terça-feira, 31 de maio de 2011

Oasis - The Importance Of Being Idle

víd

E aí hein?







E essa água 
 escassa
que
  cai
do
  céu.
     .
     .
será a chuva? 


Ou serão os regadores automáticos?




(Mário Lacorrosivo)

Ceticismo?


Vi sob o céu da bocaUm traço de nuvem,
fiapo de algodão

Passa vento, passatempo
Passarinho...
Vi atrás do breu da pupila
Um brilho de bem-me-quer
Da cor da flor de girassol
-Eu vi, eu vi!
Uma nesguinha de coração,Pedaço de carne pulsando dentro do peito.Seria ledo engano? Seria?Algo me sussurra ao pé do ouvido:
Debaixo de tantas máscaras,
Ainda reside um ser humano.

...

(Laelia Carvalhedo)

AMOR QUE SABE FALAR



Mas se por ventura
Um beijo teu eu ganhar
E tu, em meus braços se deitar
E se aprochegar
E me afagar
E dizer: meu bem, meu bem
Vem me amar.
Se por ventura tu me olhar
E depois de uma piscadela, me chamar
Com o sorriso de canto
Que encanta sem catar
Vou fazer aquele silêncio todo esbravejar
Oh morena bonita me deixa te alcançar
Subo colina, desço morro, corto pomar
Como urucum, faço buquê, mato preá.
Viro poeta, escritor e ate me astrevo a cantar.
Quando é por te eu faço é sem pensar
E de me arrepender, nem ouço falar.
Porque morena é com tu que eu quero casar
Ter dois filhos,
E viver ate um mundo de nois de cansar.

(Luam Matheus)

Seriamente



Eu fugiria o mais longe que eu pudesse,
mas do que adiantaria,
porque do que eu quero 
fugir está preso a mim


(Lorenna Nôleto)

Balança na dança, embala a criança.


Fico no centro e me movo conforme o embalo da excitação
Não escolho o da esquerda e nem o da direita; mas fico oscilando nesses lados como um refúgio. Refúgio das sensações ilusórias de instantes de satisfação.
Digo que estou apaixonada de manhã e à noite morro de tédio desse discurso falsete.
Brinco de dizer que sinto, só para eu não me sentir, mais uma vez, um núcleo duro de seriedade.
BRINCO de sentir. Ou melhor, BRINCO de sentir a possessividade, o ciúme,o corpo-a alma-e a mente como um cimento seco:

     U      O
P       L        .

arremesso
roubo
me estresso

ca-mi-nho
cooorro
falo: "xeque mate"
tropeço

retruco
começo
e no abuso
peço um pause

uma água.
uma cerveja e qualquer outro entorpecente 

canso
paro.
canso
paro.
saio
caio

Desacredito
Fico bêbada de vodca barata
Grito no ar: "amor? Que amor?, essa coisa institucional?, quem acredita nisso?"

(...)e esqueço de jogar
Esqueço de fingir amar esse amor falso
Esqueço que não sei sentir igual aos tolos
Esqueço de me enquadrar

e quando me lembro de que às vezes é bom sentir de mentira; de ter a ideia ilusória do amor... fico, novamente, oscilando entre o da esquerda e o dadireita.

Daí eu analiso pra ver qual eu escolheria. E brinco de uni-duni-tê como se isso fosse, realmente, uma escolha barata ou uma brincadeira banal.

Como se eu não pudesse "ficar" com um, dois, três, quatro, infinitas opções. 


E mesmo se eu tivesse que escolher, todo o mundo saberia pra que lado eu me apoiaria...

Todo o mundo saberia...

Acho que é porque esse lado reforçaria ainda mais o conceito de amor livre...

Reforçaria o que eu, realmente, acredito.

