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segunda-feira, 2 de junho de 2014
Foi lembrança
Me disse sem som
que os dias podem ser apenas tudo;
No traço da rotina, dum jogo de vidas,
que se deslocam e se desamam sem motivos;
um sibilo me trouxe para o sentir de novo o chão úmido,
o vento trôpego que me fez perder o cansaço;
um silvo breve, mais leve que a memória,
que me mergulhou saudade!
Flor que chamou, pela sinestesia, o perfume
arranhando-me prum acordar de riso quente
Foi-se o tempo, mesmo sem medida.
revoando-se nos seres vivos,
cores, e assim, um punhado de sentimentos únicos,
no papel, minha mão recobra o traço
dum abraço que conta história
desse laço de amizade
Me veio o tom
de todas as flores do mundo
que venha, ajeite ou desarrume
e que toda vida, se faça presente
André Café
sábado, 12 de janeiro de 2013
Revoluções
O frenesi em girândolas de sonho
rodopio, em cálidos caleidoscópios
a imagem mirada, em miragem de mosaicos
é o som e o cheiro do brincar, do sentir, do girar
está em mim apenas em memória,
uma lembrança doce e de sorriso sutil, mas que encerra
em eterno movimento, disforme, mas equilibrado
pras bandas de cá, apenas recados em olores
que me toma aquilo dos sabores e surrealidades
mas que assim seja, que seja assim, carmim
me sussurra o tempo que o que é importante
é este movimento fluido, tênue e arrebatador
gire, dance, flutue, harmonize e seja
André Café
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Sabores e surrealidades
Deixei sussurrar entre os dedos do pé um pouco da água,
tirando um tiquinho dos grãos da tua terra
e por lá fui e voltei e refiz e de novo o traçado.
nesse movimento, o riso em praça
por histórias de amor, sonho ou mesmo alegria
no fim do dia, o peito feliz que ria só
mas desatado nó para encontro
o contento foi voz, mas vontade pululante de abraço;
e do riso calmo, mas 'tombador'
mistura calor da saudade,
'se vê' o cheiro da flor
e por lá irei, voltarei; refazendo o pisado
e num instante ao teu lado:
poesias, cores, sabores e surrealidades
André Café
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Parcelas suspensas no mundo do ar: Impura arte
Relicário. Tantos caleidoscópios;
infinitos olhares e lugares, numa rama de Crisântemo.
Suspira, amor desencontrado.
No ápice sonhado, o riso escondido na distância,
sempre aparece claro e altivo; vivo
defenestrador; provocante e comedido;
o instante e o todo; plano suave de perdição
Mas sim! Perder-se é a pedida! De vista, de espaço, de tempo;
Vãs entidades que param,
que cessam por um só momento de estar,
de sentir, de vivenciar a flor.
E eu com minha filosofia incompreendida,
fixa num cacho de desejo e de vontade,
a filosofar em mesa de bar ou na rua de casa
os tantos significados de invadir
Não fora o tempo e o espaço, tampouco os próprios sentidos.
foi invasão desmedida na essência
foi quimera suturada ao pé do ouvido
é o descaminho encontrando rota:
o temor do inverso,
no universo que me teme,
aprontando em toda parte
a vontade de ter:
você, impura arte.
André Café
Apenas uma flor
Começando desde já o inventar:
para voar, surgir, planar, teleportar.
não me falta o desalinho, das palavras que não busco
você semeia, irradia, aduba e cuida desses versos que virão; culpa tua.
poemas a ti, sobre o dia, sobre cores e carinhos, sobre cheiro de café;
tudo me provoca sede de sua presença.
apenas uma flor ... apenas uma flor
retirada do meu jardim; me esvazia, me consome
Apenas uma flor que ressignifica olores e pensares
um simples arranjo de sépalas e pétalas que fazem todo o sentido
que brinca com os sentidos, se faz importante, explode e acalma.
tingido de tua saudade;
atingido, por tua leveza;
certeza? nenhuma
sou lume, frente tua imagem
no rito de passagem
sou terra e sou colhedor
conspira-me o sabor
no ardor de tua silhueta em flor
André Café
segunda-feira, 18 de junho de 2012
A cor somos nós
O longe inspira, às vezes
e no desejo de se alcançar o absurdo
tornei-me mudo por um tempo
para juntar e misturar cores, para correr atrás de todos, e não quaisquer, mas os melhores tons:
anil, verde, lilás
com preocupação milimétrica para não ser fulgaz em minhas intencionalidades
a aquarela perfeita dançando sobre minha mente,
minha mente bailando sobre a tela,
a tela num súbito desejo de ser tocada em tinta e carne ...
o suave, o inesperado, o recorte, a imagem
sem incerteza no espelho futuro
tu, em viva poesia e canção
murmuro pela beleza um tanto algoz
que desfaz o meu ser em alegria
mostrando que a cor somos nós
André Café
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Faz de conta
É só faz de conta:
no mundo dos sonhos e pés no chão
o riso desarma as solitudes
atos simples, gestos suaves, impactos de ordem desmedida
e não diga nada, apenas deixe a dança fluir
e flui, como se não houvesse sentido o espaço de repouso, sem movimento
entre dança e sorriso, a palhacinha salta, flutuando em pensamentos felizes
que horas explodem em multicores
mas em preto e branco, marca como suspiro de saudade
o riso, a dança e o sentido, embalando o fim de tarde
André Café
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Hortência
Tu
me chamas em som
achado neste desconhecido
libido acesa por tu na mesa
não seja tão recatada
a ideia encontrada de sua liberdade
dona de si e em si fazer pirraça
o olho gatilho no ninho distante
só o instante de te ver e sorrir
e curtir e gargalhar
cantar sem melodia
e a magia contínua
insiste em me dizer
mulher linda ...
em voz, gesto e leveza
não seja assim
sim libertária
e num boom de transformação
ação e ser, toda explodida em prazer
goze, enquanto o instante existe
André Café
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