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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Surgem os Sonhos...
Os mais loucos e belos sonhos surgem.
Cada instante é provocado,
ora pela tênue vibração de voz
Ora pelo simples encanto de pensar em ti.
A inspiração aparece, a solidão se esvai,
E tudo se transforma em singelos desejos.
Se existem duvidas, logo cresce a paixão
Contra a ilusão de viver sem lutar, sem amar.
Dérek Sthéfano
sábado, 28 de abril de 2012
Voz Insana?
Capaz de acariciar
com um simples sussurro
E provocar prazeres
muito alem do real
A voz exprime sonhos
pela ingênua vibração do som.
Neste complexo
imaginar que transcende a mente
Pela quebra das
grades e da solidão do silêncio,
Proclama a beleza do
gesto mais efêmero
E sutileza na mais
intensa sensação.
Sublime expressão do
desejo!
Transforma inocentes
e profanos estímulos
Em instantes de
celebração
Fixando sentidos, exaltando
paixões.
Canta da delicia do
beijo à indecência da fome
Eternizando lendas...
Questionando verdades.
Fala de flores e
canta:
Outro dia há de
nascer!
Podendo elevar a
saudade dos abandonados
Ou encurtar a
distância de corpos separados
Com significado, a
voz nos eleva ao sublime.
Sem sentimentos, é
fadada a deixar de existir.
Por Dérek Sthéfano
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Sente?
Sem chão? Sim. Sem amor? Não! Recomeço? Perdão...
Apesar de tudo não fazer sentido, da vida ter se esvaecido
Nem mesmo a solidão muda o que tenho vivido
Cada instante só me confirma a força de uma paixão
O sonho de ser feliz contigo nunca será superado
O sentir da tua pele impulsiona meu coração desolado
Apesar de saber dos exageros, sei que era para te ver feliz
Nunca fui o que você quis, mas também não sou de seguir a razão
Prefiro o coração, ele me traz felicidades sem arrependimentos
Reforça a emoção de desafiar limites e se perder sem consciência
Olhar desejando devorar, mas sem demonstrar indecência
Aguardando uma chance de viver com alegria
Sangrar em poesia, posso te pedir uma ultima coisa?
Não me esqueça fácil, pois estará comigo sempre...
E quero ter mais esperança! Como na gentileza da criança
Digo, eu te amo! Com a pureza de uma flor decido falar, mas
Sem esperar resposta, simplesmente por te amar.
Dérek Sthéfano
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Sem limites
À espera do sublime momento...
Os lábios submersos, perdidos nos segredos do prazer
Sentindo a carne enlouquecer os desejos, afagar os sentimentos
De repente, num harmônico jogo dos corpos,
Tornamo-nos um único ser em plena metamorfose
O momento tão voraz e carinhoso alucina os batimentos
Encantados e transformados pelo simples contato com o outro
A pele esquenta e a chama se espalha, queima a respiração
E nada mais importa, tudo que resta não passa de sandices
As carícias dominam e cada sensação explode uma paixão
Revertendo o tempo em puro e abstrato contemplador
Simplesmente nos possuímos como se nada mais existisse
Selvagem e doce se misturam nesta estação dos afetos
Arrepiando a inibição na euforia desta efervescente ação
Beijar-te sem limites, este desejo me consome
Dérek Sthéfano
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
E lá vou eu!
Preciso de uma cerveja. Depois de tudo isso, só um pó mágico ou uma cerveja podem me fazer terminar bem o dia. Não sou mágico! Cerveja vende na esquina... Então, me traz uma cerveja. Uma Skol, vai. Preciso sentir um sabor nunca experimentado, percorrer caminhos diferenciados, o que não é o caso da cerveja, já bebi tanto que devo identificar até os ingredientes usados, mas gosto dela. Pelo menos me faz sentir bem, faz-me imaginar estes sabores, deliciar sensações e viajar sem precisar dos tais caminhos.
