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quarta-feira, 22 de outubro de 2014


Dos teus olhos eu guardei a mira pra mim, (Me mira, sem ira)
Quis te encontrar, na verdade foi mesmo assim o acaso aconteceu.
A sombra que teu sorriso fez ao cruzar meus passos, e o silêncio que não ocorreu.
Foi tudo tão certo, foi tudo tão bem, e hoje não sabemos o que é o incerto.
Estamos de mãos dadas, grudadas pra disfarçar os medos. Sabemos do mais à frente que algo pode tentar nos derrubar com feridas.
E no fim a gente não vai se importar só queremos deixar levar, aproveitando a carona que o céu vem nos proporcionar.
Vivemos! É o que mais importa agora.

Paula A

terça-feira, 11 de março de 2014

Sem amor, por favor!


Um desastre, coberta por camadas de erros.
Sou eu, vestida de vermelho, buscando o acaso
Fugindo da guerra de olhares e em busca do que não é sério.
Envolvi-me em um corpo coberto de sentimentos,
Brinquei, chamei de meu, sem saber que haveria sentimentos fortes ali.
Uma corda, uma pegada de mão, sexo por prazer e fotos espalhadas no chão.
No meu quarto esquisito, fui escrevendo aquele nome com papel manchando de vinho
E novamente brinquei com meus dedos, lembrando/pensando naquilo que não era e nunca foi meu.
Fruto feito de carne, movida por desejos intactos, achando que o amor é apenas beijo de língua.
Essa sou eu, entre dentes cerrando mais um desejo.
Feri com ferro sujo, a carne mais pura que encontrei na terra, por ter muita idade, achei que não ia se importar (errei feio).
Com palavras quebradas eu me desdobrei do sério, e mais uma vez, rebolando cabelos pro lado, jogando charme, pra poder me sair daquilo que não me agrada e não me prende.
E se por um acaso me dissesse um EU TE AMO, eu irei apenas retribuir com um - Por favor, me busque um copo de uísque sem gelo.

Essa seria eu?

Paula Amaral

terça-feira, 6 de novembro de 2012


Hei, eu vi! Os moleques na praça outra vez, fuxicando da saia da menina
Quem diria eu, queria assenta-me na proseia da tal roda, senti-me mais uma da ralé.
Eu vi, um velho sentado no banco pela primeira vez, observando pelos cantos dos olhos
Com uma camisa de seu time brando, lá mesmo observava a juventude que nem mesmo descalças não chegaria aos pés de sua nobre infância, agradecia ele por está morrendo
Assim não queimava seus olhos olhando para aqueles jovens estragados no meio da sociedade.
Fui lá outra vez, paguei minha cerveja e matei um cigarro em minha boca, eu via os loucos e poucos drogados, mas eu sabia diferenciar quem era bem e quem era falsa, feito de cartilagem, era uma assembléia de gente atéias, eu me encontra berambulando sem chuva sem lua, aquilo podia ser ilusão com a falta de uma imaginação fiel sem voz.
Meu protesto era falso e uns poucos aplausos no palanque todas aquelas imaturidades
Não sabiam como pintar a bandeira e foi por isso que tudo morreu sem um pingo de cor
Sendo todos noís obrigados a vagar nesse mundo que já foi e já desabou e nunca mais levantou.

-Paula S.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ao som de Los



Ao entrar no corredor perdido, ouço notas de uma música solta no ar
Cabe amim juntar as notas para transformá-la em meu próprio caminho.
O piano que tão solitário e me trás inspiração pra tentar compor algo que me
Faça rir, a gaita tão risonha me trás alegria assim faço de mim a bailarina da
Valsa mais bonita.
Todos se juntam e fazem do meu dia o mais esplendido compor que arde na pele do meu amanhecer, e caiu em tudo que se faz samba
Sempre lutando por mais, sempre sendo conduzida por claves de sol tranqüilas.
Como o ar que leva minhas letras que tão lindas formas de me fazer amar
Transformando-me em passos que me leva ao tom de cada solo de minha imaginação
E vai invadindo além do que eu vejo, vou fazendo de conta que ate Los Hermanos
Me aplaudem de pé sigo fugindo da realidade e faço da minha sala o palco mais aberto
Do meu circo arpoador imaginário.

Paula S.

Samba de Menina


Ainda sonho em te vê desfilando em Ipanema
Com passos de uma sambista na Lapa.
Saltando em pulos de Sampa a Aracaju
Deixando a chuva passar com ar de bagunça.
Apenas brincando com fios da Estaida navegando em cada gota do rio Paranoá
Até lá viajaremos em ruas escuras, ventre a lua de Paraíba.
Quando aguça vida velha das estatuas beira Poti e Parnaíba.
Seus olhos castanhos embebem-se nas prais de Salvador nas vielas de São Luis.
Termina nas pedras do Arpoador, emenda dezembro até abril, e os desfiles e machinhas
De carnaval se decantam contigo.
Quando passa tão cocombina, AHH!!! Menina!!!
Na ponta dos dedos, o pandeiro.
Na ponta dos pés, o samba.
Na ponta do céu, a lua.
No horizonte do seu, apenas se esconde o teu sol.

-Paula/Lilian