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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Uns registros revisados

Registros

"Now Maktub": uma Calourada na universidade *

Panfletos. Comentários. Avisos. Convites. Palestras. Discussões. Debates. Opiniões.

Apresentações. Festas.
(-x-)
Pessoas juntas. Mulher diferente. Monólogo telúrico. Performance teatral. Jogos políticos.

Militância estudantil. Palavra professoral. Aplauso geral. Poesia motivacional. Música

conjuntural.
(-x-x-)
Baticum vertiginoso acadêmico. Misturar de gentes. Ensino, pesquisa, extensão. Público,

gratuita, qualidade. Aluno, professor, funcionário. Palco, luz, palavrório. Fé, juventude,

poder. Autonomia, luta, cultura. Pensamento, atitude, objetivo. Paz, amor, união.
(-x-x-x-)
"

Validuaté" quando se quiser. Espetáculo dançante, palpitante, cantante. Galera interessada:

ouve, olha. Gravo mental e corporalmente. Flashes, rostos, silhuetas, formações.

Consciência, transcende nossas vivências. E experiências ecoam estreladas. Espontâneos

momentos e expressões. Amigos, conhecidos, colegas, anônimos. Tudo filosofia de verdade.
(-x-x-x-x-)
Cerca de vários calouros e quase alguns veteranos; Guevaras, Fidéis, Olgas, Prestes -

revoluções em palmas de mãos e passos de pés. Cabeças inteligentes. (Selá).

Os termos grifados antes da declaração significam agora (em inglês universal) está escrito (em árabe oriental).*

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

PATRI(DI)OTISMO



Como amar este país
Que por 400 anos escravizou meus avós
E dizimou meus ancestrais?

Como amar este país que me negou educação e dignidade
E me relegou aos subterfúgios de uma história sem heróis?

Como posso me orgulhar deste país
que usurpou o torrão de terra
Onde meus pais cultivariam seus sonhos?

Como posso amar este país
que calou Herzog
e amordaçou para sempre o tupi-guarani?

Como posso me orgulhar deste país
Que não tem orgulho de sua própria história
E a maquia nas entrelinhas do discurso oficial
E na hipocrisia verdamarela?

Então como amar este país
Que ignorou os estudantes e os marginais
E deu voz de prisão aos cidadãos?

Portanto
senhores
não amo este país
E não cantarei uma sílaba sequer desta musa aleijada
Porque a minha pátria
É a minha pele

Cicero Juão

domingo, 30 de setembro de 2012

Lajem - para Fernanda Lajes (in memorian)


A lajem da (injustiçada)justiça

 

Do alto daquela lajem,

você vê?

No futuro virá uma mártir,

do viver.

Do topo daquela lajem,

você ouve?

No presente veio um ecoar,

da psiquê.

Do cume daquela lajem,

você sente?

No passado vinha um agir,

do jazer.

Do patamar daquela lajem,

você fala?

No pretérito houvera um terror,

de sofrer.

Da hierarquia daquela lajem,

você crê?

No pretérito imperfeito do "indicativo" houvera um pendor,

imperativo do sistêmico porestar de cousas a perder.

Desta lajem

subiu e desceu

Fernanda Lages.

Desta lajem

subiram e desceram

projetos, planos, pessoas.

Desta lajem

subirão e descerão

ideias, pensares, sementes.

Desta lajem

subiriam e desceriam

ações, promoções, demissões.

Desta lajem

sobem e descem

dúvidas, medos, segredos.

Desta Lajem

emérita lajem

subsubida lajem

Cediça lajem

estranha lajem,

renitente lajem.

 

(Autor: Leniente poemante couriscado)

 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

TRILHOS




Meninos,linhas e pipas
ferrovias da miséria
no barulho do trem
verbos e favela.

Na janela do barraco
uma sombra de concreto
versos desiguais
da ferrugem social.

(Yana Moura)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Caçoada iletragnorante

Meu panfleto é esse: Caçoada iletragnorante

(-------------------)

A camisa de força na vitrine;
(o carro de mídia o anuncia)
a mordaça, na tinta de uma lei;
sem senso algum.

A camisa de farsa no corpo;
(um costume mo silencia)
a censura, na força de uma expressão;
sem aviso nem um.

