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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Poeti-se

 



Poesia entre e se apresente

Como recital
Performaticamente
Eu lírico ou marginal
Repentina ou de repente
Rima improviso risco pincel
Tarsila do Amaral
Abaporu postura
Costura Chanel
Sarau de Cultura
Aberta mente
Liberta arte literatura
Convide-se chegue
E se sente
Entre e sinta
Poeti-se e se apresente

          A.V

terça-feira, 18 de março de 2014

Ninguém falou


Conheci ninguém
Outro dia
E ninguém me disse
Que existia
Fiquei ouvindo
O que ninguém dizia
Ninguém fala
Ninguém ouvi
Ninguém ver
Ninguém sabe tudo de você
Ninguém ama como ninguém
Ninguém, senti saudade
Ninguém é mais um
Como qualquer um, é ninguém
Se ninguém roubar, ninguém é preso
Ninguém diz a verdade
Ninguém conhece todo mundo
Mas todo mundo não sabe quem é ninguém
Ninguém não tem medo
Ninguém me disse tudo
E não pediu segredo

Ari Veras

sexta-feira, 14 de março de 2014

Cabeça de Sol


Tava pesando, à espera
Do meu ”Cabeça de Sol em Cima Trem”
Com expectativa louca, que motiva as ideias
E os ideais também

Sem perder o rumo e direção
Seguindo a trilha
Pra não sair dos trilhos
Onde vaga no vagão, minha imaginação

Cruzando caminho nada
Na beira da estrada, sozinho
Entre a linha férrea
Minha palavra ferrenha meu destino

Mais lenha no fogo da locomotiva
Que ativa minha perspectiva de criação
Rapidez no riscar, teclas conectivas, penso insisto e pelo visto
As palavras veem como trem-bala, fazendo comparação

Ari Veras

Todo dia é dia de Poesia...


Indicada Pra Quem Ama

Quero você pura, sem conservante
Ou prazo de validade
No ponto, pronta pra degustar
Satisfazendo a vontade

Algumas pitadas de sal
Sem muito exagero
Uma malagueta pra apimentar
E uma pimenta de cheiro

Quero você embalada
Escrito no rótulo: gostosa
Sem contra indicação pra quem ama
E com tampa de cor rosa

No ingrediente: carinho, beijo, abraço e felicidade
Embalagem no formato de coração
Quero você com aroma de vinho
Feito safra da melhor estação

Um sabor de chocolate amargo
Sem uva passa nem ameixa, cremosa
Quero você com gosto de maçã
Doce, feminina, jeito de mulher pecaminosa

Propagada por toda parte
Pela cidade no outdoor impresso
Com a frase: me leve no encarte
E eu te amo no verso

Ari Veras

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Bom Dono


Mesmo se você não me amasse
Eu te amar ia
E se você não me abraçasse
Eu te agarrar ia
Se sua boca não me beijasse
A minha beijar ia, a sua
E se você não me quisesse
Eu te desejar ai, nua
E você me deixasse
Eu ficar ia
E saia no abandono
Até achar quem me encontrasse
E me acordasse desse sono
E se fosse verdade eu não acreditar ia
Mesmo que não me amasse
Eu te amaria

Ari Veras

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tudo que Resta


Quando cheguei o Anjo Torto partiu
Dez meses depois do meu primeiro choro
Fiquei com sua vaga lembrança
E vaga ainda vazia
Pela "A Rua" da imaginação
Um pouco do que ele deixou

É tudo que tinha
É tudo que resta
É tudo que presta

Andei pelo "Jardim da Noite" a sua procura
Encontrei só a partida
Bem na entrada
No meio da loucura, descompreendida
Sua face , iluminada

Ari Veras

Levita


Parece que o mundo se acaba
Como se a vida não fosse viver
Onde a vontade desagua
Desce úmido o prazer

O desejo ateia fogo e os olhos veem tudo
Vendo revirado
A dor geme no afago ofegante
Nu o corpo em febre, abraçado

O paraíso é pecado
E o céu vira inferno no instante
Um corpo no outro desmaiado
E a vida se revela em excitante

Ari Veras

Corida


No meio daquele chão
Era uma rosa
Linda, cor viva e resistente
Ao redor tanta dureza
E ela firme, imponente

Entre algumas pétalas caídas
Dura e teimosa
Poucos olhares à via
Ainda assim curiosa

Parecia com nada
Apenas vida e vaidosa
Perfumando aquele espaço
Era vista, desconhecida e chocosa

Com folhas secas e verdosa
Entre passos exprimida
Tinha uma rosa
Naquela avenida


Ari Veras