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domingo, 28 de agosto de 2016

Jogar-se



Para Vanessa Ferry de Oliveira Soares 
   
Para nós e nossa união cósmica

Deuses deram as cartas:
Odu, horóscopo, sinestesia.
Antedisseram que faria parte 
Sermos um e uma na vida, todo dia.
     
Sonho  projetado se realiza
Em cada passo dado, objetivo cumprido.
 Amor abrigado fora das balizas
Batidas no peito forte, cheias de motivo.

O risco de viver a vida vira traço 
Contido num sorriso, num abraço,
Num cheiro de canto de boca, tuas linhas 

Viram partes nossas tão minhas
Olhos em encontro, expandindo 
Na nossa união, casal tão lindo!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Analítica de Sócrates I: Tamo tudo junta



Nesta nossa linguagem
Tudo que há de mais certo
São infinitas possibilidades

Disputas de sentido, curso repartido,
Não tem explicação,
Aparece apenas o já sabido
Vida cheia de veias porejando.

Conecta com a poeira do cosmos,
Olha indubitável vários rostos,
Procura ter segurança no dizer.

Fala subterrânea, escondendo
Enquanto isso vai subvertendo
Castelo de cartas desviradas.

Sócrates, ainda em poker

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Na lata

Tá viajando? 


Emagrecer pra subir nas vans 
Cê é besta? 
Melhor transporte universal
Retira o peso da mobilidade
Faz que pra qualquer lugar
seja mais leve.
Traz uma cachaça pra ver
se passa 
Ou fica na parada se quiser.
Que conversa!
No sufoco, passos lentos 
Acidente ou movimento 
Na faixa uma mensagem:
Eu estarei, mas leve.

Emagrecê pa subi nai van 

Respeitando os corres da pessoa grafitteira. Na lata!

"Emagrecê pa subi nai van", disse a senhorinha ao descer do transporte complementar metropolitano Messias/Maceió, no início da Avenida Fernandes Lima (pra quem é do Piauí, uma Frei Serafim aumentada em trânsito e extensão). No sorriso desconfiado, denunciava um "falta mais transporte, não eu emagrecer".

Maceió é Metrópole. Sair dos livros de geografia do Brasil pra ver concretamente dá a real dimensão do que é isso. Metrópole cê pensa logo Nova York, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife. Pensar que tem um monte de cidade ao redor (Satuba, Messias, Marechal Deodoro, Murici da metrópole e Cruzeiro do Sul, Palmeira dos Índios...) e todas elas mandam gente toda hora pra Maceió situa melhor o tamanho desse aglomerado urbano.

 Vale a pesquisa sobre desde quando começou o sistema de transporte metropolitano na capital de Alagoas. Em 1998, disseram "aqui é metrópole". Em 2001, começaram a regular o serviço de transporte complementar. O Estado diz que é muito bom, que vai melhorar. Os usuários, quando aparece algo na Internet sobre, falam da direção perigosa de alguns motoristas. Da lotação, nem sinal de crítica.
De fato, vai muita gente. Como malabaristas, os cobradores equilibram as pessoas dentro (quem pede parada, entra. Se não para, tá saindo gente pela janela). 

Mas essa lotação vem impossível só até o início da Fernandes Lima. Sempre tem alguém descendo "na curva da [Polícia Rodoviária] Federal", "no Atacadão", e o transporte fica suave. Quem enfrenta de carro, sente o trânsito mais amarrado. Pras vans, aperreia quando tem acidente. "Eita, resenha! Engarrafamento desde a Bomba do Gonzaga! Radialista mentiroso da poxa!", diz o motorista ao saber de um acidente na Via Expressa  (que é do outro lado da cidade). Em média quarenta minutos, a van desce da Cidade Universitária (Hospital Universitário) para a Praça Centenário  (antes do Centro, no bairro Farol). Dá bom emagrecer pra subir na van. Mas já que é o transporte que dá acesso ao coração da cidade, aos projetos e labuta diária, a galera vai dando seu jeito pra caber e se movimentar na metrópole Maceió.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

De marca 



Choque de monstro 
Mostra quem é você 
Moral identitária 
Ou o que é possível ser.
Comunicadores fazem parte 
Seletores de audiência 
Quem escuta com frequência 
Não se perde em sintonia.
Já raiou é novo dia, 
Vestido de poesia
Rasgado no limite da lógica.
Existe, logo marca 
Lugar comum da vida 
É viver deixando rastro.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

É lógico!


Olha só!
 Se moral,regra.
 Se moral, ética.
 Se moral, existência?
 Verdade, mas não necessariamente.
Existência ou marcador?
 Tudo muda, ou se mantém.
Nada muda, o que convém
 É o único jeito possível?
 Pode ser leite COM 
Batata frita.
Se e somente se
 Houver um conjuntivo.
Tudo muda.
Nada passa.
 Que se passa?
Deu bom.

https://youtu.be/COYdfuP6khM

terça-feira, 31 de maio de 2016

Moral


Na van lotada, organização dos espaços. Há reclamação. "Ajeita aí, Moral!" , e as vagas aparecem. Segue viagem. Moral. Conjunto de regras. Moral. Ética, respeito. Moral. Marcador identitário. "Vou descer na Bomba, Moral!". A cara de menino que aprendeu Moral pra chamar os outros. E se marca assim. Conduta. Realidade concreta. Uma realidade que chama pra disciplina. Não é a única possível. É talvez a mais forte. Marcante. Ordem. Existência. Moral.