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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Desconstruindo Amélia / Parte 2

Resultado de imagem para feminista profana


Quiseram-me Barbie,
Mas Barbie eu não podia ser
Barbies são artificiais e idênticas
E eu não,
Eu era gente.
Quiseram-me prendada,
Domesticada,
Pura e santa,
Rainha do lar.
Mas eu quebrei todos os pratos
E esqueci do sal na comida.
Quiseram-me donzela,
Moldada,
Amélia,
Serva, Outra
E submissa.
Quiseram-me corpo
Quiseram-me tudo e esqueceram-se de mim.
Mas eu não,
Eu fui por onde eu quis
E fui de quem eu quis
(inclusive minha):
Do ler, do ser e do desprender.
Experimentei, senti e tive toda a percepção
Quis desbravar e desbravei
Quis desconstruir e desconstruí
Quis ser aquilo que exatamente fui
E não deixei que me pegassem pelo braço.
Eu me rebelei quando eu quis
Voei por mundos que, de tão meus,
Não quiseram mais nada de mim
Além de me ter em tonalidade própria á minha expectativa
Na incansável sede de repetir
Que uma mulher livre é um exército, meu chapa.


(Mara Raysa 1/08/2017)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Se ligue

Imagem relacionada



Sufoco

pelas janelas cerradas nas celas que nos encontramos,
encarceradas e encarcerados ...
no auge do tóxico consumo máximo, no mínimo nexo lógico.

Ilhas caladas, vagando no oceano fluído
no início, sem fluxo
mas ordeiramente orientado

Sufrágio, silêncio, cilada, silêncio, socorro, silêncio, silêncio ...

Em cada desatino, repousam urros, vozes fortes
aparentemente "cansadas", reside o piro, o óleo e o motor
É correr no risco, para o inflame,
para que lume e chame e enxame
tudo em luz e lucidez

Silêncio? Se ligue

André Café

terça-feira, 3 de maio de 2016

Oração de ir pra rua (às margaridas de luta)


há um sussurro urgente
dentro de uma multidão
insurgente de margaridas
de uma nação
há um sopro que marca
muito do pouco de algo
de uma democracia
em ebulição
há um pavio já aceso
estimulando aquele
orgulho do ovário
entre orvalho machista
golpes fascistas
e olhares conservadores
todos perdidos nas veredas
das verdades vendadas
da vida
que é crua e chama
de oração
o fogo que salvaria
um país
ou todos
mas
que horas são?
quando algumas horas
a mais
ainda são horas
de ir pra rua
à luta
e nada mais

laís grass possebon

Não vai ter golpe. Já tem luta. E poesia também.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ohm


Esperando minha vida chegar
naquele momento de fundo musical
quando as horas passam no relógio lento
onde amanheço ao sabor trivial

Esperando em movimento
sem intenção de esperar
em passo a passo alento
na simbologia somar

Um som predito em fúria
para autoreflexão
suavizante ternura
em corpo, mente e coração

André Café

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

(Re)modelagens femininas




Entre modelagens à parte,
Umas seguem as orientações em seu rótulo,
imersas nas paredes de sua caixa,
remodelando seus gostos
conforme o consumo posto

Outras se reconstroem diante do que lhe foi imposto,
Definem seu gosto, corpo e rosto
E seguem abrindo janelas,
Brechas de desvio
de sua fôrma fabril fordista

Pórem, esta diferença gera desgosto,
principalmente ao bolso,
restando à sociedade
reforçar seus parafusos,
mostrando que o melhor caminho
é seguir o mesmo curso

Mas quem sente ares diferentes,
Não cabe mais a mesma fôrma.

Por mais que apertem seu juízo,
Sua engrenagem já faz outros giros,
E veem novos caminhos de moldes
contra sua produção em massa,
percursos de um movimento contínuo
de afrouxamento da máquina social
até que possam sair de suas caixas,
até que objetos se tornem sujeitos,
com próprios moldes, gostos e eixos.

Suzianne Santos

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vadias ou não vadias – meandros de uma ‘’boca suja’’ ou de uma cultura machista?



