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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Que cidade é essa?



Na prefeitura ,no setut
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a população
Uma mídia mentirosa cheia de alienação
Que cidade é essa?
Que cidade é essa?
Que cidade é essa?

Nas ruas,nas avenidas
Em baixo de sol quente
Temos a força,somos legais e no
Manifesto queremos paz
Não teremos descanso,pois o descaso anda solto
Parece os papéis de políticos fieis
A falsa integração
Que cidade é essa?
Que cidade é essa?
Que cidade é essa?

Passagem justa,se foi
A polícia faz terror
Mas o setut vai ficar rico
O Elmano vai faturar um milhão
Quando colocarem todos estudantes
Presos em um camburão
Que cidade é essa?
Que cidade é essa?
Que cidade é essa?
Que cidade é essa?

(Paródia da música 'Que País é esse?') Por: Lorena Nolêto

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Casal



O vento balançava os pés de manga
O vento dançava em ritmo de samba
O povo abri a janela para deixar entrar o vento
Alegria estampada com a mudança de tempo
Muitos diziam: Que ventinho bom!
O vento anunciava que ía chover
Assim como o céu em outro tom
E logo a chuva caia sem freio
O povo parecia estar em recreio
Um intervalo sem aquele sol forte
O frio era uma confortável forma de calor
O povo ali só Queria um lençol e um amor

Calor,Calor,Calor !
Já amanheceu o dia
O sol já está com sua companhia
Está agarrado com uma menina
Que se chama Teresina
Diz que vai casar
Diz que para sempre e mais forte vai amar
A fogosa Teresina
Diz que a ele,ela se destina
Teresina as vezes trai o sol, com a chuva,com o frio e com o vento
Mas todo mundo sabe que ela ama aquele cabôco amarelo e calorento

(Lorena Nôleto)

Aquiles



Um passado arrastado
Preso em calcanhares
Muitas terras
Diversos mares
Mas não se encerra o tormento nos calcanhares

As folhas secas
A alma ainda verde
Os passos despreocupados
Andar como balançar na rede

Uma gargalhada interna e solitária
Um sorriso de paz
Os pingos de chuva surgiram na calçada
O sol de repente se tornara incapaz

Pobre sol de luz cansada
Mesmo com tantas alvoradas
Não conseguia tirar o peso dos calcanhares do rapaz

Lorena Nolêto

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ócio sem graça



Mamãe viajou
O dinheiro acabou
A comida também
Na vizinhança não conheço ninguém
Papai ficou de mandar dinheiro
To aqui esperando o dia inteiro
Cadê minha dignidade?
Não tem dinheiro nem pra Universidade
tô com fome e agunia
Resolvi então fazer uma poesia.

Lorena Nolêto

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Café


Um sorriso de dentes alegres
Um corpo a luta entregue
Alma de um cantador
Tantos amigos por aí
Tantos amigos por lá
Sua estarda é por aqui
O agora, conquistar
Vai com fé
Querido Café
Que seja a pé
Rico Café
Pois na estrada tem poesia
Tem beleza
Que nasce com o dia
Com liberdade e pureza
A quem goste de Café doce
A quem goste de Café puro
De Café com leite
Gosto é gosto, respeite!
Mas o gosto daqui
Eu vou dizer qual é
A gente gosta é de André Café

(Lorena Nôleto)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Piscina


Corpos mergulhados na água e em relaxamento
a alegria do respingar no rosto
um pensamento torto
o frio com o bater do vento
a noite que arrepia
beijo e sincronia


(Lorena Nolêto)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Quatro folhas