(Tassi)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Caído















Só por um momento eu consegui alcançar as nuvens
Nada fácil e tudo tão rápido, mas com certeza mágico
Na ponta da lança senti o suave tocar de algodão
O que valeu pra mim por toda a vida que acabara

Meu caminho não existiu glórias ou momentos heróicos
Muito menos sóbrias palavras e decisões
Pelas portas da percepção estacionei
E fiquei vagando entre o inexistir e o esquecimento

Mas naquela hora tudo me valera não viver
Eu pude enfim sorver pedaços de satisfação
A ponta da lança cravada na minha essência
Um surto de paz e gozo me levam ao chão

Insensato momento de se sentir às alturas
Quando se foge das incertezas da vida
Por uma esquina errada, se tomba no destino
sucumbe-se ao desatino, com a gélida faca

E nada mais se sente, deixa o torpor me levar
pra onde eu nem sei,  não faz sentido saber agora
o que me guia, com mórbida força
é a manhã luminescente da aurora

(André Café)

In.satisfeita


















O muito de tudo ainda é pouco
Esse todo somado faz-se fraco
Quero mais que a metade das partes
Quero o sangue, o doce e o fúnebre.

Raras vontades e fáceis prazeres
Pequeno tempo que enfeita a pele
Fortes fôlegos feridos,
desastre do tempo.

(Rosseane Ribeiro)

Admirador nada secreto


Confesso que tenho um grande desinteresse pelo seu coração, guardião. Pare comigo, é um aviso. Queira menos de mim, dê-me fôlego e crie outro, ela só quer guardar meu coração. s sonhos para sua sobrevivência. Pare de se perder e querer ser dono até da minha ausência.
Antecipou-se e bebeu todo meu ser fundindo-se com o seu, que teima em querer que eu seja sua. Não abusa da sua vontade, não abusa de mim, sua fantasia sentimental.Sou tua fantasia criada e não quero recompensar-lhe com migalhas e restos de planos inconcebíveis. Daria-te menos, mas ninguém precisa de um amor fingido.
Vai, moço, liberta meu ego do teu pensamento, desses teus dias tristes que almeja minha companhia.  Sei de mim e  ensino-lhe a me perder. Não se contente com meu riso contido, mova-se na direção oposta. Percebo suas falhas, sempre deixou escapar a intenção. Não brigue com  sua solidão.


(RosseaneRibeiro)

Anos 80 - Duran Duran - Matter of Feeling

Fábrica

tão sujo e barulhento quanto uma fábrica.



tão sujo e barulhento quanto uma fábrica.


(Mário Lacorrosivo)

Sabe dias


Sabe dias.
Alguns dias,
Onde a música é teu único alento,
Onde a solidão é teu maior tormento
Onde qualquer pequeno abraço e beijo seria bem-vindo
E se tornaria o maior e melhor de todos.

Sabe dias.
Poucos que se fazem longos dias,
Onde tu pareces vazio.
Oco, seco por dentro.
Que não sente, não há fome ou sede, calor ou vento!
Ate parece aparecer, mas desaparece.

Sabe dias.
Em que pensa que destruiu o mundo
Que acabou com tudo.
Como o coração de tantos,
Com o amor de um, e de outro.
Ate o conjunto.

Sabe dias.
Num momento da vida ( e a gente pensa na vida, pensa em tudo)
Percebe que não sabe de nada.
Mas que precisa saber.
E busca, corre, pula, chora. Chora tanto.
Destruído.

Sabe dias
Aqueles... Que a memória torna-se,
E sem pensar, parar ou penar,
Tua maior e pior sensação.
Mais triste que teu lamento.
Que nem palavra há.
E nem mais tenta procurar.

E quando vou fechando os olhos pra esquecer
Me pergunto onde estou, quem sou eu, quem é você?
E o dia parece amanhecer,
Quando as estrelas se vão, o escuro pareceu sumir.
O vento insaciável acaricia teu rosto lacrimejado.
Surge como um raio.
Me coloca diante de mim mesmo. Do meu maior inimigo,
Do meu mais perverso e temido ser.
Que não quero ser.
Aquele que não obedece
Que não calcula, é inconseqüente, desmedido. Decepcionante (e nado)

Sabe dias
Dias, sem dia. Sem clarão, sem sol, sem sabor.
De boca seca, de coração vazio, de pernas tremidas,
Sem fome, sem sede, sem vontade.
Parece até um depressivo rumo ao suicídio.
Mas não! É um homem amante, que ama e descobriu o quanto pode ser cruel.

