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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cuba Libre




 - À solidão!

Pra minha companheira mais cruel e fiel
Dedico meu brinde triste, com a bebida em riste
Pra depois virar meu copo de uma só vez
E dizer em uma só voz: 

 - Desce mais uma dose, garçom!


Hannah Cintra



terça-feira, 31 de julho de 2012

Apenas um anjo caído
            A fita, observar
                      Aquele abismo
                                  Que separa
                                             A realidade
                                                            Das sombras...


Foi a solidão sua maior dor,
                     suor e sangue,
                     angústia e amor...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Na companhia de minha dor abafada e escondida



Não tomo nada além do que um copo de água sem gás, já passa das oito da noite e minhas certezas parecem escorrer e se infiltrar pelo chão

Angústia maior, regada a saudade, com o som valente do trânsito e das passadas apressadas das pessoas voltando pra casa. Mas não eu. Estava ali a espera, do momento que tanto busquei, da possibilidade que alegava há tempos. Entre um trago nervos de cigarro e uma olhada para o céu e para rua, nem notei o iluminar da Lua. Parecia ela só pra mim, comungando da minha aflição pra te ver de uma vez e decantar a fúria de minha dor do meu peito. Mas ao mesmo tempo, o receio ao não te ver chegar enquanto os segundos pesam mais que dias passarem lentamente ainda deixa aceso o fulgor da solitude. Um pouco mais de oito horas; um pouco mais de nove horas.
E o tempo não passa, o coração se retorce dentro do peito implorando por um pouco mais de você. A escuridão da noite me veste e o brilho das estrelas reflete em minhas lágrimas doloridas.
Por que não volta? Eu não suporto mais essa espera, a espera do nada do que não é, do que não foi, do que não se sabe se será. Tudo é tão inserto é tudo tão escuro.
Jogo-me nesse canto de praça vendo as horas se dissolver, junto com a fumaça do cigarro que cobre minha solidão, mas sabe o que mais me enfurece? A droga dos finais felizes inventados em poesias passageiras que se guarda e se lê quando da saudade como um brinquedo velho, almejo eu um dia escrever assim a felicidade de um fim que não termina, mas enquanto isso eu apenas sinto saudade por ainda não ter vivido o que há dentro das palavras.
Quanto a você? Eu continuo esperando mesmo sabendo que não virá, eu apenas espero junto com essa conformidade de viver na companhia de minha dor abafada e escondida.





quinta-feira, 24 de maio de 2012

Até o próximo torpor de minhas iniquidades ...


No caminho por vir, a antítese, enfeitada com as marcas do tempo, um passo de cada vez, quase que forçado e despercebido. Parece que as forças foram arrancadas sem deixar recado, parece que a solitude se impregnou no corpo desavisado. No caminho, infeliz trôpego, por dias de álcool, mas com alma sóbria, sorvendo toda a ternura amargurada das feras e feridas, passo a passo, quase que veloz verdade vedada em vácuo; lágrima que cai em vão, passo a passo, a passo, cadafalso

Eu não consigo ver mais a luz, de repente o chão sumiu dos pés, o que me restou? o que sou? onde vou ? não tenho forças pra mover essa coisa de dentro de mim, arrancar isso que me persegue a todo o momento
Odeio essas lágrimas malditas, odeio essa dor que não me deixa em paz, estou dilacerada, perdida, abandonada sem mesmo ter pertencido

Não me fiz essência, não sinto essência, sem domínio até para desabar de uma só vez e fingir que minha passagem foi apenas em um segundo de equívocos. a mente em tortuosa e doce tortura deixa apenas os olhos abertos, em plena visão; para então me embeber da última dose de loucura que me cabe, a loucura dos céticos e esquecidos ... um sibilo ... passo, apenas mais um ... nada mais ...
mais um passo ou muito mais? de que importa eu nem sei onde quero chegar, eu só vou andando por ai quando eu cansar eu paro, quando a dor ficar menos dolorida, quando a falta deixar de ser o principal em mim todas as manhãs


Então o vento roça meu rosto e eu acordo desse pesadelo

Até o próximo torpor de minhas iniquidades ...





