segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sobre um amor desesperado que me deixou saudade


Como te perder, se nem sei esquecer dos seus beijos; Se nem sei controlar meus desejos- que são seus também; Como te esquecer, se não sei se sou de mim ou de você. Como é que vais me perdoar, assim, meio que por ser desatenta, por te assustar no meio da noite, por te pedir abrigo, por te arrancar palavras sem sentido, que já virou mania de te amar.
Como é que vou me acostumar, se escondo teus pelos no cobertor- pra depois te admirar de perto-; Se toda a casa lembra você; Se as músicas que ouço eram escolhidas pro seu prazer. Devo dizer que não há como manter o costume de ter o par, já que o par não se sustenta sozinho; que a solidão é o melhor castigo pra quem não sabe acompanhar; E os dias serão piores, os bons ficarão no pensamento, na esperança de um dia acontecer de novo: os risos fáceis, os abraços inesperados- que sempre terminavam em beijos-; aquilo que eu queria que nunca terminasse, só enquanto durava o queera bom.
Talvez não tenhamos tudo de volta, talvez não tínhamos tudo ao nosso alcance, tudo ao nosso dispor. E tínhamos quase tudo, menos a nós mesmos. Hoje, nos aproximamos cada vez mais, de lados opostos, à mesma direção da solidão.

Rosseane

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