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sábado, 6 de outubro de 2012

Jovens Palavras Latinas


















Em qual das tantas eu me entreguei?
Tão inofensivo
Um menino
Nada além
Eu que tantas vezes
me coloquei
Como aprendiz
E Achei
Que era
 só ali
Naquelas palavras
Que não conhecia
Naquela fala
arrastada
Naquele idioma lascivo
Nada além
Uma cor rubra em mim
Naqueles ditos
Non digas tonterias
niño rúbio
Se afaste de mim
Que temo
Que no fim da noite
Nenhum latim
Seja bendito

Dalila Fonteles Mauler
06/10/12

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dia de Reis


Olha o menino, correndo na madrugada
vai sem destino, se esconder no meio da mata
Foi Jaraguá, assustando a molecada
com os caretas, só na pisada

Bate na lata, toma pinga, reza em casa
Dia de Reis, levanta a asa
Gritando alto, o chicote faz poeira
queimando os couros, ardendo a brasa

É boi que gira animando a noitada
nas capoeiras, esperando alvorada
Riscando o chão, a estrela do boi brilha
Valentia sua filha, é as quentura do sertão

Desce ladeira, do céu a Lua avisava
cadê menino? volta pra casa
Folclore vivo, o sertão todo se agita
olha que festa bonita, reisado de tradição!!

André Café, Lílian Juliene, Dalila Fonteles, Marcos Foyce, Thiaguinho Sousa

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Arconcentricidades



O filho que brota entre versos e a cidade,
Não carrega consigo choro de dor ou de maldade.
Prefere escorrer, entre vidas e o dia corrido,
Todo sofrimento que inunda seu coração.

Consagrando mensagens de paz e afeto,
Repleto de mágoas que se vão no sopro do vento.
Alento majestoso de fim de tarde,
Carinho sutil na ponta de teus dedos.

Escondido de todos os teus medos,
Passeia por entre sombras, aos rodeios,
Esperando a hora de mudar de sentido.

Escuta ao longe qualquer ruído,
Como se fosse um chamado divino
Para conhecer a paz de um rio cristalino.

domingo, 16 de setembro de 2012

Dança do calor






Menina flor malina
A graça do beija-flor
Se atrás da luz oscila
A cor do furta cor

Envolta em noite fria
Que é pouco o cobertor
Na luz que anuncia
De longe o teu calor

Vem menina
Que não quero lembrar
Nem passar frio
A rotina, menina
É banhar de rio

O sol que anuncia
Que a noite acabou
Leva ele a fonte
Daquilo que findou

Se a noite escura brilha
Pra mim com mais furor
A hora da rotina
Expressa em vigor

Rotina boa, mulher
Não é que nem trabalhar
É se perder e se achar dentro do rio


Dalila Fonteles Mauler 15/09/2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Gigantes


No meio do caminho
Achei um menino
Sorriso no rosto
Perto aberto
Ouvia uma música estranha
Dançava, sorria
Com uma preguiça irônica
Me ouvia
Dizia que não fazia
Batia lata
Pedia lanche
Brincava a noite
Como um gigante

E sonhava

Oque não sabia
Era da força
Que seu sonho
Tinha

Dalila Fonteles Mauler 12/09/2012



Em homenagem aos meus queridos adolescente do projovem.
Com certeza, aprendi mais com eles do que eles comigo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Conversa na beira do mar


                                                                       (foto de Fabiana Velôso)
Quem é Maria
aquele menino que sobe a rua?
Sandália de couro, sorriso no rosto
Quem é Maria?

Diz que peixe não pesca
Com livros flutua
Como em um tapete mágico de papel
Da praia ele gosta
Mas se tem rio dá pé

Pra quê Maria
Se pescar ele não pesca?

Parece que a umidade lhe sopra mais leve
Que o vento seco
Como a qualquer mortal
Não é que não goste
Da sua cidade menina
Ou da que lhe acolheu
A que lhe cravou e apagou mágoas
Mas é bom uma brisa leve
Uma conversa cheia
Um café no rio

Mas afinal Maria
quem é esse moço
De sorriso no rosto e sandália de couro?

