terça-feira, 30 de julho de 2013

À BACO


E tinha que ser, mesmo não buscando ser, seremos o ter, convivemos com o fazer, perpetuamos os porquês, praticamos o querer e nada somos se é que somos pensamentos do viver.
Tudo é tão improvável, como chuvas de setembro no sertão, mas modificamos tanto o tempo que a realidade passou a ser o agora. Improvável é não poder prevê, é não usar meteorologias, não saber a direção do vento, mesmo sentindo seu corpo a 45° graus.
Os ciclos e seus fenômenos precipitam as verdades, pois antes de sermos fogo somos sempre água, cada nuvem cinza que chora por um único tom azul, mas em cada gole o fascínio de descobrir que não é so uma cor, é como ela se dispõe, ganha forma, contorno e ficção, pois como um quadro quero ganhar vida, por isso não me deixe em paredes exposta para tua cura, me misture com suas cores em galerias e ruas.

Yana Moura

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