Como toda boa história, iniciar com “era uma vez” também é preciso para entender os pormenores de como uma palavra nos é intrinsicamente posta e de como esta pode mobilizar e fragmentar. Assim, tudo começa com um instinto selvagem, que depois, à luz da razão, ganha cores, roupas e atribui valores a diferenças sexuais entre pessoas com mentes iguais.
Cada ser, subjetivo em essência, produz internamente uma racionalidade de acordo com o seu ambiente de interações sociais. Seja na família, na rua ou nas instituições, nosso pensamento e formações identitárias são resultados do que nos é colocado como predominante na balança do certo e errado, e da maneira como questionamos dentro de nós tais aspectos.
Agora, voltando ao inicio da história, era uma vez moças chamadas de Amélia que ficavam em casa tendo que fazer comida boa, se ocorria alguma briga, era feio alguém meter a colher e ai delas se falassem, pois lá vinha mais papinho de mulher que não sabe o que é amar. Suas diversões se limitavam a grupos de boas moças e hoje, já podem se dar ao desfrute moderno de sair sozinhas e beberem, mas pouco, pois é feio mulher bêbada, e se sairem de saia ou vestido curto (que desvairadas) querem ser estupradas e putas lhe cabe a denominação, agora, se forem utéis para mídia, não há problema, pois todos gritas vivas à sociedade das mulheres frutas!...
OPA!! Calma, alguém troca a bateria, que a luz da racionalidade está quase de partida! Essas falas são do cotidiano popular, nas quais não importa o certo e errado de éticas e postulações legais, mas o certo e errado que nossa cultura enraizadamente machista nos traz.
Uma palavra, um gesto e toda a interpretação dos demais sobre isso remete à que sexo me pertenço e me defino. Vadiar masculinamente traz a figura do malandro, homem esperto e com charme a transportar. Entretanto, para a mulher é feio, sujo, é não ter dignidade e respeitar as demais mulheres. Mas por que é feio? Quem disso isso? Por que para um é bom e para outro é mau?
Não é questão de manter uma boca limpa e a boa imagem feminina para sociedade, mas entra em cena a base social, costumes e valores que herdamos de nossos pais, meios de comunicação e de uma sociedade que tem o sujeito masculino como centro da imagem ideal de reprodução social (homem denominado como chefe da família, mesmo quando é a mulher que sustenta financeiramente e afetivamente) e de reprodução sexual (é a mulher que gera vida, mas é o homem que pode ser livre para exercer sua virilidade e escolher o que fazer ou não fazer com seu corpo).
Antes de ser uma questão de sexualidade e de nomes bonitos ou feios, é uma questão cultural e de desigualdades construídas ao longo da história da sociedade. O diferente chama à diferenciação e é mais prático culpabilizar um individuo por sua condição de desigualdade do que analisar o que se encontra à sua volta. A cada mulher que se autodenomina vadia, veja o que está para além do aparente verbalmente para não cometer o erro de responder com violência a violência moral e social que já é posta diariamente no ser mulher.
Não deixe que as falas já contadas tantas vezes em tantas histórias se repitam em sua boca. Falar de luta feminista é falar de luta histórica contra costumes que dualiza tudo em dois sexos, enquanto que o que define são nossos cérebros. A mobilização contra desigualdades de gênero vêm para questionar valores colocados de forma natural que reproduzimos e acabamos agredindo a nós mesmos. Essa história atual não é vadiagem, não é promiscuidade, mas de liberdade e equidade, seja o nome que lhe for dado.

Suzianne Santos

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Embrião de toda revolução (ou O bloco dos que contrariam)

Desde menino do buchão,
não lhe cabia porque sim, porque não.
Queria mais era contrariar,
acabar com esse jogo de palavras
que mais parecia falsear
a realidade dos fatos
do que ao ouvidos encantar.

Mesmo que não entendesse o que fosse,
sua boca sempre perguntava
Por que sim? Por que não?
Por que não um sim? Por que sim ao não?
Só quando jovem é que veio entender
e fundamentado se defender

Tá certo, que teve de aceitar
algumas coisas para poder se sustentar,
mas isso não o fazia calar
e a cada transformação,
uma nova interrogação
que foi se juntando a de muitos outros que pertenciam
ao bloco dos que contrariam

E a partir daí se definiam revolução,
procurando no coletivo de sua indignação
a construção de uma sociedade
com uma integração
de verdade.

