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quarta-feira, 2 de outubro de 2013


Me lembro da forma que você entrou na minha vida.
Lembro também dos vários bilhetes inusitados que você deixava espalhados pelos cantos dos lugares em que passava, roubando minha atenção, meus sorrisos fracos.
Não entendo como tudo que era tão forte se faça ausente dentro do meu coração; é como saber cantar e não conseguir desvencilhar as notas principais que uma canção necessita.
Você surgiu na minha vida rápido. O encanto, o carinho se apresentou em minha vida do nada e do mesmo nada, sem nenhuma explicação ele partiu, deixando corpos sofrendo entre um mundo de desilusão.
Apenas lembro que tudo isso não passou de um outono que mantive escondido dentro do meu quintal.

Myrla Sales

segunda-feira, 29 de julho de 2013


Peço-te perdão se sou feita de poesia
Que sangra todos os dias com a sua partida
E que te amará além da vida,
Noutro amanhã ao acordar continuará te idealizando em demasia.

Peço-te perdão se sou a sua única poesia
Complexada sim, mas por buscar a melhor rima
E que entre simples versos
Se apaixonou por seu inverso
E por mais que não me queira
Sinto muito, não será por isso que me encerro

Peço-te perdão se te amo como minhas poesias
Que está em mim, além de mim, de ti, do mundo
E sem fim, enfim... assim,
No menos e no mais nada demais
Preciso te amar e ser sua poesia para me compor em vida .

Myrla Sales

terça-feira, 7 de maio de 2013



A folha que caia sobre os pés calejados de tanto caminhar de tanto labutar, anunciava o termino de sentimentos sinceros que poderiam ser eterno, ou que na verdade é o epilogo de uma historia que nunca deveria ter acontecido, um amor que não deveria ter sentido e de palavras que não se fartariam se tivessem permanecidas escondidas .
Um claro na estrada aparecia
Uma vida mortificada lutando em estar viva.
Um copo, um bar, um corpo e alguns humanos de verdade era tudo que os pés calejados precisavam .

Myrla Sales

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Entrelinhas – Um pouco do meu lírico o muito do fosco que me persegue .






Há algum tempo, precisamente um ano atrás, começava mais um ciclo da minha vida, estava com dezoito anos, conseguira um 'amor' , perdia minhas primeiras amizades e adquiria algumas novas, tinha em minha costa o mundo estranhamente novo pra descobrir. Os primeiros bons momentos acarretados de beijos, cinemas, viagens , bebidas, cigarros, noites de músicas que acariciava meus ouvidos ao som do violão, músicas transando versos com a minha livre inspiração, entrei em coma alcoólico repetidas vezes , fiquei desesperada ao acordar e notar que não havia morrido e aqueles momentos seria uma válvula de escape para as futuras produções . Cantei, me fiz de atriz, amassei minha boca em outras e provei o gosto do amargo, andei sem juízo pelas ruas da cidade, lugares que nunca havia passado, as vezes acompanhada, outras sozinha, não era doida por esse motivo. Enquanto pelejava com a estrada o céu me cobria com o brilho da noite, olhava novamente e via que no momento a lua não estava, apenas estrelas compartilhando meus futuros sonhos . Voltava pra casa deitava na cama e dormia o suficiente pra ficar anestesiada de um mundo que eu iria ter que enfrentar no outro dia, por volta das cinco e meia da manha ,teria que acordar e domar os pensamentos revolucionários que iriam me condenar por não ter feito nada de diferente por mim, por todos. Saia de casa andava com a cabeça baixa, mantendo atenção para os meus pés, se eu não me concentrasse cairia e isso não era o que planejava que acontecesse com as minhas primeiras passadas . As noticias do dia veio com um pedido que silenciara a voz que provavelmente sairia esbanjando felicidade a qualquer segundo, mas no local onde tudo começara bem acabara muito mal e lá me encontrava no meio de dezenas de pessoas ou mais, com os olhares sufocando o meu ,olhares curiosos, furiosos, fingidos, apenas olhares, talvez estivesse imaginando de mais e até julgando sem saber. A reação foi a mais diferente possível, sai como se nada tivesse acontecido, agia do mesmo jeito, mas quando chegava a noite na escuridão do meu quarto era a luz do celular que fazia o suficiente pra comprovar minha existência. Surgiam as primeiras gotas de lágrimas que jorravam no meu rosto paralelo a chuva que surgira contemplando ainda mais a tristeza que era só minha, mais um dia triste por vir , mais um dia meu. Tive que sair, mostrar ao mundo que eu estava bem, não levando em conta a inquietação dentro do meu corpo, via que a curiosidade aguçada das pessoas que me percebia em um grupo de amizade me deixava confusa e fazia adquirir atitudes como, beber e mais um coma alcoólico estaria na minha cola, amigos que perdi e com essas perdas sofri um pouco mais , chorei, me machuquei por dentro e por fora, mas com o tempo percebi que eles partiram, mas que futuramente ganharia outros, apanhei para aceitar isso tão quanto uma criança quando aprende a ler, espero que o resultado seja lindo como tal dadiva de saber pronunciar as palavras. Minhas primeiras realizações iam aparecendo, aprendi a lutar mais pela vida, a amar mais um pouco minha família, embora os contrapontos eles são a única ajuda que posso encontrar, adquiri paciência para a luta do dia a dia, foram momentos maravilhosos, momentos que viraram versos, atitudes que viraram poemas. Provei do pecado demasiadamente, senti que estava no olimpo diante dessas provações, tive que presenciar a invasão dos arrependimentos e expulsar eles quão tão rápidos como eles tentaram me derrubar, por isso colocava na minha cabeça “ Nada de arrependimentos , mocinha “, e prova de que levei isso à serio acabei fazendo, repetidas vezes... Começava a entender de uma vez por todas que tinha que desenvolver a minha identidade e que se chegasse em divulgá-la para o mundo muitos dos poucos que me cercavam iriam me odiar, de fato era o que já começava a acontecer, enquanto as percas começavam a conspirar sua saída do meu mundo eu providenciava alguns refrões para ocupar meus momentos e o que vinha relativo a minha solidão era que “ Eu queria tanto encontrar uma pessoa como eu … “ .Eu não me encontrava, não encontrava ninguém , não encontrava a morte . Era apenas eu e meu lírico procurando algum amor, ou mais alguma ilusão pra terminar um outro ano.




