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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Penélope



O revérbero de um amor que um dia foi anafado, uma condolência particular,
sentir-me desmerecedor daquilo que mais me apetece, procurá-la na multidão,
encontrá-la no cerne do meu sentimento, observá-la em uma profusão de cores,
que cromatizam a minha retina, que me intoxicam de morfina.
Fomos além da realidade que nos cerca, fomos embora da nossa insanidade,
agora deixo dominar-me pela cólera e rememoro cada instante das minhas quimeras.

Encontramos sexo, ardores e odores;
encontramos estrelas, chamas e suores;
encontramos lábios, peles e pernas;
encontrei dúvidas acerca da resposta.
Resposta, esta, que pensei ter descoberto
quando me perdi daquela que havia desnudado
e desnudá-la não era tão fácil (pelo menos para mim).
Eu recitava versos e perdia palavras incongruentes
nas malicias dos seus olhos (ardentes).
Eu perdi sonhos latentes e, pausadamente,
senti a sua boca caliente, mais quente que o sol,
arrancar-me por inteiro.
Fumava e abandonava o cinzeiro,
bebia e afundava-me dentro do copo,
gozava e não perdia um segundo de intrigas pessoais
que atravessavam os zumbis da alma.
Quebrei-me em mil pedaços para vê-la sorrir.
Suicidei-me vinte e sete vezes antes de dormir
e, ao contrário do que pensa, injeto-me as suas sagradas salivas.
O nosso segredo de alcova, ou sexo no aposento,
está latejando na minha alma, está atormentando, com um som agudo,
os pensares do meu pensar.

“Eu amo e quem eu amo é você” – repito trilhões de vezes se for necessário.
Eu sei que é verdade e a realidade que realça
os gestos indigestos, que percorrem o meu corpo,
clamam pela sua verdade e única sinceridade
duvidável que afogou os meus belos dizeres
nas lágrimas dos meus desconheceres.
Abeirando das veras que adstringem a realidade
dos fatos dos efeitos contraditórios que deambulam
pelos becos sujos e escuros.
Eu ainda posso vê-la, eu ainda posso observar
a maneira que ela sorria e o jeito que rolava em minha cama,
eu ainda sinto o seu pulsar, com sorte, pulsando no meu pulso
e com ares de inconvulso, ou quase isso, infiro o seu clamor.

Quebrando fronteiras nórdicas até findar em uma planície de azulejos
azuis e riscados; sentindo o vento rasgar a face; absorvendo todos os
pecados do cosmos; curvando-se aos vikings que vomitam tolices aos mares.
Homicidas-suicidas que dilaceram esperanças perdidas dentro da Caixa de Pandora.
Idas e vindas que doam destinos perpendiculares aos órgãos sexuais dos aflitos.

Apego, afeto, benevolência, desejo, etecetera...
Seja o que for, seja meu, seja amor, seja real!
Seja uma inclinação ditada pelas leis da natureza
ou seja o meu poder espiritual, o meu fantasma!
Seja um enigma, tenha causas ocultas e resida em Elêusis,
Tudo vale, em tudo há recompensa, diga sim às espórtulas
e veja, ao léu, os dizeres dos covardes que rogam
por ausência de contato entre um corpo eletrizado e os corpos vizinhos,
à noite, à tarde, e tudo o que é belo e foi furtado da realidade dos fatos,
o que me intriga, excitando minha patente, são os lapsos das medidas
de duração dos fenômenos que espicaçam a exatidão do raciocínio.
Certo ser humano intentou empreender um raciocínio além da existência
efetiva de certos aspectos incoerentes que sinalizam uma verdade incrédula,
bem como um versado sujeito, que se considera matreiro em tópicos cedidos,
perdeu-se em ruelas sem saídas, perdeu-se em seu próprio lar.
Não tenho credibilidade em posições geográficas que resvalam veracidade das cousas
que invocam como: estrupício – e nada além disso.