Nossa ciência se inclina a progredir pelo bem.
Imposta. (Ou disposta.)
Outra ciência, a transgredir para o mal.
Nefasta. (Ou modesta.)

Estranho estado este de ser humano.
Sem ser gente.
Em que palavras assinadas e firmadas ferem e matam.
Em que vontades aprovadas e afirmadas olvidam e faltam.

(* * *)

Poesia é quando não se aguenta e se inflama a alma do povo.
Poema é quando não se contenta e se consuma o espírito da época.
Rima, teimo e caçoo, é quando a filosofia do tempo e arte do lugar
se transcrevem em uma linguagem. (Será Arte? Serão artes?)

Mudando para a Prosa, a arquitetura do pensar se faz outra;
mas a intenção e a forma também inscrevem
razão,
sentimento,
dom,
e invenção:
com outra estilística.
(A do texto e ponto corridos,
conforme os primários ditados!)

(* * *)

Uma loja se chama poesia,
o mercado é poema,
e a economia é prosa:

(a rima poderia ser o marketing:
subliminar ou sobreliminar)

a singela tríade (ou quadra)
e hoje assim travestidas estão,
neste mero exemplo.

E a política?
Que seria esta?
Qual linguagem?

(Alguém arriscaria e diria.)
O teatro, mais especificamente a farsa;
mas não uma que se vista,
uma que se viva.

Até virar comédia, tragédia, drama
ou adaptação outra.
Sempre em cartaz...
sempre.

ou não?!

?!.

(-------------------)

[De: João Paulo S. Mourão # THE (PI), 04~15/05/2012
Para: Sociedade dos Poetas Porvir]

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Imaginário - Imagino-me

Eu me imagino no ceu entre estrelas
Brilhando por motivos inenarravies
Na verdade eu me imagino ser o ceu,ou um ceu de valores entre certezas sintetizando minhas decisoes
Mas o que tenho e a terra e vivo erroneamente entre pedras brutas na esperanca de conseguir ser lapidada
E a vida, e o que tenho .
As vezes canso de pensar e me imaginar no que nao tenho.
Estou numa batalha que e minha que eu tenho a decisao
Eu que comando e coloco as forcas necessarias para ganhar
Eu que sei a hora de perder e de parar .
Eu sei de tudo isso,mas nao me ponho na reta e nem crio semente.
O que sera que falta pra mim, que falta dentro de mim ?
Essa falta que me cala, que ja esta me faltando em demasia
E uma hora dessas eu lindamente me enfarto.
Para onde foi parar mesmo o meu ceu ?

Myrla Sales
18 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

Entre Menos e Muitas Decisões



Muitas coisas a dizer, sem um ouvinte pra me escutar
muitas atitudes precisam ser arriscadas
muitas caminhadas a fazer, nesse chão de pregos
muitas felicidades precisam ser vividas através do dias
Muitas indagações a fazer, dúvidas e certezas no ar

Vazio, repleto de nuvens e gotas de um futuro a chegar
Um sentimento, um sofrimento, um predileto amar
Cheio de afetos que não se entregam aos delirios
das magestosas caricias em seu corpo com o meu chegar
Interessante, excitante, atraente e que suspense
deixado no porão das cabeças enfervecentes de prazer
Tornemos o abstrato torrencial ápto a se concretizar

Menos sentimentos erroneos, me abraçe, consigo te morder
Menos abismos de pena, odor ou dor, quero o seu eu ao meu lado
Menos cores, um simples branco no preto, um complexo tempero
Menos olhos em chamas, toquemos fogo em nossos corpos entrelaçados
Menos isso, menos aquilo, menos este ou esta...Cansei

Continue andando, olhos firmes e diretos
Eu desejo que se encontre, reclame, me chame
Nossos suspiros e arrepios habilidosos
do meu corpo na sua alma cintilante e urticante
que toca e queima as raizes crescentes
buscando o ápice mais agudo entre a gente

Carlos Augusto Rodrigues
16 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

Duas cabeças não pensaram em um título

Mudando idéias,
Ferindo destinos,
Fome ideológica,
Parando vidas.

Quebrando cordas,
Revelando hordas,
Os que estão calados
Os que esquecem a vida,
Figurando um mundo,
Matando-se sufocado.
Calado.