Logo para acordar cedo já é um sacrifício, passaria muito mais horas dormindo, ou melhor, sonhando, sem preocupações e sem frustrações, só o belo e feliz sonhar. Do tal pesadelo quase nunca sinto, livro-me dele muito rapidamente. Ah, o pesadelo de ter que acordar cedo, deste eu nunca me livrei, e para ser sincero nem quero por enquanto, pois no fim do mês algo me consola os sonhos perdidos. Quando chego ao estagio, até que o tempo passa rápido lá, não que fizesse parte dos meus sonhos, mas é uma parte da realidade que me impuseram, era isso ou continuar pedindo o dinheiro até do liquido mágico ao pai, tanto ao meu quanto, às vezes, o do céu mesmo, como se fosse cair dos ares, para que pudesse tirar algo do simples desejo à carnal.
No auge do calor solar, quando a estrela mor está queimando a tal ponto que parece te fazer virar pó, não o mágico, um torrado inútil mesmo, me retiro do meu local de experiência profissional. Falando assim parece legal. E, ainda, durante minutos, que parecem serem transformados em milênios pelo clima desta cidade, fico ali parado, insólito e esfomeado com a esperança de passar algum ônibus que me sirva, no sentido de ser útil para levar-me à UFPI, porque comida mesmo só me servirão longos minutos após, geralmente por um senhor estressado e mal humorado pela desgastante rotina de trabalho, e péssimas condições a que é submetido no Restaurante Universitário da UFPI.
Mas, já são 13h35min, cheguei tarde. Desde os últimos cinco minutos nenhum estudante pode entrar para saciar um organismo que parece “arregar” e pedir para sair. A única saída é ir à famosa P.A. ou Praça de Alimentação, para quem ainda é calouro, que pode ainda ser mais especificada por sua localização no anexo CCE-CCHL. Opções faltam, fome sobra. Mas agora é entrar num destes salgados com suco, e vamos resistindo. Muitas vezes solitário numa praça lotada, ou esvaziada, não faz tanta diferença, pois você se entra só naquele momento, extasiado pela rotina.
“E lá vamos nós!”, rumo à aula, o sacrifício valerá à pena, nada poderá nos impedir de obter o pleno conhecimento, a busca pela inovação presente em cada instante na sala. A Universidade fonte do saber científico, e da reflexão revolucionária, neste momento me disponibilizará tudo que preciso para exercer minha consciência critica, seja a teorias, seja à dura realidade do hoje. Como assim não vai ter aula? De novo?! Não acredito... Que chato!
As aulas mais frequentes são oferecidas no Bar da Dona Jesus, porque imprevisto acontecer na UFPI já não é nenhum milagre, sendo a presença assinalada com um gole. E as lições mais comuns são sobre esportes e paixões. Revolucionários são os dias em que acontece algo diferente.
Neste exato momento em que escrevo, precisei rodar por alguns quarteirões em meu bairro até encontrar alguns litros de cerveja que pudessem me despertar a criatividade para escrever algo interessante. Percebem que não encontrei o suficiente para isso, mas graças ao único litro que encontrei pude focar no encadeamento destas palavras, que mesmo sem tanta graça, sentido ou relevância, me fazem sentir mais aliviado. Só o próximo gole me faria sentir melhor ainda. Então, lá vou eu...
Dérek Sthéfano
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Tenso, todos os músculos se contraem na ânsia de um movimento Simples, faça... E pronto! É só seguir o desejo, o pulsar Livre-se logo destas coibições e regras do tempo Nada disso importa neste momento, muito menos te livram da inquietude Haja como sente, só assim poderá alcançar o fruto proibido Podem imaginar que não passa de libido mas, tu sabes, vai muito alem As sensações te escravizam e de repente tudo tem um único sentido Algo tão distante e que parece proximo está prendendo-o E, reunindo tudo, mostro-me seguro, porem nu, pode ver cada detalhe meu Diante de uma misteriosa e alucinógena platéia, não sei como reagir. Não penso! Só sinto... Deixo-me simplesmente ser guiado por caminhos nunca percorridos Com a esperança de que um dia chegue a algum lugar Sem restrições, podendo repleto e alucinado me encontrar Para logo sumir em tuas curvas, nitidamente completo.
