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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

...passagem franca...



Porque sentia o vazio, meu velho. Assim mesmo, sem explicação. Um punhado de dores que não tinham mais aparecido voltam assim, num jorro, num golfo desenfreado. Demoro a levantar. Estremeço. Vejo que se vai. Aceno como se não te conhecesse mais. Nunca te conheci: toda vez inventa de me surpreender. E eu sigo absorvendo essas pancadas, e na hora que olho pra todo lado, vejo que não estou só, mas que nem todos poderiam me amparar. Fecho as cortinas. Por mais que eu apague as luzes, o sol ainda virá. Desisto da escuridão. Procuro-me em alguém. Ainda vou te encontrar.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Parcelas suspensas no mundo do Ar: Do incompreensível incompreendido


O mitigado desvalido
pelo sibilo do corromper
a mim, ao teu libido
ataca ao amanhecer

Do que sinto sincera história,
memória de tantos três segundos
rasgam-se tensos sensos de sublimações,
canções de rasos profundos

Do que minto no verso,
não para ser fingidor fingindo dor de realidade
na verdade, inversa o verso o que no coração reversa
daquela conversa que me pedes: odeia-me!!

Necessito do incompreensível incompreendido
do riso escanteado, quero o azedo sério
me caio no mistério de não entender
pra ver se pela manhã, o mundo maçã,
acorda com as graças de Tupã

André Café

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O mundo precisa de paz


Não queremos guerra
o mundo precisa de paz
traz mais cais vitais

Não me chame pelo meu nome
pois eu não vou atender
não me chame incerteza
enseja o que não irei compreender

Me chame de maldade
e traz o vento da noite
um copo de vaidade
um beijo feito açoite

Só por essa madrugada
invada com sede voraz
pois o mundo precisa de paz

André Café

sexta-feira, 23 de março de 2012

Candy cotton em mim

Se o céu tivesse sistema nervoso
Arranha-céus nele cócegas fariam?
Me embrenharia em seu cume, como quem nada quer
desejando alcançar suas entranhas gordinhas e fofas chamadas nuvens.
Tão leves que flutuam; e em suas barrigas colocaria minhas tristezas
As levariam para longe, para onde o vento bem quisesse,
E o céu, sorridentemente, padeceria. 



(Mayara Valença)


De Mayara Valença para Jonatas Freitas e Eric Araújo. (: