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sexta-feira, 17 de junho de 2016
De quando louva-a-deus grená surgiu
Uma carta como forma de entrada,
um aviso de despedida para este mundo
queremos nós a presença da saída?
As palavras serraram as correntes dos olhos,
e a explosão de significados se fez certeza
queremos nós o caminho da saída?
O expresso louva-a-deus grená a espreita,
surgirá para quem almeja o além
queremos nós a saída do caminho?
Voa e me leva sábio ser
o anoitecer despertará o sabor de seguir
e sumir e sorver a plenitude da existência
André Café
terça-feira, 14 de junho de 2016
Lombra da massa
Louva, até o infinito,
cada marco traçado em plano do disco-voador
sem tempo, nem espaço, o nada é o tudo,
sejam doces de milhagem ou matizes da percepção
Em cada louvação, uma história sobre o infinito,
muito conto enquanto o tempo conta o quanto se passa num segundo de silêncio;
na calmaria do bater de asas à Zion, na resoluta tempestade ao despertar além akasha
em cada infinito, um história sobre louvação
É aconchegante o dorso do louva-a-deus grená,
no voo pleno ao outrora esquecido portal de sonhos
rasgando a realidade num suspiro, ativando o orbital da mente
portas escancaradas, mitigando o ardor das correntes invisíveis
Dança, não apenas para o simples desfrute,
mas como um rito, pra anunciar que o momento será sangue sublime,
o voo último de prazer emanará as responsabilidades
para que nenhum paraíso seja assim parada final
A fumaça espaça o prelúdio de digressão,
não há motivos para adiar o instante explosivo
se queremos mais uma vez voar ao sabor do mercúrio
será no forjar da luta pelo por vir natural, horizonte e multidimensional
André Café
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Lança-me Louva-a-deus grená
Engolido e protegido
pela neblina do solo cinza
todas pisam apressados;
Cada lado é rumo desnorteado,
cada rua, esquinas de silêncio
Entre vivos, apenas fila
e solados harmonizados
desgastando notas fúteis
para lá e para o além
Cinzas no chão e olhos
nenhuma fagulha de cor
são sequências de torpor
perambulando na vida
Mas tem quem olhe o Sol
pra saber quanto tempo leva,
pra saber qual o dia da semana
pra saber do calor da luz
E por pura sorte ou destino
por mais cinza que estiver o olhar
resplandece e multicolore
qualquer cena e solidão
Lança-me nos teus olhos vermelhos
no abraço forte e na liberdade do teu voo
André Café
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
A invasão louva-a-deus grená
Pensei que eram nuvens de mudanças
as dos gafanhotos exaustos de fuga
mas nenhuma rusga no céu ardido
pra ser sombra da praça sem árvores
O silêncio das asas passou zumbido
como se chamasse pra gente ver o fim do século.
virou espetáculo, caiu, saiu de fininho
e os nossos olhares retidos no esquecido
Voa longe a nuvem; passageira do tempo
nenhum tormento ativa a gente
o cedo é sono, a sede é sede
o vinho embebe, mas já não emociona
Lembrei daquelas terras suspensas
do ar cor de rosa, do chão sem pesar;
do voo infinito nas costas de um louva-a-deus grená
Torci pra quem sabe, quiçá, seja verão de novo
senti, invadi, aquele espaço perdido;
trançado na memória de todo esquecido
André Café
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Nas asas de um Louva-a-deus
Cata-ventos roubam sonhos
pelo vento já se foi
um e dois e tantos tempos
despedaços desse fim
Caçam as mais belas cores
no alado risco de borboletas
enquanto meu gosto turvo
se eleva no voo grená
Alcance-me meu louva-a-deus
atira em mim aquilo que a relutância ignora
me banha num sopro bem morninho
um e dois e tantos mansinho
Mosaicado, desconexo,
o inverso na rima dissonante
vento leva e convexo
conclusiva e conflitante
André Café
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Deixa eu sentir o sabor do mercúrio III
Alimenta-me.
A grande fome das entranhas
por estranhos prazeres começa a me consumir.
faça-me de estômago cheio do mundo
e te toda falácia das palavras mais sinceras.
