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domingo, 22 de junho de 2014

Valeu, falou e valeu de novo


para Jacque,

Em cada abraço apertado
quero te tirar todo o desassossego
meus clamores por carinho,
acho eu
respondem sozinhos
pelo que é nosso legado

Mas longe isso ser tristeza
cada embarcação voa por motivos próprios
seguem rumos ou ventos distintos
mas conseguem chegar em qualquer lugar

O abraço que te laço
não se reduz ao que quero
é partilha de calor e ternura
acho eu
avesso a destinos
amado em loucura

André Café


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Menina do riso tato


E não precisa explicar,
muitas vezes nem dizer
do riso em qualquer lugar
só vontade de te ver

Uma madrugada de besteira
um ano de afeto inteiro
no mar cansado de folia
pelo caminho sem roteiro

Repouso tudo que sinto
Encontro umas alegrias
recanto os cantos que movem
nós e as flores, em fantasia

André Café

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Nós somos capazes


Mais quente que Teresina
onde me queimo de paixão
no gingado da menina
onde me queimo de paixão
atando e desatando um nó no coração
Mais quente que Teresina
onde me queimo de paixão

Cantando Athena e bebendo vinho
naqueles dias de maior calor
a saudade enfim tá partindo
Ai, feliz agora meu amor


Mais quente que Teresina
onde me queimo de paixão
no sorriso da menina
onde me queimo de paixão
me acho, me perdo ... faço oração


Copo vazio, nada de sobriedade
pra quê?
que mal há em matar saudade?

Bem mais que isso
muito mais do que saudades
firmamento e compromisso
pois nós somos capazes


Mais quente que Teresina
onde me queimo de paixão
no gingado da menina
onde me queimo de paixão
atando e desatando um nó no coração
Mais quente que Teresina
onde me queimo de paixão


Jacque Pinheiro, Marcos Foyce e André Café

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

De casa



Espalharam meus sentidos em um simples gesto: o cheiro de flor do teu riso me pegou desavisado
Daquelas coisas que chegam sem nem bater na porta
Como se já fosse de casa.
como já se fosse ontem a vontade de hoje de te ver, como se fosse passarinho de manhã te chamando pra viver
Ou uma borboleta colorida que parece dançar quando passa na tua frente, de tão bonita, de tão sorridente
leva-me o mais profundo pesar, o tempo agora e sempre, é de amar
sigo, flutuo em seus passeios, que me causam de torpor a alegria, de paixão a devaneio
Devaneios esses que me pego à noite à fazê-los... suspirando, pensando, cantando baixinho e sonhando
sonhos em cápsulas do tempo, me reverberando o momento, me elevando ao movimento, de festejar, sonhar sonhando o amanhã em cores explodidas e sentimentos boreais, sou eu, você, o cais, nada mais perto, nada mais justo, nada mais necessário
E nesse momento tudo que sempre aparentou complexo mostra o lado bom de viver, de sentir as coisas mais simples da vida
para serem vividas, ecoando aromas, desejos e sabores, misturando afetos, abraços e amores
E o mundo passa a acordar sorrindo sem motivo, sem grandes explicações, sentindo e apenas sorrindo

Jacque Pinheiro e André Café

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

No giro do fogo, vi teu riso


Não por um trisco rabiscado,
Ou mito do impossível intocável

Gotas que dançam entre a noite
Irradiam feito fogo as sensações
Rodopiam a mente em açoite
Ordenando o corpo às permissões

Do que se entende de felicidade
O riso estampa o desmedido

Façamos silêncio pra ouvir a explosão
Onde antes era repousar
Gruda vibrações de canção
Ontem, hoje e Deus dará

Velocidades de quimera feliz
Imageticamente anis

Toma-me de atenção
Eu, de prisioneiro pacato
Urrando alegria no peito

Rama, som e poesia
Ilusão vivenciada
Soma-se com a folia
O dia, o lume e a levada

André Café

Quem sabe hoje, quem sabe ainda

A simetria - Escher

Quem sabe hoje,
quem sabe ainda
finda
pra poder rodar de novo,
no giro do olho que devora o tempo
por roucos instantes de vontade
invade
quem sabe quinta,
quem sabe sábado
dado
suspensa ideia delirante de destino
sou eu e a ponta da lança sorrateira
sou eu bobeira, na dança do riso
aviso
não sabe o lume,
não sabe o frio
do arrepio que não causa
quando a brasa é o que treme
entre florais e demônios, o risco do sonho e a mandala de ti
quem sabe hoje,
quem sabe ainda
finda

André Café