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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Nunca só

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Não cabe pensar só na distância,
mesmo que ela devore as horas de "sabência"
há de se ter serenidade,
nas inquietudes que correm pela vida.

No expresso só, mas nunca sozinho,
são várias talhas pelo caminho,
os ombros são o peso de cada irmandade,
carregada com orgulho nos altos e descidas.

Ferve o tempo, trazendo desafios,
um gole de café, ou o prumo do alambique,
pra que clarifique a mente e o organismo,
nunca só, sempre audível no pé da mente,
as força e camaradagem, dos que resistem ainda.

André Café e Glauco

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Baseados


Me abraça mundo, que a vontade de amanhecer,
não pode morrer antes da meia-noite

Me abraça mundão,
que a vontade de morrer eu deixo para o futuro,
pois no presente eu quero é viver

Eu ainda quero ver uma nova lua cheia,
no poço da beira, de uma Santa Maria

Num é perto do Gameleira... nem do poço...
mas é perto da santa... bem com ela

Zion vive, respirar é tudo que é preciso,
então areja os corações e que flutuem as tristezas,
num balão de certeza

Num balão de certezas, eu nunca voarei...
não existem certezas, mas concepções... pirações, ,,, refrões..

Você é o que a vida guarda nas matas, algo sagrado,
somo todos isso e nada além disso...

Pois a certeza é só essa: que nada é certo,
que o tempo é nosso e que em cada vinho,
vento e firmamento, um refrão será criado

Glauco Souza e André Café

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Arconcentricidades



O filho que brota entre versos e a cidade,
Não carrega consigo choro de dor ou de maldade.
Prefere escorrer, entre vidas e o dia corrido,
Todo sofrimento que inunda seu coração.

Consagrando mensagens de paz e afeto,
Repleto de mágoas que se vão no sopro do vento.
Alento majestoso de fim de tarde,
Carinho sutil na ponta de teus dedos.

Escondido de todos os teus medos,
Passeia por entre sombras, aos rodeios,
Esperando a hora de mudar de sentido.

Escuta ao longe qualquer ruído,
Como se fosse um chamado divino
Para conhecer a paz de um rio cristalino.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Embaixo da sombra


Achar uma sombra embaixo do bar
o copo vazio, virado no tempo
sombra, firmamento
rodam cajueiros e mangueiras
num infinito de tarde
tensionando o mambo
concorrência que invade
e sacode o turvo, o mito do Saturno
chama tempo, chama e queima Chronos
no tombo do cometa perneta
não seja o Sol apagado no absurdo
de tudo, pedrinhas e folhas
a escolha de perseguição

André Café

Numa sexta-feira 13, o dia acabou
acabou no mesmo dia que começou
a lua se arretirou
o vento se arribou recebendo
os poetas que aqui chegou

Mas num se acabou
porque os poetas olhando a mata
pensará na raiva danada
dos homens que a derrubou

Mas num se acabou
porque os homens vendo a mata derrubada
num se contentaram em ver ela depredada
e logo nela tocou

Glauco