Dérek Sthéfano
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Penetramos em um momento selvagem,
Transformamos os desejos em loucos prazeres
Roçando minha pele em teus sonhos
Sugo teus anseios ao puro devaneio
Sinto teu corpo e abuso tuas curvas
Atingimos efeitos nunca experimentados,
Adormecidos, esperando o único instante de serem despertados
Beijo-te... Não, devoro-te! Ardendo em paixão
Decifro cada sinal de indecência
Fugaz sensação de afundar na alucinação
Deliciando orgasmos sem coligar procedência
Presença que afaga a mais inocente aspiração
Teu sabor me sacia muito alem do carnal
Tocando-me o coração, sacana e sentimental
Inspira-me as mais extremas insanidades
Mostro-lhe a pureza de ir alem da visagem
Rompendo razões e fluindo incríveis emoções
Carne, cheiro, sabor, festa da cobiça...
Extensão natural da liberdade em psicose, nua
Sensações que ultrapassam qualquer premissa
Amando a sensível e voraz força de possuí-la
Por Dérek Sthéfano
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Bebendo frases, escrevendo cerveja
Bebendo frases, escrevendo cerveja, tudo se confunde
A cevada vira sentenças, as letras refletem embriaguez
A cada momento, química e palavra reivindicam sua vez
Parece que nem sei ler o que escrevo
Ou pode ser que nem sou eu escrevo
Simplesmente fluem, letras se tornam refrões
Cada frase deriva de sinceras emoções
Sinto... E revelo sem o temor do estado sóbrio
Sem as grades, em momentos insólitos
Me desperto e de repente passo de fato a existir
Viajo por sensações, livre! Digito meus desejos...
O manifesto dos sentimentos vem à tona
A escrita leva todas as restrições à lona
Com ares dramáticos para não arruinar a trama
O álcool me mostra o que não vejo
As máscaras simplesmente caem, a miopia some
Em cada letra percebe-se a raiz de uma psicose
Que me retira todas as negações, e saio do isolamento
Perco a timidez, com um gole de cada vez
Uma dose de sentidos me embriaga
E mergulho nas profundezas
De uma realidade sem restrições
Dérek Sthéfano
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Inspiração
Passam os segundos, os momentos, até as miragens...
Os costumeiros dias ensolarados, os raros dias chuvosos, tudo se esvai...
E pareço um andarilho perdido numa estranha paisagem
Cada parte de mim anseia uma diferente realidade
Apenas tua presença, seu sorriso, é capaz de me unir
O frenético e desafinado ritmo desta louca experiência de vida
Só ganha uma harmonia quando estou ao teu lado
Encontro-me no doce sabor da tua alegria
És capaz de despertar-me um mar de sonhos perdidos,
Desejos nunca sentidos, em contemplação ao seu brilho
A euforia se completa e eleva a emoção
Quando tudo em você me inspira uma nova composição
Dérek Sthéfano
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Nós
Imerso a um simples e devastador pensamento
Neste momento nada mais me interessa
Fica comigo, mostre-me que a alegria tem razão
E que a vida é excitação com o delírio de uma paixão
Na engenharia do desejo guiaremos nossos preceitos
Viajaremos por sentimentos tão belos
Que nem no maior dos labirintos nos perderemos
Mesmo as mais diversas poesias possuem única inspiração
Tua presença domina sempre meu coração e mente
Vejo você a todo o momento, com sua magia...
E, se isso é tão bom, por que perdermos mais um dia?
(Dérek Sthéfano)
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Cerveja
Na busca desta ilusão saímos à procura
Uma porção contra a indiferença
Não é desviar-se da realidade
Mas ir a busca da felicidade
E reger o próprio destino
Cerveja...
Magia em estado liquido e pleno sabor!
Remédio contra amargura
Ou produto para a imaginação
Do plebeu ao festejado rei
Pode ser sinônimo de contemplação
Jazendo no fundo do 'posso'
Explodindo de alegria, ou em qualquer ocasião
Alguns degustam na boemia
Outros na completa euforia
Se tornando a solução para o problema
Ou o problema contra a solução
Numa constante brincadeira em variação.
(Dérek Sthéfano)
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Desejo sertanejo
| Antonio Remo - Tema: Na Levada do Forró, 90x80cm, pintura em acrílica. |
Vem, vem se aprumar no forró
Xamegar com o baião e viajar de Avião
Não posso mais te ver só
Vem, quero te ver sacudir, não se preocupe,
Deixe a poeira subir
No ritmo do teu compasso, viajo até Atenas
Sem sequer dar um passo
Os coronéis espiam seu arrastão
Não sei definir a sensação
Mas de tanto te quererem mulher
Coisa boa que num é
Garanto!