Quatro folhas

O ansioso trevo sempre se perguntava porque a sorte que tinha também não servia para o amor e logo via que talvez o ditado prevalecia e sua sorte tão certa lhe trazia amores incertos.O trevo muito observava o resto do jardim e logo parava o olhar em alguma flor especial por ali,ele não se cativa por flores de padrões perfeitos,ele não seguia planos,ele pouco admitia,mas incertezas o atraía,sua primeira e quem sabe a grande paixão do doce trevo fora uma bela e audaciosa rosa vermelha,o perfume da rosa chegava ao trevo como uma droga,uma deliciosa droga,tão envolvente como um tango,mas nem com toda a sorte do mundo ele teria aquelas pétalas para si.
O trevo se encantará por lírio,jasmins,margaridas,orquídeas,mas nada comparado a rosa vermelha,até que surge uma geniosa e branca tulipa,tão encantadora,que o trevo mal acreditava que ela existia,a beleza se confundia com ilusão,o trevo era outra vez um típico apaixonado e arriscava toda sua sorte na sua amiga esperança que sempre passava voando pelo jardim e assim pedia para que o ajudasse a conquistar a linda tulipa,mas a tulipa assim como a rosa não tinha o mesmo olhar ao trevo,o amava de outra forma não da forma que ele queria,nesse caso a esperança pouco podia fazer.
O trevo tem mania de entrar em jogos difíceis,acho que por apostar tanto na sua sorte,mas ao lembra de que pouco vale a sorte nos jogos de amor, as quatro folhas do trevo estão cansadas e espera muitas vezes ser o escolhido por alguma flor que lhe traga um pouco de paz,ele continuará observando jardim e tendo ao seu lado sua amiga esperança,sempre carregando sua sorte,sempre esperando a primaveira chegar.

(Lorena Nôleto)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Surpresa!


No final da minha rua, mas bem no final mesmo,existe uma criatura,que acredito eu,sempre esteve no meu destino,a beleza das coincidências ao longo do tempo e dos fatos só não supera a oposição de 'ser quem somos',são tantas diferenças que chega a ser trabalhoso encontrar alguma semelhança.E para quê semelhanças mesmo? Como já disse uma vez, e não importa as circunstâncias que isso seja dito,'Se diferente fosse não seria tão perfeito'. O fim da minha rua me guarda lembranças,amizade,apoio,irritações,me guarda amor,um amor que você não escuta o tempo todo,mas você sabe que está ali e está ali por que foi compassadamente ebravamente construído.Seis anos de amizade não se mede com distancias eventuais,nem com pessoas que tentaram desligar as nossas mãos,nem por dificuldades de palavras e nem pelo exagero sentimental nelas,tudo se mede por algo que não se pode enxergar no filme,um filme de um genêro ainda não definido,não iremos definir,a única definição é que ele é nosso,tudo se mede pela proximidade nãovisível,tudo se mede na alegria que me dá em pensar em você,sempre,você sempre será o que há de mais terno em mim.


(Lorena Nôleto)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Semi definido



O céu parecia mais bonito e ela se perguntava como ela podia apaixonar se tantas vezes pela mesma pessoa,o ônibus lotado que pegara parecia mais acolhedor, muito diferente do modo que ela o encarava todos os dias como uma provação do destino,naquele momento ela agradecia ao destino,ela não se assustaria se nascesse repentinamente flores no seu caminho.
Ela não havia acordado,só apenas levantou depois de horas falando ao celular,mal se recordava de tudo que havia falado,mas o resumo lhe enchia o peito de alegria,ela se sentia como algum tempo atras,ela não era a mesma,mas incrivelmente sentia todo aquele sentimento que ela nem sabia nomear,por minutos até duvidava de toda aquela felicidade e se prendia nas suas convicções teimosas,mas ao enxergar a saudade que tanto existia,eliminava qualquer suspeita de ilusão.
Ela sabe que tudo está sujeito ao estrago,tudo está sujeito a erros,a omissão de fatos,a declaração exagerada da verdade.Ela é ciente de que a sinceridade se conquista,que tudo tem seu tempo e lugar,o que ela não sabe, é como controlar a ansiedade de se ter o que se quer,de ter a quem se quer,ela não sabe,não deixar nas entrelinhas que o nome de tudo isso é amor.

