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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Lá se vai
Deixe que eu fique quietinha, chorando baixinho,
Pedindo perdão;
Talvez nem seja saudade, seja só vaidade,
No meu coração;
E seu eu disser que sou louca, que me entrego rouca,
Sou fogo e paixão,
Quando eu quebrar a vidraça e fizer em pedaços,
Seus sonhos e pretensões;
É só vontade de ter,
O que tive e joguei fora,
É só vontade de ver,
Ou nem é, é da boca pra fora.
Leva meu lenço no vento, o meu pensamento,
Minha solidão,
Mesmo que outros naveguem meu corpo,
Serei sempre sua, pra quando quiser.
A sua menina travessa, que escreve faceira,
Em seu corpo nu,
E te quer, mas te quer de pouquinho,
Pra que a vida demore a passar.
(Malcon Barbosa)
quinta-feira, 21 de março de 2013
Novo
Vende-se um corpo, mas a alma não tem preço,
Vende-se uma mente e idéias com defeitos,
Aluga-se um coração por hora ou por dia,
aluga-se um peito, mas sem garantia;
Ninguém pode dizer, que eu não busquei,
eu me desfiz de tudo pelo menos eu tentei.
Malcon Barbosa
A vizinha
Minha vizinha é uma velha muita chata,
Implica com tudo, tá ficando esclerosada,
Um dia desses, ela me falou,
“ai que calor, meu filho não ande sem camisa por favor”
Vagabundo abaixa o som,
Por que se não, chamo a policia,
Vê se dirige devagar,
Calçamento não é pista
Minha Vizinha sente falta de afeto,
Já faz tanto tempo, tá subindo pelo teto,
Um dia desses, ela perguntou,
“Eu dou um caldo ou não dou?”
Vagabundo abaixa o som,
Por que se não, chamo a policia,
Vê se dirige devagar,
Calçamento não é pista
Não sei se tenho pena, não sei se sinto ódio,
Minha vizinha tem o dom de ser um porre,
Não sei se evito, não sei se desisto,
Minha vizinha quer, acabar comigo;
Vagabundo abaixa o som,
Por que se não, chamo a policia,
Vê se dirige devagar,
Calçamento não é pista
(Malcon Barbosa)
M de Loucura
Eu não tenho mais pra onde ir,
Charlote já me disse para desistir,
Eu sei, é muito perigoso, mas,
Tenho mania de me destruir;
Eu não sei mais o que eu faço,
Tem sempre alguém, farejando meus passos,
Não diga, eu te avisei,
Eu não sigo pegadas que eu mesmo criei;
Quem sabe quando o temporal passar,
Eu possa te seguir, eu posso me achar;
Quem sabe quando o temporal passar,
Eu possa prosseguir eu possa encerrar.
Na noite passada, você viu a lua?
(Malcon Barbosa)
Ficar e Gostar
Se você vier e quiser ficar,
Eu deixo você ler minha coleção do Chico,
Coloco pra tocar aquele velho álbum do Beatles,
Abro aquele vinho envelhecido desde 1930,
Pra você ficar, pra você gostar;
Eu te empresto minha jaqueta e fico no frio,
Velo teu sono, te dou abrigo, protejo teus sonhos,
E quando você vier em lágrimas,
Te dou meu abraço, forte e macio;
Pra você ficar, Pra você gostar;
Assisto aquele filme de mulherzinha,
Te ouço e te apoio ao falar mal de suas amigas,
Te dou o meu rosto, pra você espremer,
E concordo Feliz, quando você diz – não vai doer;
Pra você ficar, Pra você gostar.
Eu ouviria mantra Chinês, largaria a coca cola,
E não cobiçaria a mulher do próximo,
Eu juro que eu tentaria ser um bom rapaz,
Direito, tranquilo, da paz,
Pra você ficar, Pra você gostar.
(Malcon Barbosa)
terça-feira, 5 de março de 2013
Deixe-se
Ah, deixa ser,
sem razão nem querer,
deixa eu cantar minha vontade em paz,
até que ela goteje em teu ouvido,
Ah, é pra você saber,
Que não vejo a razão, quando estou contigo,
Só o estampido do teu olhar,
Ah, deixa eu deixar,
Você ficar, até quando quiser,
Até quando for bom, até quando gozar,
Ah, menina atentada,
Não balança a rede, deixa eu sonhar.
(Malcon Barbosa)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Infeliz Aniversário
Fechou o computador, decidiu que aquela seria a última vez que aqueles pensamentos lhe atormentariam. No entanto, ele se esquecia, que no coração e no pensamento, força nenhuma manda, ao não ser, é claro, a que os provocara.