Te olho diferente. Num te engulo de trás pra frente
Como faz toda esta gente
Na tua presença tudo me fascina
Nada me dispersa, nem o calor de Teresina
Gosto de você morena,
Se tivesse uma disputa
Sairia em labuta
E muito valeria à pena.
(Dérek Sthefáno)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Nem sei
Já nem sei, o coração me confunde
Já nem sei, a vida só me ilude
Já nem sei, apesar de me acharem bem
Nada mais me convém
Já nem sei, com esse vazio no peito
Já nem sei, tudo está tão estreito
Já nem sei, parece um simples pensamento
Porém dói mais que qualquer sentimento
Já nem sei, se tudo vale a pena
Já nem sei, se o ciúme é eterna sentença
Já nem sei, porque me aperta desse jeito
Será paixão ou desejo?
(Dérek Sthéfano)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Inevitável paixão
De repente tornei-me simplesmente uma erupção de sentimentos confusos
Tão belos e, ao mesmo tempo, tão inexplicáveis
As sensações me dominam sem qualquer pudor
Não me vejo, não me sinto
A minha forma, se perdeu nas tuas curvas
Ah, o teu cheiro, tua voz, teu sorriso, tuas carícias
Sua essência me submete a uma total hipnose
Perco-me na completa alucinação de desejar-te
Mesmo sem te tocar, posso sentir-te como nunca antes
Ofereça a esta ilusão pelo menos um instante
Um único momento. Um lindo e intenso momento
Imersos no febril ardor da paixão
Confundo meu corpo no teu
Meus pensamentos são seus sentimentos
Minha singular certeza...
Chega de limites, chega de saudades, chega!
Permita afogar-me em teus lábios
Deixe-me cometer a indecência de diluir no teu calor!
(Dérek Sthéfano)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
estranha emoção
Abstrações se tornam concreto
... A realidade mera abstração...
Sonhos beiram a Decepção.
Bela idéia, Simples carência
Majestoso juízo, Modesto sentimento
Alucinação?!
Loucura?!
Idolatria?!
Desejo!
Frenesi dos sentimentos perdidos
Longínquo desespero, Confinante nostalgia
Adapte-me a uma emoção qualquer...
Infantil expiação, Madura desilusão
Mesmo no bailar dos Deuses
Talvez nem ‘um’ samba mude esta cadência.
(Dérek Sthéfano)
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Sentir
Um DEVANEIO mais que REAL
Da UTOPIA puramente POSSIVEL
Nem a Triste FELICIDADE do hoje
Fere o belo SONHAR de um AMANHÃ
Perceba no brilho dos meus OLHOS
O saltitante RITMO do coração
Na mais SIMPLES expressão
Meu completo ENCANTO
Apenas tua PRESENÇA
Minha ESPERANÇA
Mantém a essência
Da linda Flor
ARDOR
(Dérek Sthéfano)
domingo, 2 de outubro de 2011
Cultura, Rebeldia e Liberdade: A arte sem grades
"Eu ponho fé é na fé da moçada que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta é com essa juventude que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade que não ta na saudade
E constrói a manhã desejada...”
Gonzaguinha
Democracia. Ditadura. Democracia. Ditadura... Dois regimes sociopolíticos que, em tese, se caracterizam por ações tão distintas que não merceriam sequer serem citados na mesma frase. Vivemos numa sociedade democrática! Exaltam os mais fiéis entusiastas deste modelo. Afinal, posso votar, e ser votado, posso beber, dançar, posso inclusive manifestar toda minha euforia e, ou, aflição, indignação.
Entretanto, cotidianamente, percebemos não ter tantas razões a comemorar. Para o escritor uruguaio, Eduardo Galeano, “a liberdade de eleição permite que você escolha o molho com o qual será devorado", e, quem de fato decide o seu destino, não recebe um voto seu. A sociedade “dos direitos” vai deixando cair sua máscara, à vista, cada vez mais nítida, fica apenas uma face horrenda e castradora. A livre manifestação se transforma em veemente coibição. “Proibido!”
