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terça-feira, 3 de maio de 2016
Para além do microondas
Para além do microondas;
longe daquilo que não se vê
encurtando distâncias,
reaproximando astros, mitos e sentimentos
Para voar inerte, de um ponto ao mesmo lugar
um jogo de cartas fora da tv,
tangenciando o contato,
saindo perpendicularmente dos paralelos
Aquecer as partículas de pertinho mesmo, do jeito antigo;
no ato impossível de se prever,
um choque macio, um frio quentinho,
revolvendo o arrepio esquecido em silêncios
André Café e Bruna Barlach
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Não é como se a vida tivesse acabado. Ainda assim, cada passo dado com a consciência de que vivemos infinitas mortes era mais dolorido que o anterior. Ter esta consciência desperta de nossa permanente mortalidade tornava sua vida uma bailarina sobre a corda bamba: sempre no limite entre a poesia e a queda.
A respiração tímida e pesarosa contrastava com um olhar que emanava gotas do universo. Universo aquele que sabia melhor que ela aceitar o eterno ciclo da morte e mesmo assim seguir criando brilhos intensos, ainda que fossem brilhos de luzes mortas.
Bruna Barlach
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Surtando de leve
Surtando ... de leve ...
num curto, me leve
na levada de um um surto,
a leveza sem susto
Me leve ... surtando
e que a sorte sorrateira
seja a última beleza
que eu não possa escolher
Surtada e certeza
me leve, levitando
para um futuro desejado
que não há dado de surto
porque tudo é loucura
Bruna Barlach e André Café
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