(Lorenna Nôleto)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ex namorado


Elis contava nos dedos dos pés e das mão a quantidade e variedade de animais de estimação que já tivera,aos 11 anos de idade lhe sobrara seu velho e fiel gato Boris e seu peixinho,recem ganhado de presente de aniversário,Júlio César. Elis com seus grandes olhos castanhos passava horas observando o brilhante,vermelho e lilás peixe beta,vivia a procurar pedras bonitas para enfeitar mais ainda o a aquário já tão ornamentado,embora seu sábio pai tivesse lhe explicado por tantas vezes a razão de Júlio César ter que ficar sempre sozinho no aquário,Elis não se conformava,talvez por isso passasse tanto tempo fazendo companhia ao peixe e o engordando sempre mais.

Júlio era calmo,só ficava nervoso ao perceber o grande gato Boris passear próximo ao aquário,isso geralmente quando sua bela amiga,a menina Elis,estava na escola,quando ela retornava Júlio se sentia tão completo que queria ter braços em vez de nadadeiras para abraça la.As bochechas rosadas de Elis eram imitadas por Júlio que mais vermelho ficava quando a via,a menina e o peixe pareciam viver um caso de amor.

Três anos se passaram,Elis agora com catorze anos e com as bochechas mais rosadas por causa do blush não contava mais nos dedos os animais de estimação e seus olhos eram atenciosos a outro belo Júlio,o Julinho do 1ª ano,que lhe arrancava suspiros,o esquecido peixe JC que por muito tempo viveu apaixonado pelos grandes olhos castanhos parece agora mais um enfeite no quarto de Elis,o peixe ainda vibra quando a moça vem alimenta lo,mas agora não passa de um solitário peixe beta e seu vermelho parece apagado.


(Lorenna Nôleto)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Não se pode abreviar















Grandes olhos que adentram a alma de quem por muito ou até pouco tempo olha para eles, toda a personalidade estampada no jeito de andar e nos gestos impensados ou não, a liberdade que sempre busca, está em cada fio das suas roupas incomuns entre várias peças únicas, por ela pintadas, nas formas de ideais, nas cores de uma melodia, a arte de não querer ser normal, querer transforma-se em um poema. Seus anos vividos pouco lhe traduz, apenas contradiz os tantos saberes e idéias que lhefazem viajar, uma tranquilidade curiosa mora ali, como se todo o tempo ela escutasse o barulho de uma cachoeira ou qualquer som natural que a acalma, dentro dela há tanta paz que me enquieta e fora dela, entre tantas outras belezas, há cachos tão enrolados que fazem um valioso contraste com as coisas tão livres dentro da sua cabeça.




(Lorenna Nôleto)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Seriamente



Eu fugiria o mais longe que eu pudesse,
mas do que adiantaria,
porque do que eu quero 
fugir está preso a mim


(Lorenna Nôleto)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Singular


































Ela fitava o ar
Possuída por um lento respirar
Os pés no chão,quase descatavéis
A mistíca sensação
Sentimentos duravéis
Duração nada eterna
Infinita questão
Naquele olhar se encerra
Ela pegaria o vento e moldaria
Moldaria ternamente
E faria dali sua moradia
Uma viagem frequente
Passaraia por campos e cidades
Quem sabe ali encontraria a tal felicidade

(Lorenna Nôleto)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desvio












Revestimento Cardíaco renovado
Alvo trocado
Meu outro,você
O mesmo início de empolgação
O mesmo se encontrar ao se perder
O mesmo intuito de paixão
O mesmo pensar repetido
A mesma sensação de estar mais vivo
Clichês e mais clichês
Voltados a um outro você

(Lorenna Nôleto)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pequeno desabafo



Fugir seria uma boa idéia,
não veria as mesmas coisas todo o tempo,
sem falar nas mesmas pessoas insistindo 
nas mesmas palavras,ir embora,
não são as palavras exatas, 
a palvra é mesmo fugir, 
porque tudo me prende sem eu querer,
tudo me faz pensar em coisas insensatas 
e insensatez é o que eu menos preciso no momento.

(Lorenna Nôleto)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tudo outra vez
















Um dia ela se perguntou, Por quê estava ali?
Que acaso era aquele? Quem era ela?
Quem eram eles ? E ela parou debaixo de uma árvore 
como se a sombra clareasse sua mente
e como se apertasse um botão de play, 
um filme passou na sua cabeça,
um filme que ela criou sem roteiro,
e ali parada fez mais uma cena,
e fez uma síntese,e viu todos os mocinhos e vilões,
todos os clímax e declínios,
todos os focos de luz e escuridão,
e viu que daqui pra frente seria o mesmo,
o mesmo filme sem roteiro.