Sentou no barzinho de sempre, uma dose, duas, três, mais algumas, o suficiente para lhe anestesiar. Achava estranho o rumo que sua vida tomara. O telefone tocava mais uma vez, colocou no modo silencioso. “SILÊNCIO”, pensou, nada melhor, para piorar as dores.
Ao fundo a voz rouca do cantor sussurrava “I'm so lonely, but that's ok, i shaved my head and I'm not sad, and just maybe I'm to blame, for all I've heard, but I'm not sure"
- Posso trazer mais uma doutor? – perguntou o garçom impaciente;
- Pode trazer
Mais uma o que? Uma vida? Uma chance? Uma oportunidade? O que ele queria afinal? De que adiantava construir sonhos em cima de areia? De que adiantava ser o cara promissor, que teria um futuro brilhante, se esse maldito/bendito futuro não chegava?
O garçom servia mais uma dose.
Pensando calmamente, viu que sua vida era exatamente como aquele Whisky que lhe serviam. Passava doze anos, se apurando, perdendo a água para ficar o mais perto possível da perfeição e o que faziam com ele? Colocavam gelo, água de coco, água com gás... De que adiantava tanto prumo? Tanto zelo? Se o melhor que ele podia dar era contaminado por subdelegações, por subempregos, por uma sub existência, para que continuar insistindo?
Passou a entender a mente dos suicidas, que ao seu ver se tornavam heróis ao abrir mão de tudo pra seguir outro rumo. Já estava decidido a acabar com tudo, com sua dor, seu egoísmo, sua impaciência, sua vida, quando o relógio marcou meia noite e um.
Voltou para a casa, para sua velha vida acomodada e seus velhos dilemas deploráveis.
E assim terminava Seu aniversário.
Malcon Barbosa
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
A menina na noite
Pega o teu anel,
Que do sonho cuido eu,
Cansei de ser somente sua,
E você não era meu;
Amar não é tão simples,
Simples é a despedida,
Essas noites tristonhas,
São só dias passageiros.
Do teu cheiro cuido eu;
Da lembrança cuido eu;
E Da toalha encharcada e a camisa jogada em cima do colchão;
Pode ir tranquilo, não se afobe não se apresse,
Do que sei e o que interessa,
A tua ausência é costumeira,
Que na tua partida, tua melhor parte,
Já terei guardado em meu coração;
Pega o que quiser,
Leva embora o Saramago o Camelo a Clarisse e o Legião,
Só me deixe aqui quieta, eu o mar e Solidão.
(Malcon Barbosa)
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Poesia Dadísta - Duas Mãos
Depois do fim, viu desabar o sonho;
feito quimera, quisera continuar
na sensação efêmera de um pulsar constante
mas que Lua é essa?
Meio cheia de vida, crescente mingua - minguante, de Lua nova que lhe guia
E o ciclo recomeça, explodindo a volúpia pelos poros, sobe na montanha russa
Um rito no sopro espumado de dignidades dilacerantes,
cante, como se não houvesse o próximo segundo, imundo, estático, infinito num momento
e se diz inescrutável, translúcido é - tudo finge em cor
Tempo , tempo, tempo ...
Irremediável e implacável
Mas tudo vai ao vento
E não lamento, quanto ao tempo
"aqui dentro elemento, desconcerto"
pretexto para uma nova poesia
Sol, Lua, produção toda crua
dilacerada na união, no encontro
marcado porém, super incerto
estamos despertos, noite, quase dormindo
de leve indo
na mesma direção
Mayara Valença, Lara Cardoso, Ana Nogueira, Rosseane, Cleisson Vieira,
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Rosseane,
Víctor Augusto
terça-feira, 22 de novembro de 2011
A beleza da tcha mãe
Ponto cirúrgico
Tcha! O flash no trágico rosto
Garrafa quebrada
Nada de cabelo loiro amanhã
brilham os autores do teatro
e no fim nada é demais
(Milla Ventura, Marcos Foyce, André Café, Rômulo Vieira, Mário Lacorrosivo, Malcon Barbosa)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
No tempo das flores
Me abraçou como poucas,
beijou minha boca,
e se foi.
