segunda-feira, 30 de julho de 2012
O MEDO DA MORTE NA IDADE MÉDIA: UMA VISÃO COLETIVA DO OCIDENTE
Dhiogo Caetano no livro: O MEDO DA MORTE NA IDADE MÉDIA: UMA VISÃO COLETIVA DO OCIDENTE propõe uma discussão sobre o imaginário relacionado ao medo da morte na Idade Média. O autor ressalta que o homem pode conseguir refrear todos os sentidos e paixões do mundo material, no entanto não poderá fugir da experiência de morrer seja ele um homem religioso ou pagão. É o medo dessa experiência um dos focos principais do livro.
O livro traz uma investigação e análise de uma discussão bibliográfica sobre o tema morte em um recorte temporal de vários séculos.
A obra se divide em dois capítulos visando uma maior compreensão do tema proposto. No primeiro capítulo, Caetano trabalha a teoria e historiografia visando descrever como o medo de morrer se comportava dentro da historiografia. Podendo ser visto que a formação do medo coletivo traz várias consequências para o Ocidente e possibilita uma análise mais profunda com relação aos conceitos de cultura, civilização, memória coletiva e religiosidade de forma homogênea.
A morte como fenômeno físico, já foi evidentemente estudada, sendo um objeto de pesquisa de muitos pesquisadores, porém ainda permanece como um mistério. “Quando aventuramos no terreno do psiquismo, a morte nos auxilia na investigação da mentalidade humana, colocando em destaque o medo do homem de que um dia a vida chegará ao fim”. (DELUMEAU,1989,pp.90-8)
Dentro da Nova História ampliaram-se os objetos de estudo, se fazendo possível analisar até mesmo termos subjetivos como o medo o qual envolve a História das Idéias, História das Mentalidades e História das Religiões.
Caetano nos deixa claro que trabalhar essa questão (a da memória) é fundamental para a compreensão e análise do medo em um período que nos retrocede cronologicamente. A construção de uma memória coletiva do Ocidente Medieval é essencial para responder os inúmeros questionamentos levantados pelo próprio processo investigativo. Portanto essa é pretensão desse capítulo.
Já o segundo capítulo Caetano trabalhado o medo de morrer e a concepção de religião e mentalidade na Idade Média. Foi analisada a visão coletiva do homem medieval diante do medo de morrer e o domínio abstrato dos símbolos, o qual revelava um mundo que se estende além do aqui e do agora, aflorando a concepção de uma decisiva consciência que vislumbra que o medo da morte não é somente considerado um aspecto que fascina, mas ao mesmo tempo, aterroriza a humanidade, historicamente sucede de fontes de inspiração para doutrinas filosóficas e religiosas bem como uma inesgotável fonte de temores, angústia e ansiedade para os seres humanos.
Juntamente com a configuração da sociedade, não podemos deixar de lado o processo de configuração de uma mentalidade coletivamente religiosa, dotada de objetivos e métodos próprios. Estruturando como disciplina a etnologia conseguindo ganhar reforços poderosos de discussão positivista e evolucionista para a análise do sistema religioso.
O estudo dos comportamentos sociais na Idade Média mostra que as crenças e práticas beneficiaram a constituição de um novo campo do conhecimento, tornando-se uma disciplina autônoma, na medida em que categoria social e sociedade tornavam papel privilegiado do estudo, entre eles à religião que passava a merecer maior atenção, com um estudo mais objetivo e sistemático. O termo religião se estruturou num contexto de lentas e definitivas laicizações, conhecendo vários significados, de diversos autores, que promoveram o método comparativo entre sagrado e profano, sociologia e antropologia, abrindo caminhos importantes para uma proposta, mas adequados à abordagem historiográfica; conjugando o desenvolvimento e a vivência de crenças religiosas, um estudo rico e complexo, passando pela produção no campo da mentalidade, demonstrando ser um campo fértil para a contínua reflexão metodológica e historiográfica.
