terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Barulho




Faço do meu corpo, da minha vida e do meu tempo, cacos;
fragmentos feitos, untados sobre a fragilidade do meu sou

As vozes normativas, ao fadado e imputável estereótipo,
da fraqueza, do não saber lidar, do não saber viver

É no suspiro em riso, que a obviedade me abarcar,
pós concebimento "éter"de dizer o que já sei, prum mundo que não sabe

Deslizam sobre a tez não somente lamúrias de um momento,
mas sobre a certeza de um tempo, que tem como combustível o sufoco

E do corpo quebradiço feito no inconsciente, pede-se o contínuo perambulo
sem tato para o mergulho, no entulho dos bem sucedidos,
no resíduo do bem não nascido,
no estilhaço do ódio guardado

André Café

Nenhum comentário:

Postar um comentário