Percebo olhares desviantes;
onde estou? Será mesmo o meu mundo?
há pessoas distantes,
lugares dissonantes
Tempos plásticos,
risos cálidos,
sons destoantes
erros ardentes
Por que aqui? Não noutro momento?
o mergulho profundo do eu
entre brindes, delírios e brincadeiras
não tenho eira nem beira
na vasta procura pelo breu
Sou eu ou todas as coisas?
todas as coisas em mim;
no fim,
apenas quero sede,
para deixa secar esse ardor profundo
André Café
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