Melancolias cadeadas,
Sem certezas ou furadas,
Revidando idéias,
Enlouquecendo em rédeas,
Transcendendo os tempos.

Dependurados em momentos,
Nas figuras matutinas,
Nos mares e tormentos,
Endoidecendo entre os tempos.

Vindas e idas,
Mudando o mundano,
O mundo,
Dos tiranos.

Resgatando idéias,
Ferindo ideologias,
Caindo em traços,
Aflição e condição.

Devora-te dúvidas,
E incertezas ou
Certezas dos incertos,
Obscuros fossos,
Quebrando ossos
Dos duros penares.

Ai de ti,
Ai de mim,
Mudando idéias,
Revirando os trios,
Caindo em desgraça,
Nesse mundo tão vil.


Raíssa Cagliari e Diego Medeiros (08.04.2012)

quarta-feira, 4 de abril de 2012






O corpo é meu!
Quem disse que pode chegar mexendo!?
Minha roupa curta, minha maquiagem não te dá direitos de nada!
O corpo é meu!
Fazer sexo no primeiro encontro não me faz menos respeitável.
O corpo é meu!
Se não quero fazer isso ou aquilo, RESPEITE!
O corpo é meu!
Não somos nem putas, santas, mercadoria ou inferiores!
Somos gente! Somos mulheres!
O corpo é meu!
Nosso lugar não é só na cozinha e no fogão!
Nosso lugar é nas ruas, no escritório, na luta, na TV, no mercado, em todo canto.
O corpo é meu!
Não importa as convenções, a construção hipócrita da sociedade.
Não somos uma boneca, uma cozinheira, um pedaço de carne, um tipo de cerveja!
Somos gente! Somos mulheres!
O corpo é meu!
Meu direito é igual ao seu.
Posso beber, fumar, trabalhar, amar da forma que for.
Isso não nos faz menos ou mais. O que vocês homens podem, nos mulheres podemos!
O corpo é meu!
MACHISTA! Não me diga que uma mulher amar outra é porque não achou o homem certo!
Quem disse que somos mal-amadas, sapatão, putas, mal comidas?!
Somos feministas! Lutamos pelo que é nosso de direito!
Fique fora do meu corpo Igreja! Eu decido sobre ele.
O corpo é meu!
Fomos queimadas por tentar participar das ciências. Somos bruxas, somos loucas!
Quando lutarmos por direitos e participação no mundo público, fomos torturadas, presas e mortas dentro das fábricas.
Somos mãe solteira, estudante, dona de casa, filha, putas, trabalhadoras!
Somos LUTADORAS!
Somos gente! Somos mulheres!
O corpo é meu!
Mexam-se mulheres! Levantem-se! Inquietem-se!
A mudança disso tudo vem de nos!
Tudo fica igual quando não nos mexemos, não nos mobilizamos!
Sejamos UNAS! Vamos nos unir! Lutar!
Não esperam sentadas!
Não sejamos mais mortas, estupradas, assediadas!
Levantem-se!
Pegue o que temos e vamos as ruas, vamos as lutas!
O chamado para a mudança está aí!
O corpo é meu!
O CORPO É NOSSO!
(Dalila Cristina, 04/03/2012)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Boa Noite Sem Cor

Sossegada com as minhas idéias
Sossegada com os meus prantos
É tanta calmaria que chego
A suplicar por ação

Assim sucedem os dias
O tédio toma conta de mim
Esse sossego poderia ser por um
Bom motivo, mas ele é prova
Da monotonia da minha vida

Querer ter um grande amor
Esperar que realmente tenha valor
Ou saltar de um avião
O que não faz muito sentido
Apenas uma louca aventura

O sabor de algo novo é inexplicável
Sensações nunca sentidas
Movimentos nunca executados

Isso tudo foi sonho...
Agora acordar é obvio, e voltar
Para a simplicidade do meu ser,
Bom, mas sem cor.

