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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sobre 8 Efeitos

Resultado de imagem para 8  amor



Já te falei do infinito,
do limite que se quebra
para além do sentir poesia.

E lá se foram tantos "raiar o dia"
numa mistura que imita a beleza mais complexa
em seus tracejos, desejos e delitos.

E já somos dito, no envolvimento de emanações
um salto, um surto, um solto junto abraço
no enlaço em que se cala a solidão.

Então já extrai de tudo o que é ruim, o bom
no doce querer ver a vida pelas nuances
caminhando ao sabor do tempo, sobre as reinações da felicidade.

Poesia ao infinito, oito, mito, mirração
do peito que arde afeto e alegria
sejamos a filosofia de nossa tensão

André Café

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

"Platonia"


Para que minha voz grite baixinho
eu queria apenas um caminho
mais leve ao seu coração

E leve-me de vez, sem limites e sem tempo,
tal fim de revoada da passarada
que encontra abrigo num lugar comum, mas único

Eu queria apenas encontrar uma canção
que por mim explodisse, em cada nota, em cada verso
o que, perdido em debilidades, não falo

Para que até meu sussurro seja cantado
no rumo de te fazer sorriso
e sem dizer, eu te digo
tudo do meu amor calado

André Café

domingo, 28 de agosto de 2016

Jogar-se



Para Vanessa Ferry de Oliveira Soares 
   
Para nós e nossa união cósmica

Deuses deram as cartas:
Odu, horóscopo, sinestesia.
Antedisseram que faria parte 
Sermos um e uma na vida, todo dia.
     
Sonho  projetado se realiza
Em cada passo dado, objetivo cumprido.
 Amor abrigado fora das balizas
Batidas no peito forte, cheias de motivo.

O risco de viver a vida vira traço 
Contido num sorriso, num abraço,
Num cheiro de canto de boca, tuas linhas 

Viram partes nossas tão minhas
Olhos em encontro, expandindo 
Na nossa união, casal tão lindo!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016


Ando para a estrada do destino sem fim, e flutuando estou ao paraíso do Amor irreal de mim. Talvez o destino quisesse seu escravo ser... Um viciado do Cálice Santo Graal, vislumbrando este ser perdido a doçura paixão dos que Amam sem: leis, pudores ou ressentimentos. O fogo da chama ascendente do Amor: talvez esteja escondida com a chave da dúvida de Amar o que se julga conhecer...

Porém quem sabe o tempo diga... Que assim como o Amor nos ensina a Amar, seja a maturidade do Amor nos mostrando a viver nos prazeres do toque ou palavras de encanto, na cumplicidade em que os dois sejam um só.

Radas Ribeiro

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

09


Ainda que chama pouca, mas existe. E chama, sempre clama, vem você também! Tem risos, cores,
flores e amores. Como amar é resistência poética em tempos tão destemperados. No meio de um incerto nascedouro, 2006 era o ano, e daquele com um sorriso mais acolhedor, se fez, surgiu, desceu para o mundo, se disse menina e abriu os braços para um abraço sem fim em permissão e coletividade.

E a menina cresceu, em uns anos ficou quietinha, tantos outros esbravejou até arder os olhos em poema, que escorriam nos coretos e paredes, ônibus e lugares da cidade. Mais uma vez tá quietinha, escutando um bom som subversivo na rádio, num cochilo, num suspiro, numa eternidade, numa lucidez, num crescer. 09. Se serão mais, se será talvez, de vez acabe, de começar.

09. Na ciranda de ida e volta, sintam-se parte, quem partiu, quem pariu, quem partou, quem permanece, quem aquece. Num grude, mas grude, abusa, pinta, grafita, histeria. A cidade, pelos cotovelos, ecoa na beira do Tucuns um chamamento. Vamos ressignificar? Vamos sentir, sentir-se, além de todos os espaços possíveis. Criança ainda, mais de andança muita; Pulou riachos, cercas e quilômetros; no Espírito Santo fez e tem morada e viaja até Vanuatu. Nós, expressão; produção aos ventos; liberdade, crítica, maturidade. Menina transgressora.