Eu quero o sangue apimentado com sabor de areia e asfalto
quero o grito mais alto do gol entre escudos e cassetetes
quero um, dois, não, vinte sete regiões sonolentas
o purismo de quem carnificina e julga o tudo
eu quero aos montes, não fará falta
Faça-me engolir acordos acordados enquanto durmo
devorar tijolo, barro e muros que caem para o progresso
verticalizado e ilhas de calor
deixa eu sentir o sabor que passa na bala paga por imposto
resposto tua ânsia de ter raspado o prato
eu pago o caro, o pato e a plateia
eu como a ideia; deixa eu sentir o sabor do mercúrio
Que por um segundo
as palavras serão pontes pra vomitar tudo em tua mesa
no teu corpo, boca, nariz, olhos e ouvidos
sem tempo pra gemido
num prazer visceral
num voo mitral
lança-me louva-a-deus grená
que tudo fará sentido, entre o lume e o libido
de nos fazer esperançar
André Café
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Sumir
Pede passagem o mérito desmaterializado
e o pretérito para ações futuras,
a cura para o protótipo,
sem epizêuxis para semântica
Canta e soluça, soluções insuficientes
cientes e cínicas, sinceras e delirantes
Não antes da borboleta ao casulo,
nulo, se fosse grená louva-a-adeus
Aos céus, aos mitos, são os ritos fugas
são fugas os ritos
são rotas de fugas afugentadas
e rotas pela força do tudo
André Café e Duque de Copas no caminho de Epizêuxis Semântica
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Ser quem sou
E fui louva-a-deus grená
num tempo sem temporalidades e vultos
num reino absoluto
de solidariedade
E fui água do Ganges
fui lavadeira e tinteiro
fui harmonia por inteiro
num mundo de cordialidade
E fui selva, mandingueiro
forte, dos mais guerreiros
sabedoria e natureza
em tribo, circularidades
E fui filosofia
filosofando sobre magia
por que porquê na mente havia
e tantas singularidades
E fui trova e verso
versando o amor amoroso
enquanto os muros pomposos
se iludiam em iniquidades
E fui renascença
a sabença da negação
o clássico louvação
de transformidades
E fui fio de espada
de samurai vida
a honra erguida
na lâmina da verdade
E fui luz, iluminado
da razão que me cega
a toda subjetividade nega
as meias verdades
E fui, refeito, em leito de transmutações
eu hoje sou nem sei,
se sei, até quando seria
deixar de esperar pelo dia
por minhas revoluções
André Café
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Cosmogonia do Limbo II: Chegando ao início
Pode ser que voo, pode ser que rama, pode ser que ame
o turbilhão escancarado que pede mais e mais incertezas
querendo pouco a pouco ancorá-lo na mesmice do café da manhã
Salte deste espaço e invada a realidade desejada!
Já se ouvem os cheiros de manhã ensolarada em verde e lilás
já se sentem os cantos de pássaros astrais, já se sente e se quer mais
a revoada sincronizada do louva-a-deus grená surge como boas vindas
Corra!!! Corra o mais rápido que sua consciência possa obliterar!!
É Zion que se manifesta, para festa de nossos corações
André Café
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Rios secos suspensos no mundo do Ar VII
Conta o conto deste mundo
nada além do bem sem mal
era um tempo assim profundo
muito mais que o absurdo
de qualquer sonho banal
Plantas multicoloridas
vidas pra onde quer que eu vá
ares, flores aquecidas
fontes bem abastecidas
de essência de xixá
Pássaro de quatro asas
louva-a-Deus de proteção
peixe vive fora d'água
cada bicho tem sua casa
com mureta e portão
Estas fontes sem textura
são suspensos rios secos
no mundo do ar, criatura
que gera tudo em ternura
das psicodelias achadas em becos
André Café
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Deixa eu sentir o sabor do mercúrio 2
Não! Não! Não é absurdo!
É o nulo profundo caminho possível
em desacordo ao festival freak
um pouquinho de relento, por favor
há muito que me expus as ondas de nadismo
para tantos, o plano perfeito
Paramecium coadjuvado
Lanço-me no fato inexpressivo e irreal
ante o verão e a pá de cal
manifesta teu voo inseto desfibrilador
grenaliza o cinza que já foi sangue
E tange o tetrapak telúrio
para que eu posso sorrir do destino
para o destino ser impróprio
para eu sentir o sabor do mercúrio
André Café
terça-feira, 24 de julho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Cosmogonia de Zion I
Entrava secreto na tua floresta, com passos descalços querer desvendar
sobressalto, nem possa perder as fronteiras, anéis e barreiras, Saturno à porta
O que importa agora? Se meu corpo está flutuando ao teu sabor!
Não é torpor, nem solitude rude,
sinto o fulgor sereno e sorrateiro, brisando no meu ser
enquanto me movo para algo ou algo se move para mim
é chuva estrelar me acompanhando, o rabo do cometa corneta-me flores de oiti
em mim, o que passa um século de ida são segundos saborosos
agora a floresta parece me abraçar num convite
Atravessado palpite, atravessado universo paralelo
pois já côncavo convexo, um pleno reflexo
para além de qualquer espelho, especular, espetacular, estelar, estrelar
de uma galáxia tão distante, mas tão próxima de mim, de ti e todos nós ...
