Mostrando postagens com marcador nu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nu. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de junho de 2016

Sergipana


Ela tem gosto de abraço
Daqueles que envolvem o corpo todinho
Aquece o sangue
causa um treme no canto do olho
Poderia ate pensar um roteiro com ela
Mas já quer poesia
Em homenagem a seu bissabor
Seu corpo parece uma língua
tocando vagarosamente
entre a bochecha e o lábio
do cangote a nuca
da nuca ao cabelo
provocação é pouco
seu corpo é simbiose.
Orgasmos detonam do seu ventre
Explode tanto que flameja
Líquidos...
as vezes, uma lágrima
segredo.
lágrima solitária, mas feliz...
escorre
abraça
Nirvana.
espasmos.
Teu sexo abraça o meu
envulvando
envulvando
analisando
o nosso bel prazer
entre um vocabulário safado
primitivo

um a zero
dois a zero
Três a zero
quatro a um
desfalece
reluzente
o corpo língua abraça
para não se afogar
olho no olho
boca na boca
e o céu e estrelas na cabeça.

Vinicius Oliveira.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nu artístico


Nu, num é nu por si
nu até vestido vale
no rasgo do vestido encarnado
sob a linha de pelos estremecidos
mas ainda assim escondidos
em mil e duas calcinhas rendadas

Há quem nem calcinha tire
pois tem nu que nem precisa
há dente que deixa o corpo nu
e mordida que nu arrepia - e fica quente

E o nu que se encerra na vergonha?
de joelhos, reza a lenda, por pureza
que esconde a libido flamejante
sob o fio ácido da lascívia
e morde de novo o nu rasgado

Nu que é nu se entende
nu se faz, nu até machuca
-Fiquemos pelados na revolução!
embebeda-te de ferormônios
de nudez grudada em corpos sem roupa
suga, sorve, chupa, morde e infesta
testa, seja na tez ou mesmo em sonho
mas fica despido, tingido e cravado no teu sexo,
do complexo uivante ao suor por baixo das vestes,
rasga a pele e nudifica-te até a alma
e acalma com gozo, nervoso e trêmulo

Eu nu fico
entro no teu corpo
e assim, me dignifico.

(Laelia Carvalhedo e André Café)