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segunda-feira, 21 de março de 2011

Zas




Quero estar em todo lugar, sentir todos os cheiros, expor meu exagero em atos de borboletas, correr jardins de girassóis que não nasceram no meu quintal, sorrir pro vento e esperar que alguém veja e sorria de volta, como acontecia antes da história do cansaço.

Quero sentir a bebida descendo quente na minha garganta e apoderando do meu corpo, do meu andar, das minhas palavras e do olhar, até que fique tão transparente que minha verdade saia saltitante pros confins do começo.

Quero a noite pra me esconder se for preciso, não se pode publicar libertinagens nas linhas de uma moça-flor, mas me diga cara florzinha, acreditas no amor, nem deveria, ele prende e salva, ele dá e toma, mas quem conseguir viver sem ele vai ter a sorte que se tem antes de tê-lo.

Quem quiser que me acompanhe, quero ver o dia nascer.

(Lara Medeiros)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Poema em dupla


Nas noites em que estou só,
vejo estrelas bravas e brilhantes.
E não vejo bem pela janela,
é pelo buraquinho entre a telha e o peito.
E no peito exposto ao sereno da noite,
tento sem conseguir dominar a minha sorte.
Segredo a noite as minhas frestas,
engano no tamanho da solidão.
Pra ela digo com cautela as tristezas,
exalto sem pudor as minhas aventuras solares,
transpiro a insensatez,
ela arde na minha pele pálida.
De não poder parar de sonhar,
acredito sinceramente naquela luz que vejo
a saltar de tanto em tanto a razão
e corresponder o invisível com meu melhor sorriso.
A fumaça envolve meu corpo
e sorri em resposta.
Vislumbre, então, pouco mais que isso
e entenda noite, solidão e estrela.
Duvido, mas espero.

(Larissa Andrade e Lara Medeiros)