terça-feira, 22 de outubro de 2013


Sorveu o néctar dos deuses
Provou da ambrosia mística
Do amor em seu esplendor
A magnífica alegria!

Preso em sua própria agonia
O bicho se assoberbou de amar
Fez pouco do sentimento
Não tardou a se suicidar

Depois do dia do espanto
O animal se viu humano
Ciente dos dissabores
E de todos os desenganos

Fora o amor seu encanto
Seu remédio e seu veneno
Da vida, levou somente a morte
Mas não morreu, ficou pequeno!

Ravenna Scarcela

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