Hévllen Motta e André Café

terça-feira, 22 de maio de 2012

A condição solitude


Dos traços românticos de fim de mês
não possuo mais nada
não lembro daquela parte do refrão
que marcava o momento que agora esqueço
foi você, quem sabe, talvez
em algum instante, me sorriu, não me recordo
numa viagem qualquer, pela manhã ou noite
um beijo que não carrego em reminiscência
olvide teu cantarolar de versos
daquela poesia que desconheço
desmereço,
destempero ...
desista de mim, amor

André Café

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Canção de amor, de dor, de amor



Desgastado desgosto por canções de amor
de amor, de dor, de amor, de rancor
a música retomando e retornando em minha mente
suga minha pacificada fúria

Desistindo de existir canções de amor
de amor, de dor, de amor, de temor
o som me risca em riste no cisco
no trisco do pisco do olho chorado

Canções de amor, óleo diesel em ladeira
para motores sem rotor, sem ardor
no final do dia, uma canção para acalmar
o que não se acalma de amor, de dor, de amor

André Café

domingo, 15 de abril de 2012

Sobre crescer II



Sobre crescer II




Todos felizes e cantando, pessoas perfeitas iguais e diferentes a sua forma. Juntos de mim. Eu rodeada de todos. E só, era como me sentia. Me despedi de meus amigos com um sorriso. Que no momento seguinte se tornava um rosto triste e envelhecido. A beira das lágrimas. E sempre com aquele amigo à te observar. Aquele que sabe que algo não está bem. E você fingindo descaradamente.
Sorrisos.
Roupas.
Maquiagem.
Sapatos. Tudo máscaras e armaduras que usamos para fingir e esconder seja lá o que estamos sentindo. Armaduras do dia a dia.
Esperava meu ônibus. Tinha um conhecido lá, cumprimentei como manda a etiqueta. Mas na verdade não queria falar com ninguém. Rapidamente seu ônibus chegou. Era o mesmo meu. Mas deixei passar. Não queria companhia. Queria ficar só.
Comprei cigarros para quando chegasse em casa me entregasse a depressão. O chocolate faria o complemento, seria a cereja do bolo, para aquela cena típica de filme água com açúcar da garota no fundo do poço. Só faltou o sorvete.
 Meu ônibus chegou. Havia uma família no fundo do ônibus junto comigo. Perceptivelmente modesta, muitas crianças, roupas simples, cabelos mal-cuidados. Um dos pequenos vinha com um guaraná na mão, e motava-se que aquilo lhe bastava. Todos simples e claramente com pouco dinheiro, mas todos felizes. Sorrisos sinceros e abertos. Sorrisos já amarelados e falhos pela falta de um tratamento dentário que, ao contrário de mim, eles não tiveram oportunidade de desfrutar. A mulher derrubou água em todos com o solavanco do trânsito e todos se riam disso.
E eu ali querendo chorar.
Eles com tão pouco. Eu com tudo. Casa, roupas, comida, estudos, pessoas maravilhosas ao meu lado. Mas ainda assim, me sentindo triste. Uma tristeza que nunca vou saber de onde vem. Sendo incapaz de sorrir verdadeiramente.
Ficava me perguntando o porquê de tudo aquilo, e não achava respostas. Só mais perguntas. Mesmo rodeada por todos e tantos, me sentia só e alheia aquilo tudo.
Lágrimas nos olhos.
Mas porque chorar? Me perguntava incessantemente e não tinha uma sombra de resposta. Não tinha motivos. Estava tudo perfeito, em ordem, em simetria. Trabalho, escola, amigos, tudo ok. Mas mesmo assim. Não me sentia verdadeiramente ali na maioria do tempo. Poucos eram o momentos que realmente me preenchia de mundo e me sentia plena e feliz com deveria ser.
Vinha pensando em tantas coisas. E ao mesmo tempo em nada. Era só uma avalanche de coisas desconexas. A principal coisa era, chorar ou não chorar. E ia adiando a decisão pelo simples fato de não saber o motivo para chorar. Era só uma vontade inexplicável.
Ficava observando as pessoas que vinham no ônibus. Pais, mães, trabalhadores, estudantes. Só para passar o tempo e me concentrar em algo que não fosse eu mesma. Chegou minha hora de descer. Minha vontade era rodar eternamente naquela rota e me perder em algum lugar. Minha vontade era sair correndo desesperadamente para um lugar desconhecido. Mas fiz apenas pegar meu caminho. Lancei um último olhar para a família. O casal se abraçava e se acariciava de uma forma tão simples tão sem pudores, só amor.
Desci. Ruas. Pessoas. Um bêbado e sua bicicleta, sendo equilibrista. Igrejas. Casas. Árvores. E escadas e mais escadas. Lágrimas. Forçadas por não ter mais forças para nada. Cigarros seguidos e finitos que não me traziam conforto. Apenas faziam o tempo passar.
Como posso estar rodeada de pessoas e ainda assim me sentir só. Ter tudo e sentir que na verdade não tenho nada. As vezes era mais simples estar no seu mundo fantasioso de amores, perfeição e castelos, do que tentar sobreviver no caos que se criou a sua volta. Fantasias maleáveis, modificáveis se algo incomodasse. Se algo desse errado era só criar outro mundo. Na realidade de osso, isso não me é possível.
 Não sei mais o que querer ou fazer. Ninguém pode fazer nada por mim. Posso apenas viver e tentar saber o que é isso. Esperar que tudo passe.
E espero que passe.
(Doda Pereira 15/04/2012)

quarta-feira, 4 de abril de 2012





Procurando.
Esperando.
Tentando.
Brigando.
Andando e parando.
Amando.
Acertando.
Errando e erando.
Pirando.
Buscando.
Uma vida de gerundismo.
(04/03/2012, dalila)

