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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Zion, é você?

                    (apenas viagem junto, não soltem as mãos, futurem-se)

Estradas tortuosas
Pedras jogadas, caminhada vertiginosa
Loucura, abnegação de sentido?
Chegada minha no limbo?
Sentindo o cheiro do gengibre a flutuar
Jogando poker, tomando coca em chá
Rindo "abestada" de toda viagem
Esquecendo que ao redor, estiagem
Conhecendo, entregando
Zionizando
Comovem a mim estas parcelas suspensas no ar.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cosmogonia de Zion II – Zion renasce no Sol de cada manhã


A névoa, a bruma, o sol que dissipa
É manhã em Zion, luz nas torres de plástico,
Artifício de viscondes e baronesas para esconder
O segredo da vida eterna, elixir de gotas divinas.

Descansam em folhas mitológicas os duendes,
Despertos para outra jornada, carregam-se de frutos,
Esperam a carona dos ventos incontroláveis,
Não sabem ao certo seguir os rumos.

Passeio de vista panorâmica, atormentada,
Olhos que se entreabrem nas curvas fechadas da travessia,
Perdem a visão sobressaltada da avenida,
Campos e bosques que somem nos morros.

Somem de mim também toda e qualquer preocupação
sinto o chão quase como algodão, sinto o ar quase como o convite pra sentir
e consagrar tudo em minha volta

Ao longe e a todo momento, eu vejo vários tipos de seres
Das mais tenras fadinhas bailando em anacronia
ao imponente louva-a-deus grená que passeia sobre minha cabeça
o Sol parece iluminar cada um na medida do que se quer
e como uma purificação, sorve cada cansaço da minha essência
os pés em terra, mas como se alcançassem o céu


André Café, Duque de Copas no caminho de Epizêuxis Semântica e Jorge André

quarta-feira, 25 de abril de 2012

corta o calmo pulso




Pulsa
calmo
pulso...
Depois você diz: para!
e quase não se aguenta
dentre entranhas


tão leve...
...quer passear no céu
numa linha
um corte


    SUL ------------------------------------------------- NORTE




Mário.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Viver






E no dia que eu acordar do meu sonho 
vou escrever letras em neon coloridas 
de vida amor amizades música 
abrir os olhos e dizer que coisa boa,
sobrou espaço para desejar nascer de novo


Eu gosto da vida,
Da vida vivida, da vida agitada
Gosto do auge, gosto do extremo,
gosto das linhas tênuas,
entre a morte e o tempo. 

Gosto do doce da boca,
do sugar da essência,
sem perguntar procedência
sem saber para onde se vai. 

Gosto da permissão, do sonho
da liberdade, do afronto
Da ternura da dor, 
da quentura da cor
dos malabares do amor,
da intensidade do horror.

Gosto do auge, 
do implícito, 
dos avanços explícitos...

Gosto da vida, 
do teu sabor 
do teu torpor,
Gosto da vida que rói os ossos,
que destrói esses sonhos nossos,
gosto das vias duvidosas
e dos cálidos estranhos
de camas espersas, 
de carinhos complexos, 
do tocar enlouquecido 
das  noites permitidas.


Não me culpem não, eu sou louca de pedra mesmo!


Raíssa Cagliari; 19/04

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Acordei hoje assim






Acordar com o peito cheio de vida. Sentir cada pulsar da aorta bombeando sangue quente que enfervece todo o resto do corpo. Sentir nos dedos o formigamento de ter o mundo inteiro nas mãos, olhar no reflexo do espelho o próprio sorriso e se sentir satisfeito de tudo o que fez e ainda fará, dá cabo de todas as idéias maquinadas, sentir na pele a sensação única de que tudo começa a finalmente dar certo. Sensação tão velha e quase esquecida de ter o espírito livre, o engajamento, a coragem e a vontade de viver, tranquilidade. Paz. Pareceu livrar do peito algum temor, da cabeça qualquer medo, dos olhos o horror, pareceu aliviar o corpo inteiro de algo horrível, e foi. Aquilo que passou tanto tempo encostando, como escárnio na alma, foi embora depois de tanto álcool derramado. Agora, vida, vamos permanecer, continuar. Vamos retribuir só o que for boas vibes. Vamos exorcizar os demônios.




Ps: Vamos visitar Zion mais vezes.