Suzianne Santos

quinta-feira, 19 de maio de 2011

14ª POESIA TARJA PRETA 26 DE MAIO


Amaral é o artista plástico homenageado
que também lançará a HQ Hipocampo 4 - VETOR PAGÃO

= exibição de vídeo sobre os Beats

O Canteiro de Obras fica pertinho da Praça do Fripisa
na Eliseu Martins c/ Anisio de Abreu

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Um breve poema de luta







Aos que precisam de oportunidade

Mostro-lhes a luta

Aos que padecem da opressão

Mostro-lhes luta

Aos que, sem comida e água, se mantém à margem da sociedade

Mostro-lhes a luta

Aos que precisam de um motivo pra lutar

Ofereço o contraponto, acontra-hegemonia

Aos que não querem ver

Sussurro ao pé d'ouvido

Aos que não querem ouvir

Ofereço mesu braços e abraços e estendo minha mão

Aos que, ainda assim, resistem

Verão meus atos a seu favor



Mas há sempre os que se opõe:


Porque a luta não tem fim, nem tem começo

Nem é estática, parada feito gesso

Porque o verdadeiro sentimento se chama mudança

E nas entrelinhas, está intríseco: esperança


Porque a luta persiste no coração daquele que sonha. E sonha o homem que vive.

E vive o homem que ama. E vive. E ama. E com amor, faz do sonho concretude. Realidade.





(Luam Matheus)





segunda-feira, 4 de abril de 2011

Parar é um movimento















Queridos alunos (as) do Curso de Psicologia, novos e veteranos companheiros de instituição, passamos e vivemos no estante do agora, por uma mobilização, por um movimento, que paradoxalmente solicita a compreensão de todos para o ato de PARAR, paralisar, não mover. Como podemos falar de movimento, luta, reivindicação dos direitos, se exigimos a interrupção de nossas atividades? É estagnado e estático, que o tempo passa, a ferrugem e o germe decompõem e tornam pó todas as coisas.
    É parando que iniciamos o nosso movimento, é silenciando e pondo-se em luto que simbolizamos o descaso com a nossa formação superior. Quantas vezes para suprir a carência desta instituição doamos, disponibilizamos e reconstruímos nossa formação. Me pergunto quantas aulas vistas a pressa, quantas noites sem dormir, quantos livros xerocados, quanto tempo longe de nossos familiares, teremos que suportar para remendar os vácuos da nossa formação?
         Já que os defeitos são evidentes e os esforços de professores e alunos beiram ao nível do esgotamento. O nosso parar é um sinal de que a maneira como se mostra a nossa realidade, não condiz com o que desejamos dela, não nos favorece a qualidade na nossa formação.
Um educador escreveu no primeiro capítulo de seu livro, o seguinte titulo: “Não há docência sem discência ” e discorre no final desse mesmo capítulo sobre os discursos silenciosos que a estrutura das escolas gritão. E ele se questiona como cobrar a qualidade dos alunos se o próprio Poder Público não os respeita, sem fornecer esta qualidade. Pois: “A eloqüência do discurso ‘pronunciado’ na e pela limpeza do chão, na boniteza das salas, na higiene dos sanitários, nas flores que adornam. Há uma pedagogicidade indiscutível na materialização do espaço.” (Freire, 1996, p. 50).
        E Paulo Freire (1996) continua a nos instigar quando fala:
O que importa, na formação docente [e discente], não é a repetição mecânica do gesto, este ou aquele, mas a compreensão do valor dos sentimentos, das emoções, do desejo, da insegurança a ser superada pela segurança, do medo que, ao ser “educado” vai gerando a coragem (p. 50-51, colchetes adicionados).
          É com esse desejo de ter insegurança na vivência de nossa prática, de ser escutado e compreendidos nas nossas emoções e sentimentos, que nós estudantes de psicologia somos incomodados para crescer e inferir sobre a condição humana, que só pode ser sentida e atuada na ação, na vivência, no questionamento, na aquisição de conhecimentos ao repertório comportamental, assimilados e acomodados no nosso cognitivo, promotor de insights e transformação intima e/ou social das subjetividades.
          Paremos agora, para seguir adiante, paremos agora, para sermos escutados e nos escutar, paremos agora, para começar a luta. Como o Movimento de Estudantes de Psicologia do Piauí (MPPI), sempre nos lembra ao dizer que: “a luta é um movimento, ela pode começar em qualquer ponto” e parar ou estar parado, mais nunca ficar parado, é o início de todo e qualquer movimento.