Sobre Alguéns II







Estava um barulho infernal, uma confusão de gente e de corpos que me deixava desatenta e perdida.
Até que você chegou. O som diminuiu e foi ficando afastado, rouco, como pano de fundo.
Há tempos não a via, um pequeno choque percorreu meu corpo. Era como se fosse a primeira vez, algo novo.
Não percebi mais o aglomerado de pessoas à minha volta.
Só vi seus olhos. Tão lindos, tão doces, tão ávidos.
Lindamente pintados na moldura do seu rosto.
Estava naquela camiseta que eu gosto, um jeans simples. Sem muitas frescuras e fru-frus. Isso nunca combinou com você. Sua simplicidade e desprendimento de padrões sempre foi seu charme. Os cabelos pareciam que tinham um brilho que eu nunca tinha visto antes. Estavam menores, mais leves, caiam melhor em seu semblante.
Se eu estivesse mais atenta, provavelmente teria sentido sua presença. Seu perfume teria te entregado, ele sempre me atraiu. Me atrai. Sinto ele de longe. Mesmo quando está nos outros, sinto ele como se estivesse em você. É doce, forte, marcante. Fico procurando em todos os cantos para ver se você está por perto quando sinto ele me bater de leve no rosto. Se algum amigo usa, fico pertinho, só pra enganar meu cérebro bobo de que é você do meu lado.
Aquele sorriso enorme e “briosu” no rosto. Fala com todos como sempre.
De repente vem em minha direção. Me cumprimenta como das outras vezes. Da maneira que faz com todo mundo. Sem mais atenções.
Mas o abraço, ah o abraço!
Não queria largar mais nunca aqueles braços!
Foi nesse momento que me dei conta de tudo.
Tudo voltou mais forte.
Senti sua pele quente e macia, o seu cheiro doce, seu toque suave.
Como deixei você sair da minha vida?! Foi isso que martelou de imediato na minha cabeça.
Como deixei uma pessoa tão especial escapar dentre meus dedos.
As lembranças vieram a tona com força
Nossos beijos proibidos, nosso corpo delicado, nossas fugidas, noites sem dormir, nosso eterno medo de sermos pegos. Meus carinhos disfarçados em público, nossa loucura momentânea e beijos louco e desprendidos de pudor.
Lembro bem de uma manhã.
Parecia coisa de filme água-com-açúcar, daqueles de fazer chorar.
Nossos corpos nus, a janela de vidro do quarto aberta deixava o sol passar. Ia amanhecendo aos poucos. Você me envolvia com seus braços pra me aquecer. O ventilador velho, mais fazia barulho do que espantava os mosquitos. Mas nem sentia os mosquitos, só seu contato me importava. Os pássaros cantavam lá fora desesperadamente e riamos do som. O sono era nosso companheiro, já que nossas noites eram insones, por estar nos amando. A cama alheia era nosso refugio.
Tantas noites. Tantos dias. Tantos momentos bons juntos.
Senti um soco no estômago quando você terminou seu abraço. Queria te puxar novamente pra mim, te beijar forte, te abraçar apertado, sentir cada parte do seu corpo junto ao meu, fixar seu cheiro em mim e não largar mais nunca.
Mas você se foi. Só restou meu coração em frangalhos e minha cabeça bagunçada.
Ficaram mágoas?! De minha parte não. Só lembranças de dias muito felizes da minha vida.
Você acha que não tentei?! Acha que foram apenas noites e noites pra mim?! Não, não foram apenas noites. Foi um pouco da minha vida naquilo tudo.
Fugi?! Sim, fugi. Tive medo. Medo de me envolver, me entregar, de amar, de te amar.
Sim, pode me chamar de covarde. Fui covarde. Tínhamos tudo pra dar certo. Eramos perfeitos juntos.
Mas não posso ter medo?! Não me culpe por isso. Me retraí, me contive. Tantas experiencias loucas eu já tive, e a mais louca de todas tive medo.
Medo de amar.
Hoje não posso te ter mais, voltou a ser de outra pessoa.
Mas aquele abraço! Maldito abraço! Me fez ver tudo de novo, me fez ver tudo que perdi por medo, por burrice.
Mas aquele abraço, aquelas noites, aqueles dias perfeitos vão ficar pra sempre comigo. Junto das lembranças mais felizes da minha vida.
Já não me pertences mais. Já não és minha.
Ah, mas aquele abraço.
Será meu, eternamente meu.
Perdi você de vista na multidão. Não voltou pra mim.
O som retornou e voltei a realidade.
Pensei que eram pássaros cantando ao meu ouvido.
Mas era apenas o barulho de gente ao meu redor.
Me puxaram pelo braço e saí dos meus pensamentos ensolarados.
Voltei a balbúrdia de uma vida sem você.
(Dalila Cristina, 07/03/2012)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Minha cama está vazia e fria
Durmo junto ao traveseiro para sentir o seu cheiro
Mas o tempo, voraz e imperdoavel, já levou o que restava de você daqui
Não há companhia de amigos que substitua
Não a bebida que me faça esquecer
Não há nada que me distraia
Não era o calor do algodão que eu queria agora
Queria o calor do seu corpo. O toque da sua pele. O som da sua voz
Cansei de estar sozinha. Cansei dessa vida mesquinha
Estou sempre em movimento, estou sempre em algum momento
Faço parte do mundo, me jogo nele. Vivo em um turbilhão de emoções
De que adianta se não tenho você ao meu lado.
Você. Ou você aí. Você aí também serve
Não importa.
Só quero alguém para dividir uma cama
Dormir juntinho
Fazer um carinho
Ligar de madrugada
Assistir um filme bobo.
Divida esse vinho comigo
Vem aquetar esse meu coração arisco
Vem apaziguar esse meu corpo voluptuoso
É pedir muito?!
Creio que não.
Falta mais entrega.
Mais coragem de viver.
Amem mais. Gostem mais. Gozem mais. Se libertem.
SE PERMITAM.
Se permitam amar... se permitam serem amados...
.... serem gostados.. serem gozados...
Não imporrta a forma de amor. Me entrego a todas. Se entregue
Não respeito normas e nem moral
Existem amores e amares. Amores de uma vida. Amores de um segundo. Amores de uma noite.
Enquanto vocês se prendem a padrões e paradigmas
Eu tento viver
De todas as formas imagináveis. E inimaginaveis
Cerrei as janelas
Vou voltar para minha cama fria
Na esperança que em um amanhã ela não esteja tão vazia....
(madrugada de 14/12/2011)