09. Pra mais anos num barco ao sabor da água da inspiração, se movendo e removendo arestas, obstáculos, descansos. Muito prazer, quem sabe numa passagem de segura, todas as vibrações em rebeldia e arte, retornam e explodam em giros, saudade e piração.

André Café

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Faça-me poemas, mas não fale em amor


Faça-me poemas
mas não fale em amor

Sou o verso do inverso de algum avesso fora do lugar
sou e quero ser e estar, na condição de não ser e não estar

Ou o contrário disso tudo
dos seus romances, me acabo em riso
pro seu humor, sou gelo em solo quente

Sou o verso do inverso em algum desavesso misturado
sou e estou ao teu lado, na condição do que sou e o que será

Ou o reflexo quase nada
dos seus cuidados, me viro sozinha
sem sua presença, te quero agora

Sou o verso do inverso em algum convexo malino
sou eu e tu menino, na condição da gente se amar

André Café para/sobre/sina Dandara Cristina


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

De madrugada, a gente questiona 4


O corpo cansa,
pede passagem pro sono

É, não há o que fazer com os passos da vida
mas nunca me colocar irei nos quadrantes impostos
do ser velho, jovem ou invisível

Tenho as limitações, que não delimitam o que sinto
e apesar do torpor palafito
o que fito de tudo que envolve você
repito, sonho e acordo neste rito
de nunca cansar de sentir e expressar:

Amo e nenhuma madrugada morta
dessa minha vida torta
fará me transportar
pra outro lugar

Amo, intensamente soul de amor
por você, raivas e risos
sem avisos e pré-ditas
de tua bendita e linda existência

André Café

Sonatta rara do amor de Danda


Nem todo caminho se percebe;
punhado de passos e eis: cá estamos
olhando pra vida e para o que acontece
nos traços juntados que nós criamos

E são contos de tempo e estradas
e são tantos de espera; e ficamos
pelo repouso, já somos moradas
uma no outro, nos ressignificamos

A lembrança mareja saudades
da suave e sublime bondade
que emana de teu todo sereno ser

Cá estamos noutras tantas cidades
nada teme, pois já se faz verdade
uma no outro, o amor e o amanhecer

André Café

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Lágrimas e Chuva



Mãos quentes percorrem o corpo frio
Preenchendo os espaços vazios
Existentes entre a gente nesse quarto sem forro

Entrementes respingos de chuva, lágrimas de choro
Eu beijo teu rosto de menino bobo
Enquanto tua boca me diz coisas boas

Fazendo eu me sentir bonita, repetindo o coro
De que o universo conspira a nosso favor
Deixando o fogo que nos consome converter em calor

O amor que transpira pelos poros e pêlos
Atendendo nossos apelos
De que não haja nada mais tão perfeito quanto nós. 


Hannah Cintra

sexta-feira, 21 de março de 2014

Red, coffe and hug


Nesses dias que turvam caminhos,
aparentemente nadas eternos
o  despertar das rotinas
me seguem calados e mornos

Uma outra vida que espera
sem conexões alinhadas
ao contrário de sua fúria
silenciosa descansada

O fulgor vermelho do laço
entre o espaço do esboço
entre o espasmo do asfalto
e o inegável abraço

Tem dias que merecem acasos
daqueles sem coincidências
naquilo que mais se foge ou menos se espera
é lá que adormece a fera
dos corres de sobrevivência

André Café

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Aquele em que eu encontro minha lagosta.



para André Café

Agradeço todo dia
Pelo dia em que você me encontrou
E contou que me queria assim,
Do jeito torto que sempre fui e sou.

Ah, que bom que você reparou em mim!
E quando parou meus passos,
E calou meus lábios com um beijo,
A minha noite se tornou mágica... 

Porque o movimento do vento
Te trouxe de vez pra minha vida,
Devastando minhas veias
Com o sentimento mais bonito,
E desde então minha alegria
Se resume em já ter te conhecido.


Hannah Cintra


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Tortura?



