sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Medo



Dentro de mim uma dor me dilacera
O peito. e me atormenta. E me devora...
Como se os dentes de uma besta-fera
Mastigassem meu corpo à toda hora

E a coitadinha de minh’alma chora
De medo. E estremece. E se exaspera...
Aí emudeço como quem espera
O último instante da última hora...

Fecho os olhos então ante o lampejo
Que me cega. De tão claro! De tão forte!
Então me arrepio do que vejo:

Letras negras prevendo minha sorte
Um clarão antevendo meu cortejo
E meus filhos chorando minha morte

Cicero Juão

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