sexta-feira, 30 de novembro de 2012

AMOR DANADO DE BOM


 
















                                                      Poemeto Noelia Alves



Com amor a chuva fecundou nossa terrinha,
A charmosa terrinha aceitou seu amor,
E desse amor nasceu um bebê,
Chama-se: Friezinha
Refrescando nossas vidas em Teresina.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Et infinitum




Atiraram a metade da laranja para fora da janela
Sacudiram a minha vida, me colocaram de cabeça pra baixo
O sangue desceu

O bombear
A pressão
O desnorteio

O desnorteio é falta de norte
De rumo
De rastros que te aponte
A ponte é algo que se passa
Atravessa
que se leva
Cheia de levas é a vida.

Ontem levei um soco no estômago
E no âmago me doeu.

O bucho não sossegou desde então...

E se antes eram borboletas, pouco depois virou azia.

Parecia comichão! Uma angústia que caminhava por todo meu corpo.


Soluços fortes pareciam risos
Ia arrancando,
dando gaitadas
Freava e acelerava feito qualquer veículo motorizado

A tristeza é um prato cheio
Cheio de todos os tipos de solidão.

Solidão ao molho pesto
Solidão à parmegiana
Solidão refogada com brócolis e alho e óleo
Solidão com cobertura de chocolate

O nó na garganta se faz de linguagens!

Eis que o moço falava calmo:

"Isso é coisa pouca para chorares assim"

Eu queria ouvi-lo, mas era dor demais para pouco ouvido.


... E o soluço cantava até desafinar de fininho.

E, aos poucos, me ia finita de infinitudes.

Tassi

Luta




Eu conheço um povo
um povo sempre a lutar
Que sempre seus direitos
está a esperar.

É o povo negro
com bela e linda cor
Tempos em tempos lutando
lutando contra a dor.

Lutando contra ser escravo
contra a discriminação
para ter os quilombolas
na sua melhor condição.

Um povo com raiz
que até hoje dura
valorizando a cor
 valorizando a cultura.

Um povo sem preconceito
sabe o que quer e quis
um povo de muito respeito
que busca ser feliz.

Kaire Vinícius Aguiar Quadros [14 anos], Teresina-PI.

Adormecer antes do fim



As profecias das intensas florestas
romance de longos passados,
belas memórias abertas,
do bravio sangue dos antepassados.
Cavalgando em sua terra,
pelo poder do seu povo
defendendo o ouro com guerra
proliferando honra com fogo.
Enfeitiçado pelo poder da espada
em nome da glória e o amor de sua tradição
por tempos e eras veladas
jamais corrompida pela ambição.
Veneração...
Deslumbrado pela coragem dos bobos
insensatos e destrutivos sempre o crescer
como mística dança dos lobos,
encantando o luar ao nascer.
Dos mares surgirá a sabedoria
orgulho, soberania armada
a desonra conhecerá a supremacia
e o fascínio da espada.
Infelizmente...
Remotos dias em que a cruz veio dos mares
trazendo mentiras e fantasias,
fomos desolados com modos peculiares
por um império de demagogias.
Agora...
As flores estão mortas
as riquezas furtadas
a sabedoria ocultada
e a tradição velada.
Para sempre...
Saldarei os vastos jardins na terra imortal
aos ventos do espírito do fogo TRIUNFAL...

Pedrus S. Paz
07/2004 - Letra do Solar Front


sou o mais maldito dos malditos
sou a escoria do mundo,
o resto de comida dos ratos
sou o sangue que corre nas veias de um paciente terminal
sou o mal
sou meu demônio
o maior dos renegados
estou perdido
perdido dentro de mim
sou tão insignificante que não consigo me encontrar
não sei quem sou
quem saberá?
sou um poeta solitário
poeta?
nem sei se isso sou
pode ser que eu seja um nada
pode ser que eu seja alguém
um alguém que nada tem
perdido
só, sozinho.
já tentei me encontrar de tantas formas
isso me faz parecer insignificante
a vida é insignificante
não faz sentido, eu não faço sentido
que sentido tem a vida?
nasci pra crescer, pra ter que sofrer, pra ter que morrer
e qual o sentido disto tudo?
vou gerar alguém
coloca-lo no mundo e ele vai ter que sofrer
vai ter que chorar
vai ter que apanhar, apanhar pra aprender,
aprender que na vida a gente tem que sofrer.
a partir do nosso parto a vida já nos mostra como vai ser
porra a gente já nasce chorando,
por que não sorrindo?
já tem que nascer sofrendo?
estou morrendo
estou morrendo
estou morrendo de tanta angustia,
morrendo por medo de morrer,
sofrer
chorar
o que será que tem do lado de lá?
eu não queria nascer
eu não queria morrer
eu não queria sofrer
eu não queria chorar
é por isso que eu digo
sou o mais maldito dos malditos.