Pra lembrar
guardarei o ultimo instante,
e se for, nunca mais,
ficarei, ate o ultimo lance,
Foi sem querer,
sem bastar a você,
não servindo a mim, iludi o caminho,
sangrando em meio a flores;
Ao tentar reflorir
cantaste o mesmo som,
e sem sair do tom,
praguejou: vai e não volta;
Correndo eu fui, sem pensar,
o orgulho ferido o ódio nos dentes,
mas voltei e ao te olhar,
Perguntou: porque demoraste?
Me abraçou como poucas,
beijou minha boca,
e se foi.
buscarei o caminho sagrado...
buscarei o caminho sagrado...
buscarei o recanto encantado,
servirei a quem me consome.
me abraçou como poucas
beijou minha boca
e se foi.
(Malcon Barbosa)
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Pra depois que a Chuva Passar
Menino do buchão, Corre pro terreiro,
Pega as vasilhas, cobre o fogareiro,
O tempo tá fechando, lá pro rumo da estação,
E acho que essa chuva não vai pro maranhão
Os trovejo vão rompendo, depois vem o clarão,
Todo mundo se ajeita para assistir,
A fumaça saindo do asfalto, do telhado das casas,
A vila alagada, o cheiro de terra molhada,
Os pinto correndo procurando poleiro,
As crianças brincado lá fora,
Do lado de dentro a casa cheia de goteiras.
A chuva choveu em
Teresina;
Limpou os meus versos minhas poesias;
A chuva choveu em
Teresina
Renovou o meu sossego minha
Alegria.
Os homens tomam pinga, pra se esquentar,
E os sem costume, roupa de manga comprida
Pra ir passear,
Preguiçoso liga pro chefe, não vai trabalhar,
Mulher de firmeza chama o marido, pra namorar,
O “tempo” esquenta enquanto a chuva derrama,
Uma nova vida começa, em cima da cama.
A chuva choveu em
Teresina;
Limpou os meus versos minhas poesias;
A chuva choveu em
Teresina
Renovou o meu sossego minha
Alegria.
E quanto a mim, vou guardar as minhas magoas,
Sofregar minha tristeza, não vou mais aturar,
Cantareis os meus versos perdidos, mas só depois,
Que a chuva passar.
(Malcon Barbosa)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Depois do tempo (Felicidade Arranjada)
Arranhou a minha pele e disse
- é meu. Com o corpo, ausente de pudor,
O que queres tens o direito de fazer,
Mas com a alma, essência bela e plena,
Não te julgues no direito de provar,
Pois essa me pertence e juro pelo santo maior,
Que contorço o tempo, se alguém por desventura profana,
Nela resolver tocar.
E depois de me abraçar longamente,
Fitou meus olhos em surdina,
Soprou verdades em meu ouvido,
Dilatou meu ego atiçou minha cobiça,
Avançou a linha tênue,
Entre sonho e fantasia.
Perfumou o meu viver, e disse,
- não saio, és meu por direito pleno,
O copo secar não deixo, do banco da frente não saio,
Divido minha dor por completo a tua escuto também,
Em três prestações sem juros, aceito todos os cartões,
Mas se julgares por bem, me jogas fora agora,
Melhor sofrer solitária,
Do que com a frustração de outrora.
Não posso fingir que acredito,
Pois fingir nem é preciso,
Descobrimos a verdade,
Na firmeza de um sorriso.
E eu descobri naquele exato momento,
Talvez uns três dias depois,
O cara de sorte que sou,
Pois em dias de sol em que estou sem vontade,
Ela sempre me coloca pra secar.
(Malcon Barbosa)
• A ultima frase do poema faz referencia à musica do nirvana About A Girl.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Memórias de um sonho ruim
Foi de mar que se fez o perfume mais sereno,
as Quimeras perdidas em sandices,
e a solidão ocupando o lugar outrora reservado,
a quem sem saber entregava a lis a luz,
do enredo se fez o trágico,
a anunciar a hora marcada,
aonde o elfo e seus elementos, vêm tudo ceifar,
ao acreditar que foi demais, ao menos saber a verdade,
mas a gloria chega, e a legião numa orquestra desafinada,
a propor o pacto, a alma o prazer,
engole o meu orgulho, amargo és e nem sabias,
sentes a essência, o frescor, a discórdia,
semente por semente, no teu sangue, no teu olhar,
e lembras de quem ao teu lado esteve,
a dor adormece o sentido tenaz,
terá sorte o peregrino na sua viagem austero?
conjugando a ultima linha faltante,
o sorriso continua sincero,
igual a promessa um dia proferida,
sem saber que doeria tanto,
perdido na aurora distante.
(Malcon Barbosa)
terça-feira, 14 de junho de 2011
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