(Pedro Modesto)


Referência:
Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários para à prática educativa (10ª Ed.). São Paulo: Paz e Terra.

terça-feira, 29 de março de 2011

Carta de Repúdio à Mídia “Chapa Branca” do Piauí.




A Universidade Estadual do Piauí passa por uma situação de descaso e sucateamento há muito tempo. Desde setembro do ano passado, estudantes, professores e servidores se uniram na campanha SOS UESPI. Este ano a campanha iniciou com a paralisação dos professores por total falta de estrutura, o que levou uma reação em cadeia e várias manifestações. No entanto, alguns meios de comunicação local têm usado os fatos de forma sensacionalista e, por vezes, distorcidos.

E nós, que compomos a campanha SOS UESPI, assim como as entidades estudantis e trabalhistas que contribuem com o movimento, nos manifestamos contra a criminalização deste movimento na mídia. Os chavões e erros propositais tem sido a pauta dos meios de comunicação local. Como por exemplo, o uso da palavra “invasão” da reitoria, quando na verdade estávamos ocupando um espaço público. E mais sinicamente, quando portais noticiam que nossa manifestação era para barrar a reunião do conselho universitário, quando, na verdade, estávamos exigindo a nossa participação na reunião.

A prática dos meios de comunicação, que deveriam servir como bem social, chegam a sua mais suja face, quando o Secretário de Educação do Estado, Átila Lira, exigiu dos meios de comunicação local, que não sejam noticiadas quaisquer matérias que façam menção às manifestações de estudantes e professores da UESPI.

Sabemos que a concentração dos meios de comunicação está nas mãos de empresários, que por sua vez, tem interesse em manter o status quo junto com o governo. Queríamos lembrar aqui, que a comunicação deveria cumprir seu papel social da pluralidade, no entanto, ela está servindo aos mandos e desmandos do governo do estado e empresários locais.

Repudiamos a criminalização da campanha SOS UESPI na mídia, repudiamos forma como algumas noticias têm sido abordadas, sempre em apoio ao governo e seu projeto de desmonte da educação publica. Repudiamos o sensacionalismo usado como ferramenta de venda pelos jornalistas locais, repudiamos esse modelo concentrados dos meios de comunicação e falta de democracia nos mesmos.

Repudiamos também a forma como o governo se utiliza dos meios de comunicação para desviar o foco da Campanha. Um claro exemplo disso é a matéria veiculada na manhã desta terça-feira pelo jornal Meio Norte, que isenta o governo de toda a culpa pelo caos que aflige a nossa universidade. A crise na instituição não é somente um problema de gestão administrativa da UESPI, mas é também um problema de gestão do estado do Piauí.

A Campanha SOS UESPI é uma campanha em DEFESA da UESPI, e por isso, repudiamos a forma que ela vem sendo mostrada por alguns veículos de comunicação, como um movimento de baderneiros ou vândalos que “invadem” alguns espaços. Todavia, as manifestações não irão parar e a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade, vai continuar e ganhará forças, porque lutamos em defesa da sociedade piauiense.


MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UESPI

Nota de paralisação




Nota sobre a Paralisação dos Professores e Técnicos da UESPI

A situação da UESPI é alarmante, falta desde material básico (pincéis, papel, carteiras, etc) a salas e professores efetivos. No interior essa situação é ainda mais grave, em Picos, por exemplo, o início das aulas está ameaçado por não ter salas suficientes. Essa situação se dá pois a UESPI não possui autonomia financeira, ou seja, sofre com a falta de verbas e com a impossibilidade de decidir como aplicar os seus recursos.

