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sexta-feira, 11 de abril de 2014
Depois do final feliz.
E depois de conseguir tudo?
Depois de chorar o oceano
pra se conseguir uma gota de felicidade
E depois que você finalmente consegue
O final.
E o fogo queima até virar orvalho
Que se a vida não finda enquanto a morte não vem
E o faniquito de felicidade posto no estado ser
se eterniza...
Por que seria você o mestre a subir os créditos?
Assinado eu
sexta-feira, 14 de março de 2014
Roube tudo que tiver.
É que já não me sinto só
Tendo em vista papeis
E canetas estouradas
Se o outro me fizer surpresa
Em qualquer esquina
Fico sem nada, sem nota
E ao chegar
Escrevo
E escrevo
Sobre a sorte de escrever
Mesmo sendo azarada
Sem padecer de tecnologia
E ser salva pelas canetas estouradas.
Assinado eu
ÀS FAMÍLIAS, AMÉM !
Acordei
Para ser bombardeada
Um conselho :
Se a terceira pessoa te maltrata
Não desconte na segunda
Esta
Infelizmente
Está mais perto
E quando você precisar
Ele já virou plural .
Ana Ribeiro
terça-feira, 11 de março de 2014
CINELOVE I
Da minha vida não vai embora
Não sei que vontade é essa
De empestar meu ar
Se tudo é festa em mim agora
É que mesmo sozinha resolvi brindar
Esse teu cheiro puro
De vapor verde
Quente
Perturba e faz perturbar
Não me enrole
Bole comigo
É que tua presença
Me excita ao ponto de fuçar no lixo qualquer papel pra escarrar rabisco
Poesia...
Se vou embora é por que vi esse filme
E na versão sem cortes sobrou pipoca
Até a luz outra vez baixar...
Assinado eu.
MEU PASSADO ME CONDENA
A vida é o ócio do tempo
A vida esfrega na cara
o acúmulo de todo o dentro
Mas há mais vida AGORA
do que no cimitédio dos monumentos
Feitos pra guardar
Lembrança de cimento.
Assinado EU
CINELOVE II
Já deves saber que sou brega
E no fim desse filme sobrou pipoca
Já deves saber que estou certa
De que nunca estive tão louca
Não joguei a fita fora, empoeirada fiquei
Até que teu close
Desmanchou-me a tela outra vez
Deves saber o roteiro de cor
E não corrija os coadjuvantes
Deixe que a pipoca sobre
e eu
brega
continue neste teu curta
Impune, amiga e errante.
Assinado eu
De já vi (Janela do ônibus)
Por um momento fechei os olhos
Esquecida de que não estava de óculos escuros
E todos puderam ver
Os segredo que guardo
Do teu travesseiro de absurdos.
Assinado eu
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Final Fantasy.
Me deparo a madrugada
Seca
Minha mente engarrafada
A cada segundo mais chacoalhava
Todos os sussurros ditos
Me deparo ao teu retrato
E no teu olhar é tanto amor
Que devo ter me exacerbado
De falta de saudade
E na falta que a falta devia ter feito
Hoje só consigo ver no espelho
Reluzindo uma luz bem fraquinha
Aquelas lembrancinhas vivas
Que eu não sei por quê não morrem
Se esse foi o meu desejo .
Seca
Minha mente engarrafada
A cada segundo mais chacoalhava
Todos os sussurros ditos
Me deparo ao teu retrato
E no teu olhar é tanto amor
Que devo ter me exacerbado
De falta de saudade
E na falta que a falta devia ter feito
Hoje só consigo ver no espelho
Reluzindo uma luz bem fraquinha
Aquelas lembrancinhas vivas
Que eu não sei por quê não morrem
Se esse foi o meu desejo .
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Quando você respira
Não adianta chegar aos cinquenta reclamando de tudo se a vida toda você guardou os ratos mais barulhentos debaixo do travesseiro
Ana
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
amável mente
Não são dois mais dois
é um coração bebendo o mar
O amor idealizado
é o mal do século de quem não sabe amar.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Cordão umbilical.
Você nasce nu e morre só
e o que dói não é a solidão
é morrer afogado no amor
Que o outro derramou .
domingo, 26 de maio de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Over Dose
Pura ilusão pra luz do sol !
Diga que é tudo mentira
Quando alguem lá daquelas bandas
Disse que ninguem tava só
Que a lua tá pro sol
Como ressaca pra maré
Que tudo nessa vida
Só é assim por quê Deus quer
O homem corre pro beijo
O diabo no final pra cruz
A mulher corre do desejo
Culpa da mente intranquila que a seduz
De que serviriam as quedas noturnas
Sem a leveza dos vôos ?
Vamos tirar o diabo da garrafa
e beber tudo de uma vez ?
Diga que é tudo mentira
Quando alguem lá daquelas bandas
Disse que ninguem tava só
Que a lua tá pro sol
Como ressaca pra maré
Que tudo nessa vida
Só é assim por quê Deus quer
O homem corre pro beijo
O diabo no final pra cruz
A mulher corre do desejo
Culpa da mente intranquila que a seduz
De que serviriam as quedas noturnas
Sem a leveza dos vôos ?
Vamos tirar o diabo da garrafa
e beber tudo de uma vez ?