JAMILE
26 de março de 2012

Preciso Revelar Algo

Estou fora de orbita
Com os pés descalços
Contando ate dez
Pensando, tagarelando
De novo pensando
Encerrando a conta
Já que é o que minha cota determina.
Mas não me joguem na fogueira.
Não sou bruxa
Não preciso ser guilhotinada
Eu apenas quero mostrar-lhes meu dom
Divulgar que estou viva
Embora pareça uma morta dentro do meu quarto
Escrevendo, escrevendo para que as linhas consigam
Mostrar meu rosto
Rosto meu limpo, encharcado de melodias
Por isso, vos mostro um tom , vamos dançar
Com os passos engasgados, descompassados
E ao mesmo tempo no ritmo apenas mostrar a sintonia
Que não e preciso estarmos mortos ,ela nunca estará escondida
Estou viva e nem estou como sua amostra
Não faço parte dessa sua vitrine de ironias ,nem me mostre.
Andamos, sintonize, mostre-me seu allegro acompanhe a nota letal
Como o vento, as lagrimas, a brisa
Todos eles estão compilados para que sigamos a linha límpida da vida
Caiu a ficha ?
Se sim, sinal que lhe enfeiticei
Se não, você apenas se enganou como eu.
E de tanto você clamar para me incluir em tal veredicto
Bruxa agora me senti
E agora ? Só cinzas de uma pessoa que talvez nunca existiu
Posso ser o demônio que todos me enfeitam
Mas sou apenas uma mulher
A única coisa que sei ser, e que ninguém ira me remover .

Myrla sales ))
26/02/2012

Preciso Sempre Mais

Quando escrevo me sinto qualquer coisa que desejo ter
Nem de longe me pareço qualquer coisa que insisto ser
Mas descrevo !
E no final tenho minhas poesias
Para que outra vida ?
Imagino o quero possuir ou não
Vivo mil anos
Me mato ate mesmo entre oceanos
Minhas cicatrizes não estão em lance
Talvez elas nunca existirão
Tenho duvidas
Me sinto a Mafalda
Vivo dialogando entre os encantados reinos
Já ate me transformei em uma fada
Para que outra vida ?
Me amo ,me odeio, ou não
E o ciclo volta ao seu normal
Meus romances em um aperto de mãos se tornam platônicos
Me sinto uma eterna fumante
Agora beber ,ah ... me sinto a própria Maysa
Perdida em casa
Com ira
Sem milha
Sem ser a filha que minha prioriza
Faltando isso e aquilo
Mas não me enfarta nada, eu quero e pinga .
E eu ainda devo procurar algo melhor ?
Pode ser que eu sempre vá ao encontro da inspiração
E como vou fazer isso !
O ar já me satisfaz
Eu sei que quando meu corpo não virar o único individuo dentro de um caixão
Continuarei sendo a imatura que eu sempre sei ser
Menina ,criança
O bom que sempre me falta aprendizado
E sempre ira me sobrar tempo para que isso continue sendo o meu alimento de ir a luta
E viver feliz, ainda vivo para me sentir assim
Eu ainda preciso de mais ?!?
Preciso sim ! Eu quero, sempre quero apenas ter a oportunidade de me inspirar

Myrla Sales ))
26/03/2012


domingo, 25 de março de 2012

Significativas Intenções


Pode crer
No que mais crer
na vontade de crescer
e transparecer
o que você
tem pra dizer
sobre nós
ou simplesmente sobre vós
mas me diga
pode ser até em forma de cantiga
mas deixe de briga ou intriga
faça seus versos
entre os destroços
cheios de traços
que abrigam no seu museu
fartos pensamentos erroneos
então, expulse esses ventos
contra um sentimento
de mim pra você
de vós para vosmecê
como queria!!
dessa maneira
de nós dois fartos
de afetos não vividos
não compreendidos
porque simplesmente
e fatalmente
Não me conhecera

Muito prazer

Carlos Augusto Rodrigues
25 de março de 2012, às 22h32

terça-feira, 13 de dezembro de 2011



Estou por um fio
Quero jogar meu corpo no mundo
Vou lançar meu espírito ao abismo
Não sinto mais nada
Nem fome. Nem sede. Nem prazer.
Meus olhos estão cansados disso tudo.
Meus ouvidos não conseguem filtrar tanta sujeira.
Mate-me e espalhem minhas desilusões.
Porque meu corpo.
Ah meu corpo, já não sente.
Ele já não é nada, então não importa
Tiraram minha vida, minha razão. Roubaram minhas idéias, e meus ideais
Rasgaram-me a carne, traspassaram-me com a lámina da hipocrisia
Tapam meus olhos com as vendas do preconceito
Me jogaram só, em um canto
Mas fugi. Me libertei.
A principio o sol me cegou.
Mas peguei tudo de volta.
Minha vida.
Minha razão.
Minhas idéias.
Meus ideáis.
E agora armado, agora sim
om muita ansia, jogarei meu corpo no mundo