Por conta disso a UESPI já teve mais de 20 cursos que não foram reconhecidos pelo Conselho Estadual de Educação do Piauí. Para mudar essa realidade, estudantes, técnicos e professores iniciaram desde o dia 20 de Setembro (2010) a Campanha SOS UESPIpara chamar a atenção da sociedade. A campanha já organizou aulas públicas, audiência junto ao Ministério Público e debates. Além da ANEL, participam dessa campanha: ADCESP (Sindicato dos Docentes da UESPI), CA de Comunicação Social, CA de Direito, CAs de História (Torquato Neto e Clóvis Moura), Coletivo ENECOS-PI, Coletivo Movimento dos Estudantes da UESPI (MEU), CORAJE (Corpo de Assessoria Jurídica Estudantil), Núcleo de Educação e Movimentos Sociais da UESPI e o DCE do Campus de Picos.

Nem o Governador Wilson Martins (PSB), nem o Reitor Carlos Alberto (PT) e muito menos o Secretário de Educação Átila Lira (dono de várias Faculdades) estão preocupados com a UESPI, pois não tomam medidas concretas para solucionar os graves problemas. Ao invés de contratarem mais professores efetivos, por exemplo, farão concurso para temporários que não possuem direitos e não podem orientar estudantes em projetos de pesquisa.

No dia 17/03 os professores aprovaram em Assembleia Geral uma paralisação por quatro dias por melhores condições de trabalho. A ANEL apóia a luta dos professores e técnicos e faz um chamado para que os estudantes e suas entidades na UESPI se mobilizem e reivindiquem melhorias junto aos trabalhadores. Queremos uma universidade que garanta o direito a ensino, pesquisa e extensão de qualidade e a permanência dos estudantes com assistência estudantil (bolsas, restaurantes, residências, creches...).

Exigimos:

- Mais verbas para a UESPI já! Fim dos incentivos fiscais às Faculdades do Sec. de Educação Átila Lira e demais tubarões do ensino no Piauí!

- Melhores condições de trabalho para professores e técnicos da UESPI! Concurso público para efetivos desses setores já!

- Entrega imediata da Biblioteca do Campus Torquato Neto e construção de novas unidades, devidamente equipadas, nos demais Campus já!

- Restaurantes universitários com preço de bandejão acessível e subsidiado; Isenção de cobrança para estudantes com pais de baixa renda;

- Laboratórios funcionando com equipamentos e com apoio técnico especializado (servidores efetivos)

- Salas de aulas com climatização agradável

- Moradias Universitárias;

- Mais e melhores bolsas-trabalho

- Creches para os filho(a)s de estudantes e trabalhadore(a)s da UESPI;

- Eleições diretas para Reitor, com voto universal;

- Paridade na composição dos órgãos colegiados e escolha democrática dos representantes;

- Participação nas discussões sobre o processo de elaboração e implementação do orçamento;

- Prestação de contas sobre atos administrativos e financeiros em linguagem clara e acessível;

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Para querermos nós




Queiramos todos nós, que os homens ejaculem de suas cabeças, idéias que engravidem o mundo de coisas boas.

Queiramos todos nós, não poder sentir o cheiro de podridão da carne humana, assando no sol ao esperar um ônibus.

Queiramos todos nós, não ter que ver o cancêr nascendo no trabalhador de porta em porta.

Queiramos todos nós, ver a piedade do Deus de nossas mães.


Queira eu
Queiras tu
Queira ele/ela
Queiramos nós
Queirais vós
Queiram eles/elas


Homens, escutei a nossa prece.

(Iúna Gabriella)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Momentos que perdemos a " razão"(que já não temos)...




É um momento tão intenso, quanto o vento de um ventilador. É um maracatu de sensações, de cores, formas e sons desbaratinados. Tão desbaratinados quanto nosso cabelos, nossas roupas rotas, nossas mãos e pés empulseirados.É um dar de ombros no céu e sair flutuando, como se estivesse na nuvem.Aquela mesma nuvem que nos cobre a cabeça cheia de mudanças, cheia de sonhos, cheia de amor,cheia de liberdade.

Mas, liberdade porquê andaste apenas nas nossas cabeças e não no meio de nós?