Myrla Sales '

“ Eu queria tanto encontrar uma pessoa como eu … “ Trecho de música da banda Pato Fú .

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nossos olhares



O teu olhar se espalha e se espelha dentro do meu
O teu olhar intriga e se entrega em frente do meu
O teu olhar se fecha e se abre pausando o meu
O teu olhar se reveste e investe buscando o meu
Já o meu olhar é como um coração pulsante,
Inquietante quando enxerga o seu .


Myrla Sales

Pensamentos livres



Quimeras rondavam em meus pensamentos
Inquietas sumiam como a fumaça do cigarro que evaporava da minha boca
Nessa hora eu queria voar, talvez pra sempre
Talvez apenas por alguns momentos.
Era insustentável fugir da  natureza que a cada minuto me fincava em uma sepultura.
Eu conversava muito com Jhony, mesmo ele não estando presente,
Mas ele apareceia sempre inebriante, sempre encharcado de alcool, cantando
Eu sempre o via e o sentia o suficiente, para jogar-me de um penhasco.
Até onde me lembre, foi apenas isso que me fez o ver novamente.


Myrla Sales

Enjeitada



Quantas vezes me fiz no oasis do meu quarto
Quantas vezes tentei me afogar nas lágrimas que caiam do meu rosto
Mas o travesseiro teimava em me salvar todas as vezes.
Quantos dias de solidão, de vinho, de músicas ao pé do ouvido
Quantos dias de ressaca mal vividas, não divididas. Tudo isso até o momento era meu legado.
Tudo só meu, o quarto, o violão , a escuridão.
... Espera, lá vem mais um solo preso no meu cobertor.
Acho que vou afundar novamente .
Mas uma vez acordava e estava presa na minha cama ,
presa a ela, não havia ilhas, nem pessoas,
Apenas uma multidão espremendo-se e revigorando o meu monitor.
Eles assistiam o show da minha banda favorita e eu não !
Acabara de partir para presenciar mais um show das minhas lágrimas .
Publico total , Eu .
Sem microfones, sem platéia, apenas o copo de vinho e a voz da minha mãe reverberando
na parede do meu quarto .
-  Hey, hey, criatura , acho mais conveniente você se levantar, o dia esta brilhando... SUA MALUCA, chega de babar e tenta fazer alguma coisa de útil. Quero você de pé em três minutos .
A voz ficava cada vez mais distante, no momento apenas ecos , apenas minha consciência gritando enjeitada de mais uma ressaca .
Eu queria dizer pra minha mãe que a morte me bastava e eu estaria em algum outro plano fazendo algo de útil como ela tanto queria, deixaria a vida pra quem sabe viver, pra quem quer viver , mas nem ser boa o bastante pra me matar eu sou .
Nem isso.
Nem isso ...