É Zion que se manifesta! Com sombras de raízes encravadas no busto inerme da solitude!
escolhendo flores no leito das corredeiras que turbilhonavam e revoluteiam conspirações de laços feitos em tons de anil!
Num pulo, o olhar se fecha
no abrir de sensações, já estou, já sou, já nidifiquei
sou sublimada nuvem, no cume do sopé, no alto beira mar
Quiçá não seja sonho, não é, de pé
vista boa, boa, sauve, samoa
vinto até mim, serafim ou início?
muitas vibes relegadas cá estão. Vamos irmão?
Na praia neônica, sigo a dança
o Duque de Copas no caminho de Epizêuxis Semântica, romântica ebriedade
me leva ...
começando
começado
Zion
Alderon Marques, André Café, Duque de Copas no caminho de Epizêuxis Semântica e Jorge André
terça-feira, 5 de junho de 2012
Cosmogonia do Limbo - Louva-a-deus grená
Suscetível; qualquer casulo que se encerra a dúvida
pode ser que sim ou pode ser que vôo
nas canções regradas do dia a dia
a presença do engasgo da fuga é saltitante
Então cante destoado!
Na marcha que segue a ordem que segue a marcha
uma pirueta e um sorriso, acende o guizo do controle
Corra!!! Corra o mais rápido que sua consciência possa obliterar!!
O mergulho pra cima! Cerdas que roçam na pele são o 'acorda '
no teu retorno natural
desfazem-se o cinza e o metano
o sabor do mercúrio à vontade
e o vislumbre do limbo, alçado pelo Louva-a-deus grená ...
Sorva, o meio é quintessência
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Cosmogonia de Zion II – Zion renasce no Sol de cada manhã
A névoa, a bruma, o sol que dissipa
É manhã em Zion, luz nas torres de plástico,
Artifício de viscondes e baronesas para esconder
O segredo da vida eterna, elixir de gotas divinas.
Descansam em folhas mitológicas os duendes,
Despertos para outra jornada, carregam-se de frutos,
Esperam a carona dos ventos incontroláveis,
Não sabem ao certo seguir os rumos.
Passeio de vista panorâmica, atormentada,
Olhos que se entreabrem nas curvas fechadas da travessia,
Perdem a visão sobressaltada da avenida,
Campos e bosques que somem nos morros.
Somem de mim também toda e qualquer preocupação
sinto o chão quase como algodão, sinto o ar quase como o convite pra sentir
e consagrar tudo em minha volta
Ao longe e a todo momento, eu vejo vários tipos de seres
Das mais tenras fadinhas bailando em anacronia
ao imponente louva-a-deus grená que passeia sobre minha cabeça
o Sol parece iluminar cada um na medida do que se quer
e como uma purificação, sorve cada cansaço da minha essência
os pés em terra, mas como se alcançassem o céu
André Café, Duque de Copas no caminho de Epizêuxis Semântica e Jorge André
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Antes do limbo, Louva-a-deus grená
![]() |
| Modliszki -louva-deus em polaco-, por Jarosław Kukowski |
Vai! Voa logo no logus incandescente!
não sinta o rabo do cometa escapar pelo ladrão
é só até são joão se espalhar no foguete
num tique controlado de manias mil
um zil de cores recorta o jardim
assim, é o fim do portão
para além do inatingível
não basta flutuar e ecoar nos cantos recalcados a sua fala salgada petrificada
se tu te fez vento, a moralidade deságua em vácuo
se tu te fez lombra, tem coca-cola de resignação
Então vai! Voa logo!
o último Louva-a-deus grená já partirá
em sua eterna prece pelo desafeto à normalidade
invade, ao galope subversivo
o vôo é longo, é desafio, logo ali no limbo
defronte o lado da outra face oposta de lá da poesia concreta
discreta e destemperada
a nuvem dos insetos gigantes, garante sobretudo
o absurdo da liberdade, conectado ao sabor do infinito analítico, crítico, mas com sobras de suscetibilidade
André Café
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Deixa eu sentir o sabor o mercúrio
Deixa eu sentir o sabor o mercúrio
antes que a propaganda acabe
e desabe um mar de convicções contraditórias
antes do último suspiro do tapa bem dado
deixa eu fugir pela hora da morte da chaminé
Entre um corujão e outro da frei
um mundo inteiro de sensações desfibriladoras
é só um segundo de sol à meia noite
para sugarmos centelhas de oxigênio
Aguardando o anti-herói em seu Louva-a-deus grená
cabeças continuarão rolando em ladeiras retornáveis
Que desastre! Traz mais pipoca!
Coloca em HD, dá pra ouvir o sangue escorrer!
Catchup alimentando as belas tardes do mainstream
Assim, passa o vento entre os recortes da tez
para que ao menos uma vez
eu sinta o mercúrio
ao invés da pompa de carbono puro
André Café
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