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Quiproquós prematuros .
"se afobe não que nada é pra já, o amor não tem pressa ... ele sabe esperar. " Disse Chico.
-Pois bem, e o camarão que dorme a onda tambem pode levar !
não toca
voz?
cala
silencio?
agudo
falta?
muito
vinte e quatro?
chances
o problema ?
não é campainha
é ausência.
é perigo.
quanto tempo...
será
que
essa poesia
aguenta
sem
seu sentido
despedaçar?
não é à tinta
não é à prazo
não é à pressa,
fique
pra fazer
o que tem
vontade,
ou me deixe
à vontade
pro acaso
imprevisível
não disperdiçar .
[Poesia do melodrama vivido pela Bia - quiçá uma nação inteira . ]
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Qual o codinome do pseudo amor? (gerúndio)
Por onde ele aparece?
coisas pequenas
puras
limpas
ou nos acordos ?
entre os dedos
cabelos, pentelhos
romã, romance ímpar
eu não sei .
desconheço quem se lembre
do minuto exato
em que tal sinonimo se abuleta na gente
desconheço qualquer detector
que não seja o da aprumação
dentro de alguns minutos
alguem vem te levar
tu te acha imune
até ver acordando
entre aqueles planos
o único corpo nu
que vai preencher as tuas madrugadas
que vai morar no teu espírito cru
desconheço qualquer por quê
ou termômetro
só sei que se sente e ponto!
troca o "duvido"
pelo " comigo"
as hesitações falham
[entre olhos claros
mãos grandes
guardando seios fartos
aparece falta
que difere de saudade
day by day
os laços
[ sem nós, no entanto entre
firmando
talvez seja possível saber
se isso é o tal do estar amando.
domingo, 18 de novembro de 2012
Por te ter .
Dois estranhos,
até pouco.
Até que os olhos ficaram rindo
Até que você chegasse aqui pra mim cantando
Até que o tempo quente não te evapore
Me dispeço
-é certeza que tu volta !
Meus dedos esperam teus fios na tarde
Me aprumo com o melhor dos sorrisos
Abro a porta logo penso :
Lá vem ele!
O menino dos meus olhos
Me sela os cílios com beijinhos
Me aperta bem devagarinho
E me segura quando nos botequins eu to caindo
Cambaleavelmente amável . . .
Pra não haver colapso
Resolvi tomar só dose diária
É forte, no outro dia abstinencia bate
Me lembro das tuas poesias
Do tempo que eu não te conhecia
Tempo ocioso, mal previa o tempo de agora
Tempo de fluxos, da noite, das tuas falas
Dos teus olhos me encarando
na horizontal
Tentando quiçá decifrar meu pensamento
Que logo reluz, tu
Somente tu , que fez meu coração tomar tento
E ver na tua retina o amor que eu, menina
Posso dar cada vez que nos teus braços
Um tanto quanto embriagada
De rum, vinho e felicidade acordar .
[Baseado no romance descrito pela amiga F. S]
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
O copo não engana
faz a festa, liquida a grana.
O copo tem sede,
até parar no tapete
nunca é ingrato
faz casal contigo
trai o próprio prato
O copo deixa a língua solta
relampejando na madrugada do céu da boca
Não tem "treta" por causa de roupa
não solta da tua mão nunca,
é fiel
tá nas vistas .
Purifica a timidez, como entortava Raul
Controla a maluquez
O copo aceita
nunca pestaneja
copo bandido, um copo pra dois
corpos amigos
Pra cada som um gole
No jazz ele costuma chacoalhar
gotas que te melam
- não se sente, segue a dança.
Quando a música materializa um tempo
O copo borbulha
só sentimento
Não há mais belo que o copo
cilindrico, infinito
molhado, largado na tua janela
O copo era o retrato da vida
da roda
da pupila
dilata o close
Do nada começa, do nada termina
O copo era o melhor amante daquela noite
naquela menina
Ana Ribeiro
terça-feira, 11 de setembro de 2012
O homem que não tocava "dó"
Qual o quê!
fico pasma com as vistas
Quando vira as costas arrisca
deita, sonha, nunca acorda
A cor do batom revigora
No buteco da esquina se mata a viver
De gole em gole morde o querer
Ansia quando amanhece
Choro sem vela
Culpa sem prece
e só a minha madrugada a padecer
Dê-me a mão, o grão de paz
Dê-me as costas, largas e corajosas
Sem medo dos homens quietos
Protegido pelo sereno
Pelo gesto pequeno
é assim que eu te gostei,
Corrói a música e os meus versos
Só é lúcido quando diz : Perdoe moça, mas eu te venero
Fingi rir, espero.
fico pasma com as vistas
Quando vira as costas arrisca
deita, sonha, nunca acorda
A cor do batom revigora
No buteco da esquina se mata a viver
De gole em gole morde o querer
Ansia quando amanhece
Choro sem vela
Culpa sem prece
e só a minha madrugada a padecer
Dê-me a mão, o grão de paz
Dê-me as costas, largas e corajosas
Sem medo dos homens quietos
Protegido pelo sereno
Pelo gesto pequeno
é assim que eu te gostei,
Corrói a música e os meus versos
Só é lúcido quando diz : Perdoe moça, mas eu te venero
Fingi rir, espero.
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