quinta-feira, 19 de abril de 2012

Uma pequena (ho)menàge para as carnes fervorosas da vida




Olhos que se encontraram,
mãos que escaparam,
e nas bocas desdenhosas encostadas,
um desejo acontecia,
embriagando-se de prazer constante.
em plena luz do dia

Um tear de abraços,
um ato compartilhado em terço,
um jogar de corpos caçados,
cansados, devastados,
devorados

Um fervor entorpecente
de encontros e inconsequência
a vontade da experiência,
o sabor da tripla cena.

E entre estes dissabores,
à três torna-se os amores,
dos amantes amargurados
trocados e empilhados
dos corpos emudecidos em gritos e respingos

E destes,
compartilhando das carnes trêmulas,
como um impulsor do ápice
das vozes mescladas
as carnes se voltam queimadas e ardidas,

Os corpos sem dono,
permissivos, libertinos
libertários e enlouquecidos
de temor, tremor, horror
e louvor.




Se eu fosse vocês, leria isso ouvindo essa música ae.






Raíssa Cagliari; 19/04 - Deixa (ou não) ficar sub-entendido.


Dá-lhe Geni, Zeppelin e Capitão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário