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segunda-feira, 18 de junho de 2012

De nostalgia



Tua lembrança me traz até o cheiro,
tempero de memórias, histórias antepassadas
criavam tecidos na minha existência,
permanência de retalhos que não se explicam.

Como explicar um gostinho bom na boca vazia?
É estranho o pesar mesclado de euforia de um dia
Um dia que me fez perder o fôlego e o sossego. Seria?
A gota fúnebre do fim de tarde, numa mórbida reminiscência.

O cheiro de cada palavra tua me intoxica
Veneno doce interminável, por escolha minha
Deixo cada cor me cegar, me cortar como faca
A cura eu seguro, tenho medo de conhecer o além-dor.

Esquece todos os segredos que compartilhamos,
no deleite da intimidade, quarto mal iluminado?
Clareia minha vista, traz de volta o que deixamos
no limbo iconoclasta de recordações sempre-vivas.

Nesse passo da dança e noite se embrenhando
Enquanto Heaven brincava com minhas dores e alegrias
Melodia maldita, doce e amarga, salgada e anil
Saudade do tempo escorrido e vivido na palma da mão.

Esse universo foi se expandindo, alcançando barreiras
Algumas que deveriam ter continuado intocadas
E nós, astros maiores dessa galáxia, fomos separados
O que me orbita só me deixa mais vazio sem ti.

Sai desse eixo, perde o centro de si,
comprimidos no espaço-tempo, montam discursos
de eternizar o que viveram em futuro próximo,
e perderão a chance de se abrir ao porvir.

(André Café, Isolda Benício e Jorge André, num bar qualquer)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Celular


A garganta risca
sal e limão!
depois de um segundo sou viramundo
noutra ligação

(André Café)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Você sabia?



Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
(História contada no Museu do Homem do Nordeste).
Não basta beber, tem que conhecer!
Bebum bem informado é outro departamento!