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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



A noite cai em desalinho
estamos todos tão sozinhos
e essa falta de caminhos?
Observo o tempo, vivendo no ontem
todos os dias são iguais
repletos de desesperança
tristeza, saudades... de quê?

Eis que o sol nasce...
...mais do mesmo...

Zé Orlando

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

E agora Joseph?


a festa acabou
o cigarro apagou
e a pinga faltou

e agora Joseph?

você gastou seu dinheiro com mais dois conhaques
e agora não tem mais nenhum puto no bolso pra pagar o moto-táxi


E agora Joseph?
E agora?


é a vida.




(Mário lacccorrosssivvvvo)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010



Ele morreu dormindo
sem dores
ele morreu sonhando
sem sentir correspondencia
em seus amores

(Zé Orlando)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CRÔNICA - DIA COMUM


4:30h da madrugada. Ainda dormindo, ouço o abrir dos portões. Sussurros. Indivíduos em marcha lenta, a passos curtos, quase sonâmbulos vêm me acordar, o dia de trabalho começa cedo, e mesmo sem o desjejum, vou à luta, à minha batalha diária.
Tenho pressa, o dia pede por isso, mesmo em suas primeiras horas, toda a carga tem data, local e horário para chegar, nada de atrasos, atrasos não serão permitidos, nunca são. Mesmo com todos aqueles na minha frente, logo com ao amanhecer, com seus andares amarrados quase parando e não respeitando-se.
Depois das 9:00h as coisas tornam-se mais tranqüilas, não aparecem tantos daqueles que atrapalham nossa passagem, devem todos estar mais ocupados com outras coisas, há tempo para uma ‘boquinha’, as cargas não têm tanta pressa, parecem mais contemplativas, sem tantas perspectivas.
Meio dia, sol de rachar. Gritos, xingamentos, o calor cozeu tudo aquilo com conhecíamos como calma, tranqüilidade e paciência. A carga vem suja, feia, se viva fosse, diria que está mal-humorada, quase zangada, mal-amada. Mas que bobagem! Todos sabem que a carga não tem vida. A tarde segue, o sol sobre nossas cabeças continua incessante até ser substituído pela imponente lua prateada, quando a carga misteriosamente aumenta, até tornar-se inviável seu transporte.
Noite. A noite é tranqüila, a temperatura ameniza, podemos até mesmo, sentir uma brisa mais fresca, principalmente nas margens dos rios. Assim a noite continua, até a hora de dormir, para que no próximo dia possamos fazer tudo de novo.
Meia noite. Quase dormindo. Há?! Desculpem minha deselegância, nem apresentei-me, eu sou o... Ônibus.

(Zé Orlando Jr)