No entanto, o homem na Idade Média se encontrava submisso aos dogmas e práticas religiosas, que tornavam severos os sistemas em geral; ideia transferida graças à memória. Tais fatores deixavam o homem medieval conformado com a miséria vivida, com a peste que assolava, pois somente com a dor, a renúncia e a purificação da morte que o homem garantia a salvação e o paraíso. Tornando possível abordar a relação do homem com a morte em vários aspectos: o biológico, o jurídico, o econômico, o social etc. Na obra, o homem diante da morte, de Philippe Áries (1990) podemos perceber o processo de domesticação da morte; ou seja, uma forma de viver com tal fenômeno como algo natural; nascido por ocasiões do trauma primitivo diante do fato inelutável da morte até a incorporação desta na vida humana.
Caetano nos apresenta uma investigação sobre o medo de morrer não deixando de destacar o controle sobre o corpo na Idade Média. O homem para ter uma boa morte segundo Caetano deveria controlar e disciplinar os desejos do corpo.
Assim, ao analisar o medo da morte na Idade Média, deparamo-nos com regras e comportamentos que favoreciam para uma boa morte, ou seja, uma preparação para o pós-morte que requeria práticas diárias para eliminar os desejos da carne.
Em suma podemos concluir que Caetano descrever o medo de morrer, afirmando que o tema é difuso e que envolve o mistério, o fascínio do além como algo desconhecido e temido ao longo dos séculos. Na Idade Média tal medo se expandiu com um grande temor que espreitava os indivíduos, o medo foi a ameaça; transbordando do imaginário do homem medieval, e penetrando na vida real e cotidiana, e isso ficou denotado e demonstrado na arte, na escrita, nas práticas e nos ritos de uma coletividade cristã ocidental, que se designava sitiada, desmobilizada diante do medo de morrer.
A morte foi e sempre será o principal medo que assola a humanidade.
Adquira: http://literacidade.com.br/livraria/
Autor: Dhiogo José Caetano
quarta-feira, 2 de março de 2011
3ª PROMOÇÃO DA SOCIEDADE DOS POETAS POR VIR
A partir de hoje 02 de março você pode participar:
Mande textos para andrecafe27@gmail.com e concorra aos seguintes livros:
- História da Propaganda e da Publicidade do Piauí e Cem anos de Solidão

Comentários em qualquer postagem a partir de hoje até o fim da promoção:
As mentiras que os homens contam e Sexo na Cabeça:

Desta vez iremos premiar também um novo tipo de produção: A logo da Sociedade. Nosso blog ainda não tem uma imagem que marca e simbolize todos os sentimentos, objetivos e intenções da existência do nosso blog, portanto nada mais natural de promover essa construção junto com tod@s que nos visitam. Criem logos e marcas que simbolizem:
- as idéias de permissão e coletividade;
- a idéia de liberdade de expressão;
- o enaltecer da produção humana, quaisquer que sejam;
o ganhador da criação da logo do blog levará pra casa:
O apanhador no campo de centeio, O mundo de Sofia e Pedagogia da Amizade

Participem desde já!
A PROMOÇÃO VAI ATÉ O DIA 25 DE ABRIL!!
TODA E QUALQUER PRODUÇÃO, COMENTÁRIO E CONTRIBUIÇÃO É DEVERAS IMPORTANTE! BOA SORTE!
Sociedade dos Poetas por vir
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
GANHADORAS E GANHADOR DA 2ª PROMOÇÃO "2011: NOVAS PRODUÇÕES"
Deyne Caroline, é a ganhadora do livro O Suicídio de Émile Durkheim;
Pedro Modesto, é o ganhador do livro Além do bem e do mal de Friedrich Nietszche;
Luana Elainy, é a ganhadora do livro O Vendedor de Armas de Hugh Laurie.
a tod@s que participaram, muito obrigad@ pela riqueza de suas produções e não desanimem
que esse mês tem mais.
aguardem a nova promoção que esta por vir
Vamos produzir, contribuir e socializar.
