Mostrando postagens com marcador resistência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resistência. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A cor do trabalhador

Trabalhador rural - Gisele Menegasse

Temos em nossas peles a cor de café,
Alguns nossos são cor do melaço da cana,
Cores mais lindas da beleza humana
As vezes com um pouquinho de leite
Cor café com leite, as vezes mais leite que café
Alguns tem cor de mel
com olhos da cor do céu
Céu nublado, céu estrelado
Céu "bonito pra chover",
Céu que as vezes não se vê
Somos a cor do corte do pau-brasil
a cor da cana-de-açúcar
a cor do café
a cor da fuligem das fábricas
do pau-de-arara
do bóia-fria
a cor campo
a cor da enxada
a cor da cidade
a cor do navio negreiro
a cor do Brasil inteiro

Miguel Coutinho Jr., 2016

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sustentação




Na forja do ajuste,
projeto fora de centralidade.
Luta luta luta por um pingo de palavra,
Gota preciosa não quer que ninguém escorra.

Na brasa do embuste,
rejeita agora todo tipo de novidade.
Sangra sangra sangra a carne lanhada,
Gosto amargo nos olhos que não aguentam.

Caindo de sono arrebentam
barreiras de toda negatividade acumulada,
cadeiras a postos, colunas que se curvam

Vista a vista cambaleia e fica turva,
o passo é mais fraco do que a caminhada,
segura as pontas que ainda há muito tempo pra nada.

terça-feira, 8 de maio de 2012



Flutua flutuêia
Nesse mar chamado sertão
Que me regorjeia numa doce ilusão

Pairando como a terra
Num oceano de ar
Posso até revirar
E ainda assim só penso em amar
No frio da noite ao luar
Que relampeia galopes
Dos que em vida
Ao sertão fizeram de mar

Mais forte que um forte
Nos braços da melancolia
Anda a veraneio
E mais alto anda o vaqueiro
Congelando no sertão
Num só devaneio
Só pensa no seu meio
Meio forte, meio seco, meio norte

Cantando numa só penitência
Um repente de repente
Aclamando sua resistência

Bom dia, boa tarde, boa noite.
Aqui sóis theresinense
Na arte da sobrevivência
Sou Phiauyense

(Victor Barbosa)