No giro que faz fluir nossa essência
o olho a olho outrora reprimido
sons, gemidos e risos guardados
é libertária a ciranda que nos cria
Não somente noite ou tempo
o ombro a ombro antes esquecido
força, suavidade e esferas
é fraternal a ciranda que nos gira
Nossa essência e cada porção identitária
um só de tantos sentimentos
amor, amor, dedos entrelaçados
é visceral a ciranda que irradia
Outros dias, outros momentos
cabe ao firmamento de quem dela é cria
e que a faz criação, cabe num mundo inteiro
e se sustenta na palma da mão
André Café
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