Porra Daniel

O SEU OLHAR




Há um mundo em seu olhar
O mundo da minha paixão
Onde tudo é mais bonito
Digno de adoração
O sol é todo de prata
As estrelas são de ouro
A lua é de cristal
E o mar um imenso tesouro

Seu olhar é um arco-íris
Em forma de coração
Num céu também colorido
É o mundo da minha paixão
O meu sonho de esperança
É que eu pudesse me mudar
É me mudar deste mundo
Pro mundo do seu olhar


Miguel Ximenes Cunha

Despertar


Um sibilo de madrugada
não canta a passarada
meu despertar

O corpo erguido no tempo
aos olhos o relento
combustível a guiar

Dos dias que virão
entre noites e escuridão
efervescente lutar

Doravante a luz solar
há muito, se colocar
da armadilha, despertar

André Café

Linha 03

Linha abstrata - Alessandra Vaz

Rabisco mundos
num segundo de absurdo
para me salvar em fantasia
nesta linha tento me infestar
contra o tempo, falta de ar
que reside fora a poesia
rabisco absurdos
na procura de mundos
que eu possa recitar

André Café

LAS FLORES DEL HOLOCAUSTO




Manos mórbidas, moribundas hacen ademán.
Las flores tristes y oscuras del valle rezan.

Figuras de los Sacros Visionarios Malditos
Traen sus no belicosos gritos.
Las imagens de los herméticos escépticos
Perdense con los ignorantes éticos.

Ó corruptor verme que figura
En esta vana tortura
De un dios pagano
Como é primitivo el pensamiento vano
Y ignorado a los soles de la demencia:
Las Flores del Holocausto en reverencia
Abrense para el Dios creador
Y el Dios destructor.

Los fantasmas de la caverna llenan
De los abismos exhumados y llenan
Sus obituarios por derechos consecutivos
Drenando sus carateres instinctivos.

Las Flores del Holocausto desvelan
El útero de la humanidad y velan
El confín de la raza humana seguindo el verme
Corruptor y eliminando la alma
De la vida per los yermos caminos de pena -
Este Mundo feroz que te condena.

La Justicia és la Alma Mater bastarda del reo
Por nin casi tocar sin rumbo
La Fama que la exalta al los cielos de tesoro
Donde leones devoranse por Penuria
La Diosa que no hay de llorar por sus usuras.
Ceres no trae más las cosechas al oro
De los estúpidos, porque el corazión está seco.

(Davys Sousa)

Nada




Casca,
Alma,
Corpo,
A casca da alma é a corpo.

Carga de sentimentos e ressentimentos
Fragmentos de amores e rancores
Presos, guardados e lacrados na caixa alva,
Na caixa clara, na alma.

Carne fresca e seca,
Alvo da vaidade e da maquiagem
Escravo do reflexo e do sexo
Exposto desgosto, o corpo.

Aparência é descartável
O vento leva e o tempo despreza
Permanece sobre tudo o conteúdo para o futuro.

Casca sem recheio é corpo sem nada
Folha seca que vai,
É corpo simples corpo
Casca sem alma, é nada.

Luinaldo Soares

Chuva no sertãopoe



Cai chuva
e trás contigo o renascer,
o canto dos pássaros,
trás de volta a vida,
encha os rios e com eles a esperança
trás de volta as matas verdes do sertão.

Cai sem parar
e não para até esse chão para de rachar
até renascer uma fruta no mandacaru
até reviver a esperança do sertanejo.

Luiz Alfredo Paz

A relação com o tempo



Egocult


Isso não é poema;
isso não é crônica;
isso não é métrica;
isso não é poesia
isso não é prosa.

que coisa é essa menina?

isso não é música erudita
isso não é doc, toc, rock
isso não é
isso não
isso
is
I
I
I ...
acabou a bateria do egocult

André Café

Desabou


E desabou ...
o último sentido incompreendido
da lágrima do poeta, um mar de indagações
desabou, foi ao chão, beija-me o céu
é o instante que o nada faz sentido
é sentido, diz o sentido, espremido no todo
desabou, caiou, enverdesceu
da luz do breu, brota o ardor
na reminiscência, jaz o amor

André Café

Assintonia




Frequência livre,
Ruído triste.
Por mais que sofra,
Nunca desiste.

Indelicado,
Mexe em feridas.
Tenta um bocado
Causar sorrisos.

Tapa na cara,
É serpentina.
Beleza rara
Dessa menina.

Choveu de leve,
Deixei molhar.
Momento breve,
Deixei passar.

Adeus com choro,
Riso de infante.
Fazendo coro
Ao nosso instante.



POETA ARRETADO DE BOM




Patativa do Assaré
é mermo um poetão,
faz versos dos nordestinos
da palhoça e até do chão.

Ele arranca poesia
de todo canto do sertão,
para ele tiro meu chapéu
e lhe ofereço um punhado de feijão.

Ele canta tudo na rima
como bem diz:
“Deus lhe ensinou tudo”
e esse tudo é mermo
uma sabedoria divina.

Não seja besta de querer
cantar melhor o sertão,
porque poeta como ele,
não brota assim não,
ainda que seja boa a plantação.

