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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Segundo Ato


Não há de ser nada além de sentimento extraoficial
E meu peito grita, fervendo em derramamento sanguíneo
Grita! Implora! Clama pela infinidade dos abraços
Intensos – ah, esses abraços! – prendem-me feito o Tempo.
E me fazem amar o amor que julgo inexistente.

Corpos entrelaçados deixam por um fio meu ceticismo,
revigora o sabor que eu tanto quis esconder.
Como um sentimento reacende tão ardente?
Visto que sou insólita, há explicação para tamanho clichê viciante?
Chama vermelha me chama – atendo prontamente.

A delicadeza de teus carinhos (re)ativa o mecanismo pulsante: coração traidor.
O que era para ser somente água cristalina
tornou-se solução e completude padecendo
Tudo volta, ciclicamente, contraditório, silencioso.
As vozes que aqui continuam, aos gritos transpiram de gestos e encaixes.
Recolho-me no seu encanto conquistado por meu sorriso,
largado pelas circunstâncias...
Não há de ser nada, pois a madrugada acaba sem findar o onírico.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Últimos suspiros



Termino a vida
Como se termina o dia
Sem muita importância
Com muita distância
Da vida
(Vi)Vida ontem e não mais
Ela sumiu entre meus dedos
Formados de perdas.

Aldenora Cavalcante
Dia: 17/08/2011 às 18h52min

Estou na minha moda



Minha existência se consagrou
Quando desisti de tentar.
Optei por seguir tendências
Da moda imposta por mim.
Deixei para trás
Atualidades reinventadas,
Apatias desmedidas.
Obrigações alienadas.

Aldenora Cavalcante
Data: 22/09/11 às 21h56min

A morte que se pode parir




Morri dentro de mim
Metade do meu corpo vegeta
e minha alma atrofia...
O coração renasceu das cinzas:
pulsando, pulsando, amando.
E se doendo!
Porque para morrer
e continuar vivendo,
É necessário se contorcer
Em muitas dores.

Aldenora Cavalcante
Data: 22/12/11 às 8h06min