Neste contexto, faz-se importante destacar o papel que nós, estudantes, temos na construção de elementos que subvertam esta ordem. Lutemos com alegria em revelia a triste realidade em que estamos inseridos. Lutemos com poesia contra os insultos corriqueiramente dispensados a nós. Lutemos com rebeldia em contraposição à apatia que nos é imposta. Lutemos por liberdade, com Arte e sem as grades, que nos impõe limite.
De inicio, é preciso romper as amarras que, há muito, impedem a inserção da cultura popular dentro da universidade. Destacando espaço para além das culturas regionalistas e folclóricas, reconhecendo, também, outras manifestações culturais produzidas pelas comunidades que expressem a sua realidade, anseios e criatividade. Garantindo-lhes a inserção na rotina sociocultural da Universidade.
Hoje, fechando-se num “cubículo cientifico” a universidade só afasta ainda mais o saber produzido da ampla camada da sociedade. As ordens de proibição alastram-se cada vez a mais espaços, e ações, dos diversos ambientes que formam o Campus Universitário. “Não entre na sala de aula 12h”, “Não permaneça, no Campus, depois das 22h”, “Não beba”, “Não faça festa”... Não Pense! Nem mesmo num anfiteatro, criado especificamente para atividades culturais, se pode mais realizar apresentações.
Outrora fomentadora de cultura, a universidade se coloca como castradora de qualquer atividade que não esteja na ementa das disciplinas. No momento, o “fica proibido” é a principal sentença proferida pela Instituição. Ignorando qualquer defesa de liberdade dentro do Campus, e, literalmente, concretizando a sua separação com a sociedade, entre muros e grades.
Ignorando, ou melhor, coibindo as manifestações culturais, e pessoais, dentro da instituição, com normas, grades, muros, “seguranças”... A ordem é reprimir. Tolhendo, dessa maneira, qualquer intervenção, manifestação cultural e, ou, livre expressão da arte nos espaços físicos da UFPI.
Atividades culturais, como as tradicionais “calouradas”, funcionam como momento de lazer e intervenção não só para os estudantes universitários, como para grande parte da juventude da cidade, configurando-se, também, numa importante ferramenta de integração cultural entre a universidade e a sociedade. Principalmente num contexto de elitização dos espaços culturais, e do lazer de forma geral, que limita significativamente as possibilidades, são nestes espaços que muitos jovens podem gozar desse direito.
Será essa a única liberdade possível, respeitar as “normas” da Instituição? Mesmo que sirvam apenas para reprimir?
Acredito que não. “Uma das características do homem é que somente ele é homem, Somente ele é capaz de tomar distancia frente ao mundo”, dizia Paulo Freire, defendendo, assim, a capacidade do homem “agir conscientemente sobre a realidade objetivada”. Conscientização esta que nos convida a tomar uma posição utópica frente ao mundo. Compreendendo por utópico, não o idealismo, mas a dialetização dos atos de denunciar, uma estrutura desumanizante, e anunciar, uma estrutura humanizante. Dessa forma, a utopia seria, também, um compromisso histórico.
Precisamos, enquanto estudantes, e, principalmente, nos entendendo enquanto sujeitos sociais, de fato, ativos na construção da práxis humana, que sofrem com estas moléstias, expor nossos anseios e lutar das mais variadas, e impossíveis, maneiras pela plena liberdade, inclusive na universidade.
Teatro! Fotografia! Dança! Musica! Toda, e qualquer, manifestação, expressão, coletiva ou individual, deve ser livre. Ousam dizer, por exemplo, que a bebida alcoólica é proibida pela plena manutenção da ordem. Ignore! Se quiser, Beba! Vandalismo, perturbador à sociedade, é ter as universidades em condições cada vez mais precárias, falta professor, laboratório, assistência estudantil, extensão, pesquisa...
"Poesia, Rebeldia e Arte!" As intervenções culturais, cada vez mais escassas, precisam ser cada vez mais frequentes, que as manifestações e a livre expressão voltem a ser rotina da vivencia universitária. A rebeldia deve sair do seu encaixe reprimido pelas grades sociais do “bom comportamento”, e se transformar na mais clara expressão da indignação de uma juventude assolada pelas mazelas presentes no dia a dia.
Mantendo sempre a poesia, e a beleza, do sonhar um amanhã diferente.
Por Dérek Sthéfano
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