Myrla Sales '
11/02/2013
23:47

domingo, 3 de fevereiro de 2013



O vento parecia úmido
Encharcando meu corpo.
Imerso em solidão meu olhar vagava em alguma direção
Desconhecida como meu destino, como minha vida.
As palavras que povoavam minha mente, me cercavam
Capturando minha alma de uma temível jornada na escuridão.
Conversas esboçadas em pedaço de papel
Anseios prendiam as frases
As frases que prendia a minha atenção
A atenção se perdia no copo de bebida que dançava na minha frente
O desejo de fugir era forte
Mas além dos versos o beijo me sucumbiu.
A linha da minha face tremeu, nada era mais linear
O espaço entre os corpos não pertencia no seu devido lugar
Meus pensamentos agiam vulneravelmente a devassidão
Dos dedos frenéticos que suavam aos cálidos toques,
Da cena que assentia
Do espaço que sumia
De um corpo imerso a um imenso desejo .

Myrla Sales

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013



Você é muito do que me representa
É poesia viva dentro de mim
Ao meu lado, compondo ares.
É um composto do emaranhado das palavras
Que toca junto com a cor do pecado
Que provoca
O tom entre o cheiro
Se curvando com um aroma silencioso
A essência se moldando nos versos
Mas ele se diz que não é um poeta completo
É a apenas uma das poesias
Querendo se achar em mais um verso
Vivendo e sendo como um desconhecido qualquer
Mas na verdade ele é o nosso querido café
De todos os verbos inversos
Apenas André, Café !

Feliz idade meu lindo,querido e amigo

Myrla Sales

sábado, 26 de janeiro de 2013

Andorinha(me)



No alto do morro a andorinha voava
E pousava em cima da minha casa
Quando olhava ela meio que falava
Quando respirava ela me acompanhava
Quando me mexia ela dançava
Aquela cena ressoava como música nos meus ouvidos

De repente um som estridente nos assustou
Mas o susto foi tão grande que ela se atirou
Vi as penas se suspenderem no ar
Senti as gotas das lágrimas ao me tocar
O frio era excêntrico e se penetrava dentro do meu corpo

A andorinha não estava mais lá
Nem eu sabia se eu estava
E se tudo isso mesmo aconteceu?
Se a andorinha chegou a morrer.
Na verdade imagino que a andorinha seja eu.
Há um ínfimo e incerto tempo !

Myrla Sales

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Foto Maurício Soares


Estava movimentando-se em cima de um palco localizada em um semi-círculo, percebendo graciosamente que as pessoas olhavam em estado de êxtase se maravilhando com cada palavra que saltava da minha boca, a lua sorriaa com uma penumbra que refletia diante dos olhos do público, era uma angústia misturada com felicidade e eu sentia minhas pernas mexendo rapidamente , um tanto nervosas.
Diante do espetáculo, eis que surgiam outras pessoas e se juntavam a mim em um aperto de mão, além do som meticuloso do ambiente. o som da minha boca e dos meus companheiros reverberava o espaço, era o meu corpo mergulhando em prazer diante dos outros, a sensação não se esguiava e sim se acumulara mais. Quando chegara mais perto do calor das palmas despenquei do chão, direto pra cama enraizada no solo, percebera o melhor poema, meu corpo em movimento, meus olhos em movimento, minha boca em movimento
E o mundo diante de todas aquelas imagens dentro da minha mente parou.
Percebera então que acabei de emergir de um sonho que já acontecera no meu por vir!

Myrla Sales

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013



‎... Eu encolhi o sorriso que se movimentava diante dos meus lábios , a pele se eriçava com o frio que brotava dentro do meu quarto ...
Os olhos queriam abertos se manterem, mas o torpor os obrigavam a fechar.
O corpo pairava em uma dança que jazia com lençol envolto.
Com os lábios envoltos
Com os olhos envoltos
Com o corpo envolto em um cobertor .

Myrla Sales


Estava parada na sala com um ar distinto
Lá estava ele me secando com todo o seu instinto
Queria fugir daquele olhar que me cercava
Mas logo concluí que isso não mais me importava
Eu nunca poderia imaginar que hoje sou superior
Tão forte e esguia de tudo que um dia me sufocou (depois,agora)
E no mesmo minuto que pensava
Eis que ele me falava
Que fugira para pensar,
Penso eu que pensei mais, mais do que ele
E a definição que tirei
Que tudo era bom como estava.
Ele se foi
Eu se segui de mãos dadas
Ele não notara quão tão perto de mim estava
E com isso o estudei melhor
E não queria o que descobrira
Não queria ele, não me queria nele
Apenas queria ficar só
Até a última gota
Até onde estou
Entre quimeras e um suave nó
Que me aprisionou dentro de mim
Dentro de um papel
Onde me encerro
Nas linhas que me completo .

Myrla Sales


Eu esperava o quão rápido ele voltasse pra mim e me prendesse com seu elo em meu ventre, o quão desesperada me encontro a espera disso a espera dele e no momento esperava que ele parafraseasse sobre o amor que disseste ter por mim , seria um ímpeto se ele ousasse fugir desse sentimento que um dia suspendeu suas mãos entre meu corpo e o afogou entre córregos dos gemidos que pairavam dentro das nossas cobertas .
Eu apenas espero que ele volte antes que o ópio não me faça refugiar em tal lugar que um dia me vi antes de o amar .