Dalila Cristina, 09/12/2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sobre essa estória de "o fim do mundo é aqui no Piauí"

Pois eu te digo, pessoa estranha ou amiga.
Gosto tanto do Piauí, que até o Cão duvida!
Quiseram fazer daqui pejorativo pra fim do mundo.
O primeiro a reclamar foi este poetinha aqui: Torquato Neto.
Você me pergunta: - E quem é que te garante?
- Êle mesmo se garante!, eu resposteio.

Folheando capas de discos dos idos de fins de '1960 a fins de '1980,
de tudo enquanto se ouça em MPB, muito há letrado por este nosso poeta.
Aliás, muita e vária crítica por êle expressa surtira efeito ante novos e novas artistas:
a turma da época de ouro dos Festivais e campeã de discos da MPB de então
(Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, GeraldoVandré, Mª Bethania, Jards Macalé).

Mas o que desejo dizer aqui é da oportunidade contextual do movimento dos sociopoetas porvir
(apesar da minha incompetência poética e até certa desmesura crítica);
que o Piauí é ninho de grande leva da intelectualidade nacional deste país chamado Brasil,
e também que é cenário de vasta gente de renome em literatura e linguagem, para falar da realidade
sem abstrações metódicas mas com aproximações enérgicas e entremeadas de pautas sociais.

Fazer poesia não é só falar com a alma, com o coração, com a imaginação, com a saudade;
nosso fazer poético vai falando sim, com o espírito crítico, com a mente, com a realidade, com a sensação e [a sensibilidade.
Fazer poesia não só nos encartes de livraria, nos livros de brochura, nas revistas de circuitos literários;
fazer poesia sim nas cartolinas, nos cavaletes de papelão e nas faixas de rua: "a poesia nua e crua" conforme [o citado poeta piauiense acima.

E pra não dizer que não falei das foices, machados, martelos, estrovengas, rifles, espingardas, enfim...
queremos a poesia social que sinta, perceba, associe, pense, reflita, escreva, emita, represente, entenda a realidade de nosso Piauí. Uma palavra é uma arma; mas arma virtual, que pode em seu uso sensato evitar muitas mortes e mortandades. Uma poesia é uma manifesto, uma performance, um agir coletivo: por ela se percebe um mundo em volta que às vezes nos passa despercebido, em esconderijo premeditado por outrem.

Para mim, que vivo aqui, Piauí é lugar de encontro: desde os entes naturais (pedras, rios, matas, raios, ...)
até os culturais (norte-nordeste, meio-norte, Poty-Parnaíba, Capivara-Confusões, Sete Cidades-Morro do Gritador, Lagoa do Portinho-Nascentes do Parnaíba, Chapada do Corisco-Casa da Pólvora, etc.).


quinta-feira, 27 de outubro de 2011


Só um dose de uísque não vai me bastar agora.

Se veneno eu tomasse seria como água.

A comida que me chega enche meu corpo, mas não alimenta meu espírito.

Parece que o ar não enche mais meus pulmões de vida só cinzas e medo.

Meus músculos se enrijecem com o menor contato, e meus ouvidos se fecham para a hipocrisia.

De que adianta amigos que mudam de calçada na sua presença?

De que adianta tanta informação se nossos olhos estão encobertos pela falácia do sistema?

De que serve construir um muro a sua volta que impeça de receber os tapas da vida, mas não te permita sentir as gotas de orvalho e a brisa em seus cabelos?

Nossa armadura, o corpo, está sã, mas a mente está fraca.

Não coma por comer,
não respire por respirar,
não caminhe por uma linha reta;
veja onde os caminhos do lado podem te levar...

Agora...
...Acorde.


Dalila Cristina