É o moço que vai dizer no pé do ouvido
Aquilo quer
e que eu quero na beira do mar

                                                                                                          Dalila Fonteles Mauler
                                                                                                                       03/09/2012





terça-feira, 17 de julho de 2012

Belador



Se pra toda dor há distante uma beleza
É de ser longe
Ou uma uma fronteira transparente?
Há de ser bela lascinante tristeza?
E a dor que nome não tem
Mas dura, dura
Doi, doi
É de vir ao longe
A fina sintonia que perto destroi?
A alma que liberta voa
O corpo que o pudor pune e poda
Penitência prima
Que de perto roi
Queima como se vil amasse
Aquela casa que o amor destroi

Petra, eis tu escolha?
Cor sempre sede assim?
Crispa entre os cristais
Que lucidam luzes tais
Harmonizam mesmo sem sempre paz

Dalila Fonteles Mauler

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mar de Dentro



Eu que assim
Tão lento, tão fundo
Senti antes em superfície
Se de coisas tais é um lago raso
Pra outras toda dor do mundo
Ácido, longo, dentro, dentro

Deep, deep river
Deep and dark river

Quando quis que assim morresse
Veio de novo
Tomou mais forte
Bateu alento
Uma brisa leve
Mesmo com um calor excruciante

Levaste consigo
Levaste a vida
Levaste a verdade
Sem pensar
Sem ao menos querer

Não é algo que se precisa querer
É um sentir nem que descontente
Só a flor permanece
Mesmo a duras penas

Esse amor canibal que lancina
Que arde e assopra
Que vai e vem
“Aquele que a gente não vê?”

Sei lá o que é de dar
Sei lá o que é de vir
De voltar
De saltar de dentro
Daquele mar que pra sempre
Só sentirão aqueles
Que são nós dois.

Dalila Fonteles Mauler
12/06/2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sede livre


Aqui.
Foi nesse momento.
Porque vim aqui.
Um beijo quente,
uma noite insone.
EU ESCOLHI SER ASSIM.
Não há nada que me faça o contrário.
Recato pra mim é coisa de tolo
De quem não sabe beber a vida.
De quem não conhece a lida
do que é bom.
De você?
Preciso do gosto,
Da pele, do corpo e do cheiro
Do olhar que me queima
Que só confirma ainda mais o que
tenho de certo.
Me chamam de puta, de vaca
Mas quantas queriam estar aqui?
Não é por grana
Se for... Foi porquê
EU ESCOLHI SER ASSIM.
Quando você acordar de manhã
Posso ter ido... ou não.
Aí você vai saber porque eu vim.
Não há nada além de mim aqui.
Nada além do que eu sou.

Não é questão de você gostar.
É meu amanhecer, meu crepúsculo
E meu céu azul.
Minha noite densa e meu corpo nu...
EU ESCOLHI SER ASSIM.

Dalila Fonteles Mauler
11/06/2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

Negro cais


Cores em flúor e negro.
Negro era tudo que ia.
A flor que ali se encantara
ria.
Mas o mundo era negro
ninguém percebia.
Um sopro
e de novo caía.
As cores que só ela via
Mas mesmo sem ver
ele sentia.

Dalila Fonteles Mauler
24/04/2011

Conversas aleatórias no bate-papo






Conversas aleatórias no bate-papo


A garota afoita, com sede de vida e seus bastos cabelos em fogo diz logo:
--- Sou é tudo!
Se joga entre palavras, melodias e mentes:
--- Poeta, cantora, psicóloga!
Com ímpeto propõe logo:
--- Vamos ser tudo.. até nada!
E enche a boca de filosofias:
--- Claro, pra uma coisa existir precisa de seu contraponto... ou seus milhões de contrapontos! E a loucura é que tudo é feito de paradoxo!
Linhas coloridas, se manifestam, lindas aquarelas, será ele ou será ela?!
--- Com toda certeza sejamos tudo e portanto nada tbm..
Nossa neófita moça emenda:
--- Mesmo a gente tentando por força que as coisas sejam lineares
Não satisfeito a máscara de cores (porque tanto mistério?) diz com doçura:
--- Se temos amor já é o bastante .
--- O amor é o que resume tudo! -- lá se vai a jovem rubra.
Eis que do nada surge um jovem, que solta uma baforada de seu cachimbo de ideias (que teria ali?):
--- Pois só sejamos,então, pois tudo e nada são na verdade a mesma coisa, uma se manifestando na ausência da outra.
Nosso interlocutor de cores e pigmentos, conclui:
---É isso ai.. é tão simples e de tão simples chega a ser inefável.. O mistério que há por trás de todos os seres e que nos une é simplesmente o ato de amar..
Que dizem essas vozes? Quanta misturas de coisas. Começamos em "A" e... terminamos em quê?!
Estavam lá a conversar. Não sei bem do que diziam.
De amor, letras, existir, coisas assim. Alguma coisa os ligavam.
Acho que eram as palavras, o amor e uma ideia. Ou era uma ideia de amor as palavras?!
Ai num sei... e perdi. Se foram e me deixaram aqui. Sem nada entender.

*Conversando aleatoriamente no bate-papo do facebook. Sempre surgem viagens legais. Tomei a liberdade de pegar as falas do sócios e transformar em um textinho.