Retorno ao ponto de partida dos meus sentimentos, que se confundem com
medos e calafrios; Volto aos meus desejos e aos meus apegos-desapegos
para tentar reviver aquilo que vivi em minha vida sem realmente ter vivido.
Aprendi coisas sobre a alma com o raciocínio que habita meu ego,
confirmei mudanças de ciclos e dores musculares que surgem
por culpa de noites mal dormidas e vontades reprimidas.
Observo, dentro de mim, Penélope amando-me; depois levanto as pestanas e entristeço,
recordo quando ela afirmava que os meus olhos tristes eram os mais encantadores
que já havia mirado; dizia, outrossim, que o meu olhar
exibia lúgubres lamentos e que, ao mesmo tempo, expressava
a doçura que eu possuía na alma.
Falou-me das vezes em que me observava dormir e que sempre encaixava-se
perfeitamente na minha respiração; também contou que, em todas as manhãs
que sentiu meus beijos desesperados, reduzia-se a fragmentos e que,
dessa forma, carecia de lucidez por intermináveis segundos que pareciam séculos.
Jurei cem vezes que a amaria eternamente e que o nosso amor, oblíquo e imperfeito,
cruzaria o espaço de tempo compreendido entre o nascimento e a morte.
Não pretendo ser circunspecto com relação à vida, à morte, ou o diabo a quatro;
Porém, ao falar que o nosso amor atravessaria as barreiras dos batimentos cardíacos,
apresento o meu “eu” – não religioso – convicto de que há algo magno acolá
do corpo celeste que habitamos; apesar de sempre fugir do paradigma wicca
que Penélope tentava injetar, de maneira frenética, em minhas veias,
eu (constantemente) cismava que esse troço de bruxaria era algo inefável;
do mesmo modo que toda essa dúvida existente em relação ao divino celestial.
O difícil em possuir uma persuasão íntima acerca do divinal (seja lá o que for)
é que, toda essa exposição de particularidades relativas ao Criador, nos remete
aos fatos do passado da humanidade que foram deflorados por todos aqueles
que se incumbiram a introduzir, no entendimento humano, o cristianismo;
Enfiaram, durante séculos, na cabeça de (quase) todos os homens que
um livro sagrado trazia palavras de um ser – narcisista – supremo;
Crença, convicção, fé, persuasão, tudo isso vai além daquilo que pode ser
caracterizado, tudo é entorpecente, leva ao êxtase, um fluido magnético,
uma energia misteriosa que permite uma atração irresistível por tudo que
for suscetível a júbilos meditativos – e, para determinadas pessoas, incongruentes.
Entre mil e uma convicções religiosas, entre diversas realidades humanas,
entre verdades e mentiras, há o poder exclusivo do intelecto de diferentes
criaturas humanas, e essa força, que é expelida pela mente de cada homem,
tem a capacidade de representar laconicamente a existência efetiva
de um espaço sublime e abarrotado de encantamento, deleite, altamente
enlevado e embevecido por uma vivência significativa que estimula emoções;
São as hesitações em expelir as nossas próprias verdades que dificultam
o caminho até esse patamar enaltecido por uma supremacia mágica;
E, nas minhas verdades, sinto uma nostalgia eletrizada acerca do meu passado;
Surgem recordações, deste amor perdido, que trago a vocês que estão lendo
esta minha tentativa de algo; Lembranças que jamais serão olvidadas, saudade
com cheiro de Penélope e gosto amargo de um café extraforte que deixei umedecer
as tristezas recolhidas em meu peito; Se pudesse recitaria versos ao léu
(ou no ouvido daquela que amo); Seriam versos para fazê-la crer que creio em algo, mas, como não sei fazer versos convincentes, deixarei aqui a minha verdade a ela,
porque talvez um dos meus leitores seja aquela que me roubou a solidão
e devolveu-me a esperança de qualquer coisa, então, caso esteja lendo-me,
meu bem, lembro que o meu ponto luminoso está amalgamado ao seu,
e isso é indiferente ao sincretismo que pode parecer existir; Caracterizam-nos
por falácias, sobrevivemos entre discursos capciosos e, apesar de sermos lobos
duvidosos, cremos no Samsara, em uma roda de transmigração,
com sabor de aventura espiritual, vivemos em histeria infinita
e dentro de uma imaginação erudita que se perfaz tenebrosamente prazenteira.

Perdoem-me por estas palavras tristes, por toda esta barafunda que apresento a vocês,
desculpem-me por toda esta incerteza que me cega, pois estou em uma fantasia
de anarquias, cobiço tumultos e toda forma de desregramento, ambiciono teorias
anti-poderes-absolutos, desejo liberdade de desejos a todos aqueles que fogem
dos próprios anseios, e também me perco em questões de socialismo de penúrias.
Fazer parte de um estado dúbio, de uma nação de ardilosos, viver entre velhacos
ludibriados e simular um sorriso forçado é a decadência da individualidade consciente.
Esse derrotismo deixa-me em consternação total, uma vez que me encontro
em um estado pessimista-desatinado que necessita de mais desordem proveniente
de Caos para que talvez me sinta parte dessa debilidade mental que me atormenta.