Tranque a porta, trave-a
Traga uma garrafa de vinho e você, sozinho
Tome um pouco do meu copo
Toque todo o meu corpo
Se atraque ao meu torso
E me ataque com trocas de carinho

Entre e se atraia
Só não traia!
Pois de maus tratos já estou farta.
Transpasse os limites
Me deixe cansada, tresloucada, 
Transtornada, em transe...

Transe comigo.


Hannah Cintra



Soneto do Amor Balanceado



Amor tórrido,
Torrencial feito chuva
Que caiu como uma luva
Num dia quente e mórbido

Com sabor de uva madura,
Fruta pura mordida
Com total delicadeza e doçura,
Sem amargura no final

Posto que seja doce enquanto dure
E que o azedo surja em alguns pontos,
Contanto que não muito

Contando que não será tanto,
Senão o encanto perde seu canto,
Dando ao amargo o seu lugar.


Hannah Cintra

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Pequena marota


Se eu sou assim de ti tomado
num lado que sou teu volume
perfume, tempero, cheiro e sabor
um labor de amor que existe

Eu sou assim de ti grudado
um registro que o vento brinca de girar
como eu pressinto tua pele
numa leve discordância de lei da física

Eu só, sou e fui, será tu, em ti sugado
nada guardado, devoro intempéries
quimera que sou no sul do teu remo
a ermo, não dista, pois somos conquista

Nega, eu sou um sumo do fruto caldado
de lado os infortúnios que insistem
que listem todas as memórias
glórias, que tu faz de mim, salsado

André Café

Haikai de Hannah


Hei Ainda Nunca Negar Alegria Holística
Como Ilha, Navegando Todos Rumos Além
Benvindo para o amor zen

André Café


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O meu e o seu, ou vice-versa


Guardo com muito carinho um certo coração
Que ganhei em uma dessas noites estreladas.

Esse não foi fruto de roubo, tampouco uma ilusão.
Peguei com cuidado, embrulhei com alguns sonhos e guardei.

Me perguntaram no dia seguinte:
E a moça ficou sem coração?

De pronto respondi: não, claro que não.
Dei o meu pra ela. Fizemos uma troca, uma transfusão.

Não que seja meu ou dela a posse, nem queríamos que fosse.
Tenho pra mim que assim não seria tão sincero.

São apenas dois corações.
Semelhantes, amantes errantes, enlouquecidos, fascinantes.
Em peitos diferentes, mas no lugar certo.

[Luan Matheus]

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Transbordamos

Katerina Bodrunova - Underwater tango

para Hannah,

A impressão é que não basta
porque nunca se quis bastar;
se transborda,
não foi culpa nossa:
os olhos fechados não enxergam o infinito
apenas a sede em ter e sentir lábios mordidos,
calor em partilha, sufoco e silêncio fingido

Se o olhar se liga,
ele já se foi; como refém confesso
num expresso de admiração
na gota do suor que marca os corpos
pele embebida de aromas alheios nossos
tanto pode ser dito e também o contrário
mas de cá não se faz erário
para as contas do coração

André Café



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Soneto de Sabiaguaba


para André Café

Me toque e sinta o choque
dos nossos corpos eletrificados
magnetizados por nós
entre si mesmos, a sós

Me tome e perca a fome
dos nossos abraços e lábios
sólidos, soberbos e sábios
que a tudo consome

Suplicando: "Não suma!"
sussurrando: "Me suga!"
suspirando: "Não me solte!"

E eu sei que não sou só mais uma
atrás ta tua orelha tiro aquela pulga
então eu te digo: "Não tem mais volta!"

Hannah Cintra

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pequena


Repouso-me aqui;
e que passem as horas:
meu tempo não é relógio
a lógica, nem se ou somente se
apenas descanso,
num ardor de todas frequências

E nesse meio tudo
para onde olho, pressinto alívio
para o que já sinto, percebo o 'ir mais além'
e vai; profundamente;
sem necessidade de porquê

Com você, com mais afinco
daquilo que foi mito
num instante, é puro

Que assim seja futuro
pois tudo que eu fito,
repouso, ressignifico

André Café


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Possessividade




para André Café



Te quero tanto
Tonto, todo e tolo
Sem "mas", demais
Só, sempre, somente
Total e Deverasmente meu


Hannah Cintra