(Lorenna Nôleto)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Alfinetes















Ela tentava se encontrar de todas as formas se modelando como uma peça obrigada a encaixar-se naquele quebra-cabeça confuso,confuso pra ela. Era forte ou fraca?-Depende do olhar.

- Os sonhos foram esquecidos garota, olha para os lados as pessoas se vendem por um luxo qualquer, você já se vendeu, se sinta suja, você está! Não finja que você gosta desse mundo, por mais alfinetado que esteja ,sei que ai existe um coração,um coração que se quer. Já a elogiaram como inteligente,mas o que importa os saberes dela, se o que ela queria realmente saber é o que se passa naquela cabeça, ela tem medo de dizer tudo que está ali,não vai saber a sua reação,mas por favor! Pare de querer conseqüênciasfúteis,não perca sua essência...È vai ver que você quer a afastar,ela é um peso talvez,porque na maioria das vezes ela se sente assim. Vai ver que vocês todos estão certos...Ah! E ela?...ela é apenas a peça que não cabe no quebra-cabeças e na verdade nem sei se ela quer caber,ela só queria mudar o destino das peças defeituosas,se pudesse mudaria o quebra-cabeças inteiro.
- É só uma fase. Quantas e quantas mais vezes vão escutar isso? Fases formam pessoas,não apenas passam,e numa fases dessa a pessoa pode nem passar. As vezes ela para e tenta ver se o coração está ali dentro,medo de ter perdido ele por ali,numa noite qualquer em que ela se perdia tentando se encontrar,mas ela continua tentando e acha difícil conseguir,perto ou longe,ela quer ir onde seu coração se mantenha aquecido e que estranho se isso acontece perto de certas pessoas,certas pessoas que as vezes se tornam na verdade um balde de água fria,que fazem pouco caso de aquecer corações,sorte é encontrar um aquecedor durável.

-Ela tem dúvidas de tudo,nem ao certo se sabe o que é amor,mas sabe que existem vários tipos dele,e as vezes pensa que saber o que é impossível,explicar é difícil,quando se senti,e ela senti,ela acha que sim,mas ai o problema está no querer do outro,é ai que entra a tal da sorte,mas enfim que se juntem as peças defeituosas e que se forme um novo e particular quebra-cabeças.

(Lorenna Nôleto)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vontades e Cuidados













Aquela vontade de sumir,
a sucumbiu de uma maneira irreversível,
e elas apareceram,as lágrimas incontroladas,
indomadas e indesejadas,
ela não queria transformar o clima da sua vida,
estava indo tudo bem,mas não ali dentro,
ali dentro dela estava um caos,
e a felicidade alheia parecia mais tangível que a dela, 
despertar sorrisos era mais fácil do que te-los,
sentada na calçada contando seus lamentos sentia uma doce
 e gentil mão debaixo de seus olhos,
essa mão molhava os dedos com devoção e carinho,
como se dissesse, eu posso sim cuidar de você,
não some não,eu te amo.

(Lorenna Nôleto)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ela e Ele


Ela pouco o conhecia ,mas já o amava tanto,
estava entregue a ele,totalmente entregue,
inventava mil pretextos para estar com ele,
não importava o que falavam dele,
diziam tanto para ela tomar cuidado
,que não o conhecia direito e ia acabar se magoando,
mas nada adiantava seu encantamento era tanto,
uma vontade insana de viver com ele,
se aventurar sem destino,e nele encontrou todos os desencontros,
todas as linhas todos os pontos,ela era dele e ele era o mundo.

(Lorenna Nôleto)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Paladar


Não diga que você não sente nada
Deve haver um resquício de sentimento qualquer
Se não você não estaria ai parada
Se segurando em uma fé
Algum dia
Será tua doce fantasia
As palavras são doces,meu amor
Mas não se espante com o amargo da dor

(Lorenna Nôleto)