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terça-feira, 14 de junho de 2016

Sergipana


Ela tem gosto de abraço
Daqueles que envolvem o corpo todinho
Aquece o sangue
causa um treme no canto do olho
Poderia ate pensar um roteiro com ela
Mas já quer poesia
Em homenagem a seu bissabor
Seu corpo parece uma língua
tocando vagarosamente
entre a bochecha e o lábio
do cangote a nuca
da nuca ao cabelo
provocação é pouco
seu corpo é simbiose.
Orgasmos detonam do seu ventre
Explode tanto que flameja
Líquidos...
as vezes, uma lágrima
segredo.
lágrima solitária, mas feliz...
escorre
abraça
Nirvana.
espasmos.
Teu sexo abraça o meu
envulvando
envulvando
analisando
o nosso bel prazer
entre um vocabulário safado
primitivo

um a zero
dois a zero
Três a zero
quatro a um
desfalece
reluzente
o corpo língua abraça
para não se afogar
olho no olho
boca na boca
e o céu e estrelas na cabeça.

Vinicius Oliveira.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Dá saLdade


Saudar a idade, Saudar o tempo,
Mas não saudamos o espaço
O espaço é definitivamente a única coisa que tenta nos manter separados
Tenta, mas não consegue.
Já driblamos o tempo corrido.
Transformando 9 meses em exatas 711 histórias e 1155 encontros
O ser é feito de histórias, o amor é feito de encontros
Quantas casais desencontra-se lado a lado com o outro
O nosso caso é exatamente o contrário
Nos encontramos, nos achamos, e agora nos multiplicamos
O mundo é pesado e arduo, mas multiplicadamente dividimos o peso das pelejas da vida
E dividimos as felicidades multiplicando os sorrisos, abraços e orgasmos.
O que for sem graça, sem gosto
Adicionamos SAL
Até na saL
SaLdade

Vinicius Oliveira está com um pote de saldade no peito

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Lona preta


No barraco de lona preta respira-se com o calor do dia e a agua da chuva da noite

No barraco de lona preta pisa-se forte pra ver se esmaga os carrapatos

No barraco de lona preta olha-se os pés das crianças antes de dormir e com o palito de fosforo rasga a pele
preta de bixos de porco.    

No barraco de lona preta caga-se impé e as vezes dorme sentado

No barraco de lona preta as vezes o único quentinho vem é da lanterna improvisada

No barraco de lona preta as pessoas ainda falam mais que a televisão

No barraco de lona preta o banheiro é lá fora

No barraco de lona preta visita se recebe do lado de fora  

No barraco de lona preta a esperança é resistência cotidiana

No barraco de lona preta através dos buracos não se veem estrelas nem a noite.

Vinícius Oliveira

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Os enganadores do tempo e do espaço



Para Raíssa Stefaní Cornélio

Do nosso tempo
que não cabe no relógio do ocidente
somos todos medidos em vista de
sermos considerados doentes
A doença do amor causou
no corpo generalização
Medimos em beijos os
segundos da nossa feição
os minutos que quando atrasam
causam irritação
contamos como abraços
apertados bem cheirados
que ativam a inspiração
Por espasmos diversos
contamos sem contar
que as horas do dia são insuficentes
para nossa alegria quantificar
E o espaço que quando tá longe incomoda
e quando tá perto não quer se distanciar
seguimos nossa vida enganando
o tempo e o espaço
pois no sorriso belo e safado
tendemos a nos encontrar.

Vinicius Oliveira 28-05-2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Em Cachos



Para Raíssa Stefaní Cornélio

Os Cachos dela
Lacrimejaram sobre ele
lubrificou sua alma
interpretou paixão
manifestou protestos
em cachos

Os cachos dela
Desembraçou prazeres
Formando nó de viciados
Entrelaçando paixões
Desembaraçando espasmos
em cachos

Os cachos dela
Desligam despertadores
Emudecem celulares
Acalmam problemas
Agitam o mar
Contamina-se de beijos
Em cachos

Os cachos dela
Cheiram à distancia
Sufoca a infelicidade
Dreda meu equilibrio
E mudam o tempo
Que agora,
só se mede
Em cachos
Encaixados
No relógio
Da nossa paixão

Vinícius Oliveira

quinta-feira, 25 de abril de 2013

És Pasmos



Nossa relação gera poesias de fogo,
que expelidas pelos poros da paixão
queimam as cavidades do prazer,
endurecem o membro invasor
que de tanto calor
compartilha a água do sulco intimo do orgasmo
que em espasmossssssssss
tenta nos separar por instantes,
apenas neste instante.