Myrla Sales

Propósitos



Prova de uma vida sem um começo
Raramente os sonhos são lembrados
O ruim é conseguir saber como vivê-los e
Por isso o descohecido se torna intrigante mostrando
O convite para morar
Saudade de coisas que nunca sentimos e
Irrevogalvelmente, intensas as provamos sem saber o que são o que serão
Tornando as especiais em nossas vidas
O tanto para deixar lacunas abertas por minutos de felicidade.

Talvez se tenha um propósito pra todo o desconhecido, mas penso que nunca terei como saber ou na verdade o que tenho no momento já se tornou necessário .

Myrla Sales
Olhares - Graça Loureiro


Olhares medindo
Conversas distantes
Tentando encostá-las
E transbordá-las em um copo
Onde tudo jaz por um querer de encontrar

Jogos, maquiagens, roupas, etc
Apenas mesmices nas mesas de bares
Incluso as respirações vizinhas.
Eu não as escuto, apenas as observo
Essas encruzilhadas

E entre um gole e outro
Apenas a ânsia da volúpia de um encontro, ou não .
Inebriando entre o falso e o maligno da chama que ferve o copo,
Está minha imaginação que não escapa do farto também

As mesas pulsantes
Com pessoas inquietantes
Querendo encontrar
O que transpareça como seu par .

Bocas em estado de êxtase
Absolutamente frenéticas
E a minha no meio delas
E entre ela um copo para começar a inspirar .

Myrla sales

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Anjo




Posso ser o que você quer,
seu anjo, seu amuleto.
Posso ir do jeito que você quiser,
com vergonha ou não, mas te amando.
Posso te causar os arrepios mais sublimes,
ao pensar no seu corpo.
Ou ao te acariciar no pescoço.
Posso fazer você morrer em sonhos,
por tanto querer viver em meus lábios.
E navegar no córrego do meu sorriso.
Claro, te beijar foi andar sem pisar,
sentindo sempre o calor da paixão
evidente em cada passeio onde demos
as mãos.

Myrla Sales & Fernando Andrade

Porque eu ei sempre lhe procurar



Quando olho pra você esqueço aparência vaidade
Mas quando não te vejo , fico pensando e me perguntando de onde vem tanta saudade ?
Daria pra escrever livros,mas só tenho momentos
Por isso que permanece a lembrança de tudo
E no fundo os sentimentos .
Continua ... ( assim explodiu dentro de mim )
Continua e me terás em pensamentos
Nem que seja por um minuto
Viva nesse seu inebriante mundo.
Continua e deixe que meu soneto te entorperça
Ate a ultima essência da sua alma
Antes que eu seja como os sonhos que você não sabe como começara .
A voz parou de me sumcumbir e comecei a pensar no caminho da pureza e o como ele é torto
Nunca vi ninguem decifrar sentimentos
Só leio frases e lamentos
Sentimentos não se escreve, se sente
Sentimentalmente,sentindo na mente, somente.
Continue ... ( a voz voltara a me sondar )
Continue a sentir
Sem mentir para sua mente que eu posso viver ai
Viver nesse lugar que habitas para te fazer feliz
Apenas não deixes de me olhar .
E o congelamento do mundo ?
É pouco quando você descobrir o pouco desse seu mundo sem mim
Viva para me sentir
Que eu faço isso por ti.
Como um vento forte a voz sumira e com ela só o susurro para não deixar saudades .
Depois da voz aveludada apenas pensamentos e mais um sim para viver e sentir essa alma abençoada morando dentro de mim .

Myrla Sales & Eric Araujo .

Um turbilhão no meio de um segundo







As folhas caidas no chão
O sinal entre o vermelho e o verde, indecisão
A chuva caindo
O sol aquecendo
A casa cor branca
O choro da menina
A briga da vizinha
O abrir e fechar de olhos do cachorro
O vento nobre la do morro
A musica que ilumina
O caminho que desafia
A morte que desafina
A pedra que fala
A boca que cala
O gesto que toca
O beijo que se intoca
O suor que respira
O lençol que inspira
A saliva que intriga
O sexo que entrega
O conflito da minha cabeça
A 5 segundos possa ser que eu esqueça
É a vida, sorria .

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Um ser psicodelico


Um psicodelico
Sem nexo
Inexo
Com sexo
Flutuando entre o mundo inverso
Versando entre o farto
O sujo
O limpo e nao ,mas sujo ainda
Em vida e divida
Luzes, ruas, vielas
Morte no cotidiano
Entre furtos e ordem
Mais um roubo de vida
E nao e sim em si e ser uma nova vida
Vivida por um ideal
De fugir
E nao fazer parte
Em partes de uma sociedade .

Myrla Sales '