(Iúna Gabriella Paiva)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Palavras comuns




Juventude. Insatisfações. Vontades. Anseios...

Em meio a multidão cotidiana, com preocupações individualistas, surgem vozes que proferem palavras inquietantes.

Que “desafinam o coro dos contentes”. Que possuem preocupações COMUNS, que se unem em torno de causas COMUNS, que agem em prol de um coletivo.

São jovens cheios de sonhos. Utópicos? Talvez, até que sim.

Estudantes que sonham com o impossível e travam brigas para que o possível se faça realidade.

Brigentos, diplomáticos, birrentos, apaziguadores, falantes, calados, idealistas...

Pessoas diferentes, que brigam, que riem, que choram, que comemoram, que caem, que são perseguidas, que vencem juntas!

E que perdem também , mas que levantam, repensam as estratégias e pautas e voltam a luta. Foi só uma batalha perdida.

Apenas um acontecimento pontual, que torna-se motivador para o alcance de grandes vitórias ao longo dessa guerra sem final, renovável.

Assim, como o movimento estudantil, que perpassa diferentes épocas, contextos, conceitos.

Correr riscos. Permitir-se. Viver. Conviver.

Estudantes que enxergam na união um modo de experimentar sensações, de sentir o amargo sabor dos dissabores que adoçam a vida, e de gritar aos quatro cantos (às vezes bem alto, às vezes em silêncio) que basta de desigualdades, de falcatruas e que agora ( como toda hora!) é hora de buscar a diferença, de entender que “um outro mundo se faz possível”.

São sonhadores. Revolucionários anônimos, com idéias conhecidas. Alguns nem tão desconhecidos, mártires dos “anos de chumbo”.

Velhos anos, novos tempos. E o chumbo, ainda permanece? Talvez não tão às claras, nem tão literal. Talvez hoje ainda se morra por ideais. Se morre de raiva de gestores incompetentes. Se morre de tédio por um ensino sem qualidade. Se morre de gritar sem ser ouvido. Se morre por querer viver dignamente.

Mas vale morrer, que perder a vida. Mais vale viver que morrer de medo. Mais vale lutar que desistir dos sonhos. Mais vale acreditar que juntos somos mais.

(Tuyná Fontenele)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O que pode ser e não ser




Não ser, às cegueiras pelo torto
Em vil , dor, saturação imposta
Aos que clamam para ter resposta
Aos que negam reconhecer morto

Transruptivo, sentimento irreal
que acalenta nobres ilusões
tenro mar sublime de convenções
base única do bem social

Mas lá pelas tantas das horas
virá, quiçá, sem tanta demora
fulgor deveras incinerante

Que queimará o turvo outrora
rubecido de nova aurora
traz o que antes era distante

(André Café)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Juri




Entre todas as dinastias
O rei sempre tombou um dia!
Respondi para a corte
Que por mim sentia sede
Cedi o lugar de vulgar
Para Herói
Morrerei como tal
Não faz mal
Já estava morto
Peregrinava corpo e revolta
Vi voltas e voltas do sol
E da lua
Seu luxo
É meu preço
Corte, corte meu cocorôto!
Reencarnarei em outro!

(Salathyel Costa)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O AMARELO*




O amarelo
O amarelo manga
O amarelo é lindo O amarelo do por-do-sol
O amarelo do girassol
O amarelo ouro
Aquele mesmo ouro que os escravos garimparam
Como sofreram
Atrás do ouro e de seu brilho amarelo
Oh! Amarelo ouro
Quem entregou o ouro?
O amarelo na cara dos covardes
Que não comparecem aos debates
O amarelo das feridas podres,
cobertas com pus
A cor amarela do egoísmo, de interesses pessoais
Sobrepostos aos coletivos. Conchavos! Terrorismo
! O amarelo do Pag Contas
Quem vai pagar a conta?
O amarelo do palhaço
Eu sou o palhaço
Quantos palhaços
Temos até o Diretório Central de Palhaçadas
E assim vai o amarelo
Com suas saliências
Coerentemente construindo a pseudomudança
Na UFPI que a gente quer

(poesia recitada durante debate nas eleições para reitor 2004)
Salathyel Costa