Vinicius Oliveira (25-04-2013)

O (a) caso poético



Caso o acaso casado
cansado de caso fadado
maltratado
pelo acaso de rimar
rir do mar pelo assoalho
do retrato do laço
de estar com outro e ser só
somente se mente
quando o descontente
desacredita no acaso
Afogando todo o caso
Sem saber que com a poesia
nunca se está só
Aí que se cria um caso
caso poético
ou pelo acaso patético
para ficar esperto
perto ficou
e se demorou
certo do erro
que mesmo mirando não tem jeito
perfeito que estava em seu desespero
De achar a dor
Que sempre combina com amor
Mas esse, chefe do descaso
na fadiga juntou os amados
pra acabar com o caso
que tanto o cansou.
Amor não precisa rimar com dor
Não precisa de doutor
Pois o caso em caso
é de quando o acaso casou

Tatiane Andrade e Vinicius Oliveira num (a)caso poético

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A maldição do cacique Serigy

(Foto dom Cacique Véron)


Nessa terra pisada aqui
Toda água brotava Siri
Donde gota Morava um cacique
Aguerrido intulado Serigy

Mas das embarcações veio o medo
Onde cruzes imperavam respeito
Pólvoras garantiam desespero
E o rei logo decretou o despejo

Com a autoridade Jesuíta
A tribo decidiu não ficar
Armou o arco e flecha
E pintados decidiram lutar

O cacique Serigy
liderou a revolução
com flecha, pau e pedra
gritou a contestação

Milhares de invasores
caíram no chão
Como pode ter um rei
se a natureza não fez eleição.

Os portugueses com as armas
Se puseram a apelar
foi tanto tiro e sangue
que a terra se pos a chorar

O cacique em seu ultimo instante
Se pos a berrar
A maldição iria começar
e nada dessa terra eles iam avançar.

MAs é preciso pensar
que o almadiçoado
não foi a terra não
foi o opressor pela opressão

Então é preciso invocar
Pela coragem do cacique Serigy
Uma magia convocar
E nossas orações os corações inspirar.

Nossa magia não acabou
Estava adormecido
e até na catequese se misturou
Mas junta todo mundo que a magia voltou.

Nossas entidades irão se manifestar
Nossos orixás já estão a se preparar
Nosso povo sem pátria e sem patrão
Pintará a igualdade em um totém bem grandão

SIM, sem mais não
SIm, sem mais não
SIm, sem mais não

Reaprenderemos a voar
para que as balas não nos alcancem
Para que as cruzes não nos aprisionem
Para que os puxa-sacos na mediocridade
da gravidade da resignação
calem-se perante a revolução

Enfim, resignificaremos o sorriso e alegria
Riremos da cara de agonia dos exploradores
Baforaremos nossos cachimbos a beleza verde
que germinará dos nossos quintais.
Esqueceremos a linguagem quadrada e monetária
sem a mandinga da malandragem de nossos verbetes

Os sábados serão dias de descanso
Os domingos serão dias de certezas
Porque o trabalho irá se divorciar da fudida da mais valia
E as noites serão da lua,
o tempo não será dos despertadores, mas sim dos amores.
E a semana toda serão dias pra muita safadeza

E não existirá mais arte, nem artistas
Pois a vida será um poema
A coletividade plena será um quadro visto e pintado por todos
E não existiração classes nem subclasses
Nem padrão, nem normalidades
Pois a igualdade e diversidade
serão tatuagens no peito de cada um,
como uma ferida de flecha, do cacique Serigy.

Vinícius Oliveira

quinta-feira, 21 de março de 2013

Quando uma moça sulista encontra um cabra nordestino 1



A Moça: (alisando) E essa barriguinha?
O Cabra: esse bucho? metade é farinha, metade é cachaça e a outra metade é felicidade
A moça( descendo a mão):E mais embaixo
O cabra: Se você topar, é uma fuleragem e meia!

Vinicius Oliveira (06-03-2013)

A maravilha do ser


Basta ser
nem sempre tá presente
o corpo sente
o corpo sente
a beleza das conversas
e poesias compartrilhadas
o corpo sente
o corpo sente
A força das águas
a calma da maré
a magia do orixá
o corpo sente
o corpo sente
A força das águas
a calma da maré
a magia do orixá
o corpo sente
o corpo sente
marcando o março
lutando por carnavais de janeiro
5 ou 6 de março
o corpo sente
o corpo sente
a maravilha do ser
Amar= a ilha- do- ser

Vinicius Oliveira 06-03-2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Cordel sobre esse tal aniversário



O dia que nasces
do ventre que fazes
a escrita da vida

Lhe é dignificado
Calendarizado
na ordem da vida

Nascimento
é o nome desse momento
do tempo
em que conquista a vida

Depois de um tempo passado
O nome é mudado
Pra aniversário:
homenageando a vida

O homem com toda a sua arrogância
Ameaçando essa data
quis logo numerá-la
com números a vida

Me recuso a dizer
que 1 ano de velhice
venho a fazer

Pois na verdade,
comparado ao 4 de março
é apenas um dia mais velho
que me qualifica.