Difundido em gulosas extremidades do ego dos néscios;
Aproximando o interstício que abduz as moléculas;
Extraviado na labuta diária de diversas concepções necessárias,
que dispersam tropas inimigas do controle e continuam fecundando
incomensuráveis vezes; ou perdem o sustentáculo do inconsciente,
tornando aquilo que chamam de pusilanimidade em ardor de sentimentos.

Uma busca infatigável,
um ponto inatingível,
uma dor incurável,
uma medida desmedida,
um momento esquecido,
um amor homicida,
um poeta sucumbido,
uma bailarina célere,
Sexo no belvedere.

Desesperados que estrompam a plenitude das sensações,
alucinados que oscilam ansiosamente sob o firmamento,
desvairados que exaltam a própria insanidade; anamnese a duo.
Há um pretérito imperfeito de negociações que desarticulam
os fidedignos saberes que adquirimos com o escoar
da medida de formação dos fenômenos.

Aceitar essa corroboração de conhecimentos sobre desalentos que molestam a vida,
perder lembranças que relumam em máculas tingidas no firmamento,
reparar escolhas do passado com veemência e distinta curiosidade,
para encontrar um horizonte rutilante e que me torne em um estroina
sem medo de esputar libido momentânea às ventanias da vida.

(Laís Grass Possebon)

domingo, 26 de agosto de 2012

Sabores.


Fiapos de vida
Fiapos de dor
Me apego, me agarro
Dependo desse sabor
Sabor de viver
Sabor de seguir
Meio amargo
Meio difuso
Confuso, turvo
Adocicadamente apimentado na amargura de continuar.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O que vim fazer.


Numa grande viagem, vida ,
idas e vindas,
conquistas e perdas ,
chegamos a um ponto onde apenas
queremos viver
e deixar as marcas
do que já cansamos de calar .
E foi apenas isso que vim fazer aqui ...

sábado, 21 de abril de 2012

Eu também não sei não.



Devora-te a ti mesmo 

e que o gosto insípido do conhecido 

se transforme na duração dos acontecimentos.















Às vezes é preciso sair
sem olhar para trás
(Se olharmos, viramos estátuas de sal...)
Às vezes é preciso caminhar
e ter a confiança cega de que orfeu está nos seguindo
(Se nos virarmos para checar, o perderemos para sempre...)
Às vezes (ou sempre)
é preciso compreender
que um espaço vazio está repleto
de todas as possibilidades em potência
(Basta estar aberto para presentificá-las)
Às vezes é preciso entender
que nós somos memória
mas o que é mais interessante
não é o que nós somos
mas sim o que não somos
mas sim o que podemos inventar...
Não mais conhece-te a ti mesmo
mas sim destrói-te a ti mesmo,
para inventar-se a si mesmo
de novo
de novo
e de novo
para sempre
AGORA.






Ps: Tá Zion, eu entendi. Só não essa arma e esse desenho ae!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Poesia evolutiva de um poeta marginal para uma poesia mulher

Poesia Evolutiva



Ah...Quando somos fetos em borbulhas de amor até dois anos de idade;

ouvimos falar de poesia pela mãe ou pelo pai, alguma visita, enfim,

se é que eles gostam de nos falar disso ou daquilo...

Quando somos ainda meio crianças entre três e seis anos de idade,

lemos, decoramos, declamamos e adoramos poesias com vontade,

se em casa ou na escola nos ensinam isso ou aquilo.

Quando somos crianças até dez anos de idade,

começamos a querer interpretar e saber de fato

o que é que são as poesias. Haja fôlego, espírito intranquilo!

Quando na adolescência e puberdade chegamos,

a vida, o pensamento e algumas poesias ocorrem

alguns vivem, outros pensam, alguém (re)escreve...

Poesias de virar a noite, de romper o dia!

Poesias de flertar a morte, de esnobar a paixão.

Poesias de contar com a sorte, de cair em ilusão.

Poesias de dizer um mote, de cantar o que se sabia!

Mas a poesia hoje é o que nos relembra a humanidade que em cada ser é.

Poesia sentimento, poesia ação, poesia introspectiva, poesia extrovertida...

Poesia pegou em mim, me seduziu, me sacudiu com o raciocínio e senti amor.

Poesia pairou no ar diante de minha incredulidade e me fez contemplação, irrealidade.

Poesia por todos os cantos, de todas as formas, comigo ela mexe; e contigo?

Quando somos mais maduros e velhos, por vezes enviesamos a mente:

a traímos com a prosa seja no livro mais querido, seja na literatura mais lógica e meramente laboral.

