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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Post delirium (o que o cu tem a ver com as calças IX)


Trago versos caiados
Num prato pós-moderno
Para canibais futuros.
Importa pouco, o tempo
Quando se tem
vômito e diarreia
oitenta por cento alcoólica!

A tudo quanto é política e social,
Sou de todo alheio
e atuante profissional.

Pois quem acha que mora
em país tropical
de futebol e carnaval
é brasileiro,
na calada da noite,
na esquina do Congresso
dá o cu pra Estrangeiro.

Pedro Sena

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ESTA BUCETA!


O degredado


Tenho um coração fudido
Com "u" de coração lascado.
Tenho uma boca maldita
De poeta desbocado

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Versos de ressaca




No gênio sapiente de
manhãs varadas
a café e
gelo,
Correm as lágrimas do
silente anoitecido.
Os trágicos fantásticos,
de cabeças ornadas em cor,
dilaceram postulados.

(Nas terras de concreto e metal a solidão é dissimulada).

No encontro de horas marcadas,
pés descalços,
calças furadas,
nuvens normais
Não me permito nem
mais um gole de
ressaca.

No mais – uma face no espelho –
- Pobre barril de envelhecer cachaça...

(Pedro Sena, em Inefável Maldito: http://inefavelmaldito.blogspot.com.br/2012/08/versos-de-ressaca.html)