E confiram o primeiro Peneira do Miolo
Sociedade dos Poetas por vir
LISTA DE CONCORRENTES DA PROMOÇÃO 2011: NOVAS PRODUÇÕES
2011: NOVAS PRODUÇÕES.
SEGUE ABAIXO AS DUAS LISTAS DOS CONCORRENTES: A PRIMEIRA LISTA CONCORRE AO SORTEIO DE 'ALÉM DO BEM E DO MAL' DE NIETZSCHE E O SUICÍDIO DE DURKHEIM
A SEGUNDA LISTA CONCORRE AO SORTEIO DE O VENDEDOR DE ARMAS DE HUGH LAURIE
BOA SORTE A TOD@S!
| Nº | Nome |
| 1a | Pedro Modesto |
| 2a | Lorenna Nôleto |
| 3a | Bruno Darshan |
| 4a | Pedro Modesto |
| 5a | Bruno Darshan |
| 6a | Larissa e Lara |
| 7a | Igor Roosevelt |
| 8a | Pedro modesto |
| 9a | Laíz Mara |
| 10a | Antonio José |
| 11a | Deyne Caroline |
| 12a | Larissa Andrade |
| 13a | Deyne Caroline |
| 14a | João Paulo |
| 15a | Kleber Júnior |
| 16a | Kleber Júnior |
| 17ª | Kleber Júnior |
| 18a | Flora Fernandes |
| 19a | Deyne Caroline |
| 20a | Kleber Júnior |
| 21a | Kleber Júnior |
| 22a | João Ernesto |
| 23a | Pedro Modesto |
| 24a | Kleber Júnior |
| 25a | João Ernesto |
| 26a | João Ernesto |
| 27a | Conceição de Maria |
| 28a | Léo Maia |
| 29a | Kleber Júnior |
| 30a | Karen Barrionuevo |
| 31a | Karen Barrionuevo |
| 32a | João Ernesto |
| 33a | Kleber Junior |
| 34a | João Ernesto |
| 35a | Kleber Junior |
| 36a | João Ernesto |
| 37a | João Ernesto |
| 38a | Sâmia Brito |
| 39a | João Ernesto |
| 40a | João Ernesto |
| 41a | Mirna Waquim |
| 42a | Kleber Junior |
| 43a | Lorenna Nôleto |
| 44a | Iúna Gabriela |
| 45a | Larissa Andrade |
| 46a | Vanessa Feitosa |
| 47a | Iúna Gabriela |
| 48a | Iúna Gabriela |
| 49a | Vanessa Feitosa |
| 50a | Iúna Gabriela |
LISTA DE COMENTÁRIOS
| Nº | NOME |
| 1b | Juscyslaine Moraes |
| 2b | Leví do Piauí |
| 3b | Pedro Victor |
| 4b | Pedro Victor |
| 5b | Pedro Victor |
| 6b | Fabiane PHB |
| 7b | Fabiane PHB |
| 8b | Fabiane PHB |
| 9b | Pedro Victor |
| 10b | Juscyslaine Moraes |
| 11b | Luana Elainy |
| 12b | Luana Elainy |
| 13b | Juscyslaine Moraes |
| 14b | Malcon |
| 15b | Luana Elainy |
| 16b | Aryane Raysa |
| 17b | Pedro Victor |
| 18b | Pedro Victor |
| 19b | Pedro Victor |
| 20b | Luana Elainy |
| 21b | Dani Reis |
| 22b | Kleber Júnior |
| 23b | Kleber Júnior |
| 24b | Kleber Júnior |
| 25b | Kleber Júnior |
| 26b | Kleber Júnior |
| 27b | Kleber Júnior |
| 28b | Kleber Júnior |
| 29b | Kleber Júnior |
| 30b | Zé orlando |
| 31b | Cris |
| 32b | Fabiane PHB |
| 33b | Fabiane PHB |
| 34b | Fabiane PHB |
| 35b | Lana Cristina |
| 36b | Stevão Andrade |