As desculpas não valem mais,
Os beijos podem ate dizer o que a boca poderia ser cúmplice.
E a boca até falar o que o abraço sente ou sentiria.
Mas a verdade é que não há palavras,
Versos, vozes, canções, pedidos, suplicas,
Soluções!
Há apenas a espera. A terrível espera.

(Luam Matheus)

Diabéisso?


Ei, tu
Que me apoquenta até o inferno
Faz ter bilôra de Alegria
Que Mundo num fede nem cheira!
Ei, tu
Que me esquenta o juízo 
Aí, esfria num beijo
Mas deixa quente meu corpo
-Diabéisso?
Olhe, rapaz
Num faça mais isso
Me largue de mão
E nem traga mais flor!
Porque é cheiro que me atenta
E como me atenta!
Caninana.
Eu vou me vingar!
Vingança bonita de novela das oito
Vou esperar o tempo que for,
Pra roubar um teu-minuto.

(Laelia Carvalhedo)

DESESPERADAMENTE!

Tem alguém colocando os pés em cima de mim.
Têm “alguéns” colocando os pés em cima de mim.
E não é loucura.
Eles estão sobre a minha cabeça e pressionam de tal modo que chega a doer.
TÊM “ALGUÉNS” ten-tan-do me EMPURRAR pra baixo.
BEEEM baixo. Quase me enterrando.
E dói.
Dói porque quero ficar na superfície. Quero ser a superfície.
Não é ser superficial, nem supérfluo e nem outra coisa que comece comsuper e que seja ruim.
Eu quero é ser super alguma coisa legal.
Mas as pessoas estão me enterrando. Elas não me vêem.
Ou me vêem e fazem de propósito. ( que coisa feia!)
Já engoli poeira, areia e algumas formigas.
Meu corpo todo está embaixo da terra: pés, pernas, tronco.
Agora é a vez da cabeça...
EEEi,

Alguém tá me empurrando pra baixo.
Alguéns..

Algúem pode me ajudar?

Ei.
Socorro.
Alguém, por favor!!!!!
Me ajuda.
Me aj..

(Tassi).

Singular


































Ela fitava o ar
Possuída por um lento respirar
Os pés no chão,quase descatavéis
A mistíca sensação
Sentimentos duravéis
Duração nada eterna
Infinita questão
Naquele olhar se encerra
Ela pegaria o vento e moldaria
Moldaria ternamente
E faria dali sua moradia
Uma viagem frequente
Passaraia por campos e cidades
Quem sabe ali encontraria a tal felicidade

(Lorenna Nôleto)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Festa das Greves - UESPI (Torquato Neto) - 27 de Maio

http://1.bp.blogspot.com/_G40_71voUvY/TDyO2yI_8VI/AAAAAAAAAt8/0euV8QxiaHE/s400/Cocha-DI+17.JPG


Dando continuidade as atividades do movimento SOSUESPI, a ADCESP, SINDSERM e o Coletivo de Estudantes da UESPI, organizam a festa das greves hoje, dia 27 de maio.A festa começa a partir das 19 horas, e contará com as bandas Cochá, Sapucaia e Gomes Brasil.
Vamos tod@s!
















Quando a notícia triste veio, a primeira coisa que pensei foi: “Quantos mais vão tirar de mim?”. Há pouco tempo perdi um amigão, daqueles homens únicos. Agora perdi também meu avozinho, um exemplo raro de sinceridade e amor.
O tempo, que nunca foi assim um amigo, nos deixou esperando alguns dias entre o medo e a esperança. Minha mãe costuma dizer que quem tem fé não tem medo. Só que o medo é algo grande, e o medo de perder é maior ainda. Vivo me questionando sobre muitas coisas, e a segunda coisa que me veio a cabeça naquela noite triste foi: “De que adiantou tanta fé?”.
Hoje eu sei de que adiantou, pois estamos quase há 1 mês sem ele e começamos a transformar a dor em uma saudosa lembrança dos tempos de sorriso. O Vô Chagas sentava na cadeira de espaguetes na frente de casa desde que me entendo por gente, e todas as manhãs eu gritava do outro lado da calçada:
- Benção, Vô!
E ele:
- Deus te abençoe, minha filha!
Como um tradicional Abreu, não gostava nem de música, nem de multidão; dormia cedo, acordava cedo e tinha hora pra tudo. Birrento, bruto, cheio de manias, um cara que não se rendeu a qualquer doença que fosse. Superou até a distância de 14 anos da vovó, que era amenizada pelas orações e pelo zelo com as lembranças.
Tudo na minha casa tem a cara do vovô, foi ele quem arrumou os armários, as paredes, o chão, o teto, a minha mãe. Marceneiro, pedreiro, eletricista. O que o meu avô não sabia fazer?
Ficaram lições e saudade de um homem forte que um dia perguntou se eu me “atrevia” a fazer um curativo na sua pele frágil que cortou fazendo a barba. E foi a última fez que toquei naquele rosto...