EM MEIO AS PALAVRAS























Eu leio
Eu escrevo,
Porque me faz elevar,
Porque me faz cantar,
Porque me faz mulher,
Porque me faz ninar,
Seja no ar ou no lar.
Fazer versos é viver
É acender o fogo do saber,
É saber entender coisas sem nada saber,
É rebentar as amarras da solidão
Povoando de imaginação
O meu ser em comoção,
Não me sinto só
Pois as palavras é minha multidão.

NOSSOS CORPOS - UM




          



             Por Noelia Alves

Se em teu corpo me entrelaço
Sinto teu amasso
Envolvo
Depois?
Devolvo
Teu corpo junto ao meu.

GATO E RATO





EU COM O MEU IMPULSO EM TE OLHAR

VOCÊ COM O SEU IMPULSO EM DELE DESVIAR

EU COM MINHA INSISTÊNCIA EM TE PROCURAR

VOCÊ COM SUA INSTISTÊNCIA EM SE AFASTAR

EU COM A MINHA ÂNSIA EM QUERER TE FALAR

VOCÊ COM A SUA ÂNSIA EM QUERER SILENCIAR

EU COM MEU MOVIMENTO DE FICAR PERTO

VOCÊ COM SEU MOVIMENTO EM ABERTO...


PARECE UMA BRINCADEIRA DE GATO E RATO

E NO FUNDO, NO FUNDO, NÓS DOIS DESEJANDO

SOMENTE A MESMA COISA: SER UM DO OUTRO


AGORA SÓ RESTA TORNARMO-NOS UM FATO


ALDERON MARQUES

DIA 28/11/12

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Haikai dos despertares


Dum sono profundo
sangrou ao nascer do Sol
os olhos para o mundo

André Café

Haikai tibetano


Refaz o humano;
de mitos pra ritos:
e sons tibetanos

André Café

O nome dela


Há um nome nesse mundo
que consome meu sorriso
temo, tremo só de pensar
tenho medo desse nome
tenho nome nesse medo

Toca boca, céu, teu cheiro
vozes, vorazes desespero

Há o nome desse mundo
que ressoa em meu abrigo
teimo, tremo só de lembrar

tenho medo desse nome
tenho nome nesse medo


André Café

Tudo efeito para o olho


Cada passo, cadafalso
vida em jogo, às quatro da tarde
de dúvidas dominicais
sem teste de testosterona
Havana em protesto
o mais belo é o cogumelo
ou lançamento de cinema
tudo é tema, sangue lema
meu dilema e o horário suserano
tudo é plano de encanto
o olho que mira é o alvo à espreita

Dane-se os sentidos e desejos sensoriais
somos, por olhos, canibais
de mais demasiadas demagogias
de novas temporadas e heresias

André Café

O trem



Relembro
a estrada
em ferro
infâme,
enquanto
a janela
moldura
meu ser.
Recordo
as árvores,
loucas
apressadas.
O barulho
do ferro,
o balanço
das folhas,
o banzeiro
sem mar,
o trilhar do trem.
O acalento
da alma.
Última estação,
o encontro
do amigo.
O abraço do irmão.
Um bilhete
no bolso.
A viagem de volta.
O adeus com a mão.
Próxima
estação.
Foi assim.
Não foi?
Foi não?

(Fernando Magalhães)

Em Teresina Never



Teresina continua quente
As veeezes chovia
Do resto é Sol
É Sol
É Sol

De manhã é Sol
Meio dia é Sol
À tarde é Sol
À noite a lua mais parece uma bola de fogo

Em Teresina é assim
Nunca neva
Sabe quando em Teresina neva?
Never!

Paulo Goudinho

Domingo





 Momento
Sublime
Sozinho
Comigo
Mesmo...

Reflexão
Análise
Noite
De Sábado
Embalos
Amores
Possíveis
Amores
Vãos...
Eu Aprendo...

Javan Fernandes

NOSSOS CORPOS - UM
















                        Por Noelia Alves

Se em teu corpo me entrelaço
Sinto teu amaço
Envolvo
Depois?
Devolvo
Teu corpo junto ao meu. 

FOGO-PAGOU

























Poema Noelia Alves
Dizem que sou poeta
- Eu digo: Não sou
Dizem que sou modesta
- Eu digo: Sou fogo-pagou
No seu jeito simples de ser
Chilreia: Fogo-pagou... Fogo pagou
Encantando sem perceber.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

LADO B





VOCÊ SURGE COM CERTEZA

RETIRA O DISCO, “SURPRESA”

RÁPIDA PÕE DO SEU LADO B

DAQUELE QUE É O NOSSO LP

SOA CANÇÃO EMOCIONANTE

ETERNIZANDO TAL INSTANTE

POR ALDERON MARQUES

DIA 27/11/12

LADO A





LIGO DEPRESSA A RADIOLA

PONHO O DISCO NA VITROLA

VEJO O LP GIRAR NA AGULHA

MEU LADO A QUE ARRULHA

COMO O PÁSSARO CANORO

DUM MUSICAL QUE ADORO

POR ALDERON MARQUES

DIA 27/11/12