, sufoca me agride mesmo querendo enfeitiçar meus olhos ....olhos de vidros que há tempos vem enxergando paredes translúcidas que refletem um medo negro, um humor pálido uma saudade roxa,tudo sádico mais permissivo para que consigamos respirar por instantes.
Deixo um ultimo escrito vinculado ao perfume suave pelo qual estou usando neste momento, a cada palavra lida peço que lembre de mim como aquela pessoa que sonhava em conhecer a Caaba e idolatrar seu rei, soltar as amarras que me prende a cada segundo a esse tormento, lugar pelo qual daria mil vidas para viver . Estarei atravessando pelas estradas mais gélidas trajando uma luta diferente que esperavam de mim pelo mal que ocasionei, por ter imaginado em participar de coisas árduas e desesperante e com pessoas que só  vivem através da sua derrota

O animae remiseritis inquieta sunt perfectionis semper quaeramus

Do beijo fica o desejo
Da lembrança a saudade
Da beleza a vaidade
Da alma a solidão
Da sociedade a morte,de ter sido mais uma marionete desses usurpadores de vida ‘


Myrla Sales ‘

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