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quarta-feira, 17 de outubro de 2012


A noite brilha como um sol numa noite de lua cheia
Eu adormeci sob o manto do espetáculo
Eu acordei com as cordas do teu violão
Você cantava melodias lindas para embalar meu sono profundo
Bebia alegrias e mergulhava em amores e dasamores
As águas do rio se encontravam com o mar
O sol se encontrava com a lua
O beijo vinha de um longo vento fresco que passava sobre meu rosto
O teu toque vinha no doce sabor da areia da bela praia de águas doce
O seu calor vinha de um abraço cheio de magia que me consumia
Desapareço nos meus pensamentos
Numa estrada de ilusões prosigo sem medo
Não tenho medo do mar revoltado
Não tenho medo do sol
A lua não me assusta
Eu sei que estou no meio de um sonho sem fim com o fim em ti
As vezes penso no que seria do mar sem meus pensamentos
As vezes penso em chegar em ti
O meu silêncio me tortura, me machuca e continuo aqui a espera do encontro dos rios
Acordo hoje e vejo que esse sonho não acabou
Os teus braços estão cada vez mais perto de tocar os meus
Os teus olhos estão cada vez mais próximos de chegar aos meus
Teu choro chega e meu coração quebra e volta
Volta pra um passado distante
Eu quero entender esse sentimento
Talvez seja um encontro de dois rios que nunca encontraram a liberdade do mar
Dois rios que querem ser doces para sempre, ao sabor desse amor do vento... 

(Jocilene Gomes)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012



Quando apaga a noite revejo minhas coisas
Vejo a noite passando e me torno e danço e danço ...
Acordo no meio de um sonho perdido e vejo um caminho sem fim
Muitas vezes choro e te vejo caminhar longe de mim

A ilhas despontam no mar como pequenas rochas
O vento sopra forte nesse mundo de água
O mar meu pequeno poço de água dentro dos meus olhos
A quem pertences??

Danço esse bale e me perco no tempo
O tempo sempre dança do meu lado e não o vejo passar
Me jogo nos teus braços e me levanto em vôos altos
Me pegas e me abraças e continuamos dançando

O pequeno bale não para e me levas para o céu
As suas mãos percorrem meu corpo todo e flutuo num palco iluminado
Não sei de quem se trata, es tu lua?
Talvez nem sejas, não passas de uma sombra perdida no meio do deserto
Véus cobertos de flores te cobrem como limos e tenho dito, me leva para as plantas

Quem não sabe de plantas não sabe de flores do mar
Ainda ontem me levaste para aquele salão e me carregaste na luz do teu olhar
Meu desejo aumentou ao sentir teu corpo e seu calor
Tuas mãos macias tocavam meu cabelo e te sentia
Aquela dança no meio do nada não acabou
A areia queimava meus pés e via seus olhos segurarem minha mao
Aos teus pés corro em direção a ti ohh minha dança ...

Jocilene Gomes

terça-feira, 25 de setembro de 2012



As noites são brancas e me vejo flutuando
A casa parece tremula
Ouço o barulho das luzes do teto e aprecio o silencio
Penso, penso e caminho pela sala
Perco-me nos meus livros novos
Viajo no teu cheiro e minha voz de poeta começa a te chamar
Corro para a janela e vejo esse mundo colorido
O dia dessa noite parece não ter fim
Sinto passos me perseguindo e o movimento de suas mãos
As pequenas velas acesas se apagão
Meu cabelo se move num sussurro do vento sobre meu rosto
Visto-me de preto e corre sobre a areia deserta
Deito-me no mar e as ondas me cobrem e me vejo saindo aos prantos ao longe
Penso em fugir pra longe e ficar no teu ombro e não consigo
A linha reta parece distante e se perde ao longe no horizonte
No horizonte essa saudade me leva para outros mundos
Mundo cheio de luz, essa luz que me incendeia
A quem ache que penso em tocar o mar que percorre meu corpo
Penso em tuas mãos a todo o momento percorrendo meu vestido
A quem a lua levou para o horizonte e não o trouxe deixei ir pra longe...

Jocilene Gomes

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Prelúdio




Quando o descobridor chegou à primeira ilha
nem homens nus
nem mulheres nuas
espreitando
inocentes e medrosos
detrás da vegetação.

Nem setas venenosas vindas do ar
nem gritos de alarme e de guerra
ecoando pelos montes.

Havia somente
as aves de rapina
de garras afiadas
as aves marítimas
de vôo largo
as aves canoras
assobiando inéditas melodias.

E a vegetação
cujas sementes vieram presas
nas asas dos pássaros
ao serem arrastados para cá
pelas fúrias dos temporais.

Quando o descobridor chegou
e saltou da proa do escaler varado na praia
enterrando
o pé direito na areia molhada

e se persignou
receoso ainda e surpreso
pensa n´El-Rei
nessa hora então
nessa hora inicial
começou a cumprir-se
este destino ainda de todos nós.

Jorge Barbosa