(Larissa Andrade)

VALIDUATÉ - PLAINA MARAVALHA

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Nem mesmo eu












Quando nem mesmo,
E pode parecer estranho,
Aquele sorriso mais sincero
Aquela gargalhada mais gostosa
Aquela voz que sempre te fez feliz.
Quando nada disso te arranca um sorriso!

Quando busca em te mesmo algo para rir?
Não te perguntas se é loucura, não?
E nem com o que tanto gosta,
E não sabes tu como gosta.
Mas ainda não adianta.
Parece não ter efeito.

As buscas sempre são para as mesmas coisas
Os pensamentos sempre levam ao mesmo lugar.
Os arranhões parecem virar feridas abertas
O convite parece agora recusável
O amadurecer é conseqüência
O crescer não parece querer mais tanto tempo.
As palavras perecem soltas,
Sem sentido.
Mas é que o sentimento também é confuso.
Ele não tem nome, cor ou definição
Loucos são os tentam definir.

Eu só queria um abraço, um beijo.
Mas só tenho meus farrapos
Meu resto de mim,
E meus panos que pouco me dizem.
Mas ao pior, me aquecem,
Quando quero ter frio.

(Luam Matheus)

Desvio












Revestimento Cardíaco renovado
Alvo trocado
Meu outro,você
O mesmo início de empolgação
O mesmo se encontrar ao se perder
O mesmo intuito de paixão
O mesmo pensar repetido
A mesma sensação de estar mais vivo
Clichês e mais clichês
Voltados a um outro você

(Lorenna Nôleto)

Ca fé sem leite e sem paz

Deus, salva-me deste mundo onde as criaturas são imundas de organização.
Salva-me da destreza e de olhos que saltam por cima de mim e tentam me tocar com os cílios.
Proteja-me dessas risadas infames na mesa do café.
...Esses movimentos de agonia que me incomodam; torturam-me; invadem-me feito fogo de floresta.
Deus, perdoe-me por não ter agradecido os deleixos passados e por não ter sido tão compreensiva com o banheiro molhado.
Ah, e eu era tão livre com meus afazeres.
Fazia o que bem entendia, na hora que eu queria.
Hoje não. Hoje, por não fazer, sofro à represália. Sofro com as unhas alheias que me tocam a carne.
Hoje vivo trancada em quatro paredes ainda menores.
Sem conversas
Sem risos à vontade
Sem a minha Cravo e Canela. E com um desgosto gigante.

Deus, sei que nunca oro e sei que nunca mais orarei, mas saibas que estou enlouquecendo e só estou aqui porque sei que não há nada a fazer.
...E também sei que essa oração será em vão...
Só peço mesmo por ter a certeza de que o senhor não me salvará de qualquer mísera faxina e muito menos de quaisquer breves sensações de uma pseudo-paz.


Portanto, 
À Deus.




Em nome da paz, em nome da força, em nome da estabilidade sagrada. Amém!

(Tassi)

Declaração de amor



-E eu, que nem te queria!
Vale lembrar, até
Que te via em mil defeitos
Vivia em meus sem-versos
Me via em teus mil-versos
Comi tuas rimas com olhos!
-Gulosa.
Fato é que nem te queria.
E fato é que te gosto.
Te degusto em meu silencio
Pedaços teus mordo com as mãos
Um doce na boca de menino danado.
-Ah, Danado.
Fato é, dito e repetido
Que te gosto em teus defeitos
Me odeio em teus mil-versos
E te quero em outros mil,
Mas basta!

-É que Amor que O é
Não se faz em brigadeiro de panela.

(Laelia Carvalhedo)