Então só de vez em quando a poesia é renamorada e rememorada em um ou dois versículos,

pois sua linguagem, todavia, não é para seres comuns, é para seres sublimes e errantes.

Tenho saudade das poesias que vinham e inspiravam paz, refôlego e toda a vida devir.

Minha sorte, - não sei a sua, não sei a vossa -, é que a poesia, ela de vez em quando reaparece;

traz novidades, reanima meus pensares e suscita idéias de meditação.

O mais importante, como se sabe, é poder ler e escrever para que outrem sinta algo diferente.

Quanto mais diferente você puder sentir-se, isto é o que faz a poesia necessária, plena.

- Nunca perca a poesia! Nunca nos perca, poesia!

Ei poesia, tu sabias que eu te amo quando uma menina acolá me beija e te poetisamos juntos, por sua causa? Pois é, pois é, ora pois não, ora pois não! Mas poesia, aqui entre nós, a gente te vive mesmo sem dizer tudo até o fim, a gente te sente é na língua na língua, amor no amor... você saca o que queremos dizer não é?

(para Márcia M. com todo o amor que houver nesta, nas anteriores e nas outras vidas, pois ela é minha poesia-mulher, apesar de estarmos tão distantes e meio separados hoje – tudo por culpa do mundo dos homens, você sabe disso -, serei teu eterno namorado e poeta marginal)

jpsm

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Meu maior bem


Quero uma porção
Para que o mundo fique imóvel
Não para aproveitar tudo
Mas que não fique velho 
E me perca no mundo.
Quero sentir o presságio dos meus sentimento
Quero ser um eterno paradoxo
Nessa minha ilha de pensamentos.
Compilados com a idéia de escrever por paixão
Não pela ociosidade de ter que existir
Muito menos pela farta remuneração
Quero sentir a emoção e ser gratificada por participar desse mundo e entoar o desejo de emancipar minha alma
Não sofro por nenhum mal!
Meu único problema é apenas o querer
O satisfazer, o poder de estar transformando não só a minha vida como as das outras pessoas em uma odisséia...
Eu quero sentir e ser sentida
Ouvir e ser ouvida
Amar e ser amada.
Quero que o tempo continue estagnado
E que nele possa permitir que siga vivendo na poesia
(Myrla Sales e Tody Macedo)



terça-feira, 29 de novembro de 2011


Penso que está na hora de acabar com a ficção.

No filme da vida é melhor o drama da vida privada
Que mal acabada vai se construindo nos passos,
Talvez lentos ou tortos,
Mas tijolo a tijolo a realidade nua e cura vai se concretizando sem inventar histórias
Sem ter expectativas utópicas.
Sim, a realidade improvisada, bem criada, sofrida,
Na dor e na alegria, na saúde e na doença ainda é a melhor pedida.

A seleção haverá se houver a distinção
Desse segunda dimensão em que muitos seres pairam,
Da realidade tão cruel que nos entropece com os fatos.

Separar o real do abstrato, o sonho do fato, o pensamento do tato.
E o que pode-se ver é que ao criar ilusões, quem cria cai nela como uma cilada.
Porque é nisso que consiste as ilusões: deturpar o que se vêm em prol do que se quer conquistar

O ser não foi criado pra ilusão. A criação foi feita pra mesmo que na alma, que é abstrata, viva a essência do ser, que em plena satisfação, venha concretizar no real o pleno gozo de vida.
(Tody Macedo)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os 'res' da vida



Reocupo a mente,
Reorganizo a vida,
Recupero o tempo absorvido pelo
Recompassar das horas
Resignifico ausências,
Relembro momentos,
Reencontro olhares e
Revejo que muito passou, mas
Reparo que o 
Recomeço não há, pois
Reta não é,
Retângulo também não, apenas
Rodo e rodo,
Revendo o que deixei,
Redefinindo o definido após
Recolocar outra vez o ponto final.
Rodo e rodo...
Retrato chato de uma vida constante!
Reconsideração e 
Respeitojá me faltam.
Renego esta mesmice que
Repreende minha liberdade de ir e ir,
Retornar, não quero mais.
Reclusão é o que sinto, trancafiada a
Reeditar o mesmo capítulo e
Reedificar minha vida em um círculo...
Reimplico quantas vezes for preciso,
Remexo na constância e na
Regularidade para
Reordenar minha vida e
Rodo uma ultima vez,
Reparando atentamente até
Rastrear minha válvula de escape...

(Suzianne Santos)