Dalila Cristina

terça-feira, 13 de dezembro de 2011



Minha cama está vazia
Meus braços estão solitários
Meu corpo está vazio...
Não quero mais isso
Me quero preenchida.
Me quero cheia de você.
Não suporto mais essas paredes frígidas...
Essa cama fria...
Esse corpo fraco...
Não quero mais esses dias secos e sem vida. Sem graça.
Sem um pulsar vibrante. Sem um calor humano
Tudo está no mesmo lugar
Os copos. O lençol. Eu.
Vi seus olhos.
Negros olhos.
Eu me vi neles
Quero qualquer coisa que seja vivo e quente
Apenas quero vida perto de mim.
Junto de mim. Ao lado. Em cima de mim. Dentro de mim.
Só quero um pouco de vida.
Não quero mais isso do jeito que está aqui
Quero movimento. Quero o verdadeiro furor de viver
Queria dizer mais algo...
.... mas a solidão me chamou de novo pra lhe fazer companhia...

Dalila Cristina

quarta-feira, 2 de novembro de 2011



Procuro alguém para dividir um vinho,
para dormir juntinho e mudar o meu rumo.

Procuro alguém para transformar em TUDO essa minha noite que está um NADA.

Procuro alguém para matar essa minha sede de PESSOAS
e essa minha fome de MUNDO.

Procuro alguém pra esquentar meu lençol, tirar minha blusa e me BEIJAR como se fosse o último mergulho da sua vida.

Procuro alguém para me BEBER, me INEBRIAR, me SORVER em grandes goles, rasgar meus poros e apaziguar esse meu espírito insone e lascivo.

Procuro apenas alguém que aceite minhas REGRAS, que aceite minhas imposições e manias, só por hoje.

Procuro alguém desse jeito, só por essa noite...


(Dalila Cristina)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011



Não quero terminar esse vinho sozinha,

ele não tem o mesmo sabor sem os seus lábios.

Não parece vinho, parece areia que desce e rasga minha garganta.

Ele não mata minha sede, nem acalma meu animo exasperado.

Ele queima e enregela meu corpo, ao invés de me acalentar e me desafligir.

Ta frio e escuro aqui...

Só não quero terminar esse vinho sozinha...

Dalila Cristina (13/10/2011)