Vinicius Oliveira 04-03-2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Inconscientes escapulidos


Sobre o prazer


Nossa, o prazer é uma coisa muito interessante. Talvez te lembre do sexo. Sim. Sempre lembraria o sexo. O prazer do ato sexual. Opa! Não apenas do ato em si. Apesar de ser o melhor dos clichês! Mas o prazer da incerteza... do aguardo, daqueles 2 segundos antes do momento do primeiro beijo... Quem avança primeiro? Quem deu o sinal? Quem se importa! A insegurança, o olhar fixo, o contato, a cumplicidade, o cheiro e... o prazer se mantém em um ápice constante, até que a respiração interrompe. A porta foi aberta, novos beijos são esperados, o toque é aguardado, o roçar é intimado, a mordida, a pegada,a firmeza,a alteza, o cheiro. Ufa, não perca o fôlego!

O cheiro! O prazer também tem cheiro, parece que prega na pele que contamina o ambiente. Que nada, apenas impressão sua ... ou não?  Mas o cheiro caracteriza a intimidade, você pode ver retrato, pode ouvir a voz, mas o cheiro... ele consegue excitar realmente. O cheiro de cima, o cheiro de baixo, o cheiro de suado, o cheiro molhado. Que Excitação! Será que excitação e prazer são as mesmas coisas? Excitação parece aquela impaciencia pacientemente do prazer. O caminhos antes da chegada. A maratona antes da largada.

Não podia deixar de falar do orgasmo. Os orgasmos? Esse merece um capítulo. Não, uma biblioteca inteira de não descrição! Uma explosão. O ápice da poesia dos corpos. O prazer de proporcionar orgasmos, de escutar a batida do coração, a falta de ar, a agressão do medo do prazer, das mordidas selvagens. Merecia um manifesto, uma religião. Bem aventurados os que proporcionam orgasmos. Versículo I no devido momento o orgasmo você também deve chegar. Cláusula terceira, os orgasmos também podem ser múltiplos e variados. Oremos: o prazer nosso de cada dia, que nos dai hoje ou santo hoje do prazer, meu fetishe aclamou.

Mas aí vem os fetishes, o prazer em deslumbrar que terá prazer. Uma construção fórmica de algo que não tem forma. Mas prazer é prazer! Oi, já te conhecia? Não, mas meu nomé tal. Que legal.,muito prazer. O prazer é todo meu. Nossa! Esse prazer não pode ser todo meu! Prazer privatizado, enjaulado. Temos que reaprender a ter prazer. Um manifesto prazeroso! Democratizemos o prazer! A única instituição política-religiosa-estatal-cultural e metafísica do mundo das mulheres e dos homens, sem capital. Prazer é sinônimo de partilha, de um consenso, onde o corpo comunica, os olhares se encontram ou perdem-se juntos. Não falo apenas de sexo. Falo de encontros. Nos apresentemos novamente: Oi meu nome é Sicrano, e o prazer é e sempre será todo nosso!

Vinícius Oliveira

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Um Verso de Mario da Utopia de Jorge



Versa Mário
Entorta a ordem
Versa o vértice
Solta o silêncio
Cuidado!

Marginais do progresso
Transam os sonhos
Imarginam transgressões
Sabem da sabre no sub
Sede sedenta
Sufoco!

Ocos oculto ovulam orgasmos
Ordem!
Entorpecidos da droga desse mundo
Progridem!
Procuram prazeres pelas palavaras escapulidas
Fugidas, sentidas,
Torturadas!

Toquem-se toquem o toque
U toque
U tópico
Comuniquem-se
Comunistem-se

U toque de Jorge
Concobinado com os astros
Versa com Mário
Combina com o sol
Poetiza a lua
Rompe as estrelas.

U toque de Jorge
Versa com Mário
E acabou-se as classes
Mário versa
U toque de Jorge
Revolições!

Marginautas malucos marginam
Mundos, modestos
Onde alucinação
Seja negar a fábrica de pão.

*Vinicius Oliveira  com as armas de Mário e versos de Jorge.

Emvulva ou Ações que merecem poemas 1



Lábios com lábios
Circula
Circula
Circo
Vulva
Sufoca
forca
Envolve
Em
vulva
Lingua
saliente
Envulva
o grito
Envulva
o gozo
Envulva
o gosto.

Vinícius Oliveira

Com-par-tilhando



Compa
trilha
comigo

Com
par
partilho

Vinicius Oliveira

(Des) COnto



Conto
contos calados
Contorcionistas coletivos
Comem CO2
Cospem.

Condes concluem
Concordam concordatas
Confutam conflitos
Conglomeram
Coisificam

COnto
Correm comigo
Colam colunas
Conspiram contatos
Conclamam
(des)Conto!

Vinicius Oliveira

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O peso do sorriso ou a peleja do equilíbrio



Há quem sempre acredite que todo sorriso encontra-se a mais profunda alegria
Da vida bem vivida, dos amores bem amados, de sorrisos encontrados
Há quem escute, piadas e piadistas ao vento Daqueles tipos que gostam de fazer rir
E pensem que o choro que não lacrimeja no olho
Não sangra na alma

Há quem espere que o sorriso é sinônimo do equilíbrio
Que contaminar alegria também não pese na face
Há quem duvide da peleja do corpo sobre a gravidade
De quem luta pela verdadeira vida
e as vezes vai morrendo no caminho.
Uma peleja do equilíbrio sobre o equilibrista.

Vinícius Oliveira