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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

NO MAR, NA TERRA, NO CÉU




VI THOR NO CÉU?

NÃO, VICTOR NA TERRA

HOJE, JAZ NA TERRA

QUIÇÁ NO CÉU...


“PÓ-SEI-DOM” NO MAR?

TÁ MAR... TARTARUGAS

O MAR TÁ PRÁ PEIXE?

ONDA SEGUE, DEIXE                                                    


MAR MEU, MAR SEU

MAR E CÉU

MAR CHEL

MAR-TA ALI

CA (MUITA) FÉ! 



USUÁRIOS DA ÂNCORA

VI O NAVIO

NAVIROU A PROA

TODOS NUMA BOA

AMANTE, AVANTE, DISTANTE

VI A MIM E A VOCÊ


VI T(H)OR

MAR CHEL

NO MAR, NA TERRA, NO CÉU

VICTOR MARCHEL

ANCORAMOS-NOS

POR UM TEMPO

E NEM POETAMOS


MAS O NAVIO PRECISA

NO(R)MAL-IÇAR, DESLIZA

CONTINUA SEU CURSO

ECOANDO O DISCURSO

NO MAR, NA TERRA, NO CÉU!


ALDERON MARQUES

DIA 14/02/2013

HOMENAGEM AO SÓCIO-POETA FUNDADOR VICTOR MARCHEL

PELOS SEUS DOIS ANOS DE ETERNIDADE

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Teresini-me de saudade


Teresini-me
Teresini-me com tua chuva
que ensina o mormaço a crescer
Teresini-me com as tuas curvas
o desígnio da natureza se fez
Teresini-me com cantos e a noite
Teresini-me sendo menina sem sina
Teresini-me em conjunto, me faz movimentar
Teresini-me, na esquina ou beira rio
me faz suplantar o real
Teresini-me em luta, em permuta, em colisão
Teresini-me em sexo, me anexo, desanexado em convexo
Teresini-me em lilás, amarelo e azul
ao som do Parnaíba, vem Teresina
com seus tons e risos, barulhos e estremecidos
Teresini-me na espuma, no sumo da boêmia
Teresini-me desde o início até amanhecer
Teresini-me nessa saudade que não passa
Teresini-me em poesia
me faça e refaça em instabilidade
me complete, me fragmente, me extempore
me faço sentir: ciranda; me faça taça de vinho
me faça Teresina
Teresini-me

André Café, ao ler Teresini-me de Victor Marchel

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Entre mãos e linhas



Essas linhas me acomodam
Eu quase as não percebo
Entrelaçar-se pelo meu pescoço,
prendem meus braços,
atam minha boca
Ao meu redor mais iguais
O teatro, no palco está cheio de personagens
No mesmo teatro poucos espectadores;
E assim se segue um teatro de marionetas, chamado BRASIL!

(Victor Marchel)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Futilidades


Esquerda direita marche
esquerda se abaixe
não deixe de certificar-se
esquerda esculache
marchando em uma mesma direção
andando por um caminho já percorrido
comportando-se como os demais
atitude esperada, jamais
exércitos de falsos moralistas
comandados por imorais
um batalhão de mentiras
em um vazio de verdades
- povo não se exalte.
- povo relaxe.
- deixe isso pra lá
- não tem como que se importar
- do que estamos falando mesmo?

(Victor Marchel)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Em ?????????


A humanidade correlacionada com a equação global
do movimento respiratório cardiovascular das rãs, aguarda a sinestesia
do movimento de levar uma barra de chocolate até a boca, supondo a
IDEIA de que o Brasil corre o risco de não ser campeão mundial de peteca,
devido o Sol estar numa posição perpendicular a da Lua.
Você se pergunta o que diabo esse cara escreveu? não tem nada a ver com nada
Um monte de besteira reunida sem fundamento e sem sentido
Eu vos digo caro leitor, simplesmente falei da VIDA DE TODOS NÓS
que ao menor problema passa a ser descartável e passageira
Você quer procurar sentido em um texto como este?
Mas o que importa se a sua vida não tem? O que importa
se a sociedade é banal e descartável? Tem sentido viver dessa forma?
Nessa corrupção, nesse mar de sujeira e cinismo, nessa massa passando fome e morrendo.
Por isso eu digo este texto faz total sentido
Não acha leitor?

(Victor Marchel)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Falsa realidade


O espelho embaçado mostra uma imagem desfocada
a mão ao tocá-lo, expõe a realidade
o rosto maquiado esconde as imperfeições
em contato com a água se revela
a ignorância evita transformações
extinta, provoca transformações
ídolos, heróis, exemplos de vida
desmascarados, droga de vida!
o sorriso no rosto transparece felicidade
onde esconde uma verdadeira negatividade
joga-se um pano escuro na realidade
para você viver na luz ilusória da sua real escuridão

(Victor Marchel)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Merda!


Pouca cueca pra muito dinheiro
O que tá na mala transforma o país num puteiro
o desprezo se torna desespero
aula de picaretagem pra quem quiser aprender
risos? ironias? palhaçadas? pastelão? isso não deixa de haver
pouco dinheiro pra tanta vontade de tê-lo
e o povo com esse nariz vermelho cada vez mais difícil de ser removido

(Victor Marchel)

Seus valores


Não seja um lixo de ideias
um depósito de palavras alheias
não seja um escrito dos outros
questione o que lhe é passado
não aceite tudo o que lhe é dado
filtre o que absorve
ouça o que lhe é transmitido
reflita para que não seja manipulado
se assim você deseja
não reina nenhuma verdade absoluta
cada um tem sua verdade
repense seus valores

(Victor Marchel)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Heróis



Não devemos tirar o habitual como se fosse natural.
Precisamos entender que o estar perto
não significa dizer que deve estar cristalizado
Então como todas essas opressões e valores são construídos socialmente?
Podemos nós mesmos sermos sujeitos transformadores dessa história.


Podemos esperar por heróis? Sejamos nós mesmos os heróis dessa história


O que precisamos fazer é unir nossos corpos, corações, braços e mentes
e superar o que é posto como natural.
E não somos indiferentes.
Porque indiferença é apatia, é covardia.


(Victor Marchel)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Menina Impossível




Sinto a presença da falta
Só voltar meu pensar em ti
Recordo teu olhar, que acalma
Tuas mãos que me procuram
Menina que se move, como uma centelha
Que aos poucos ganha forma e potência
Em doses desregradas, saborosas
De samba, amizade e militância
Me diz: – Bobo
Se diz: - Estressada
Digo: - que foi?
Diz: - nadinha
O tempo brinca de se apressar
Brinca de se atrasar, quando bem quer
Caçoando de mim,
Pra saber se a saudade aparece
Mal sabe o tempo
Que quando tu partes
Deixa comigo a nostalgia
Saudades, vícios, vontades
Certo das incertezas
Certo da tua beleza
Certeza do acaso
Certeza do incerto
Certo do abraço
Certeiro do beijo
Certo do silêncio
Do breve silêncio
Certo do encanto
Certo do riso
Certo das muriçocas
Certo que a saudade vem...

(Victor Marchel)

sábado, 29 de janeiro de 2011

TERESINI - ME




Teresini-me com teu calor
Teresini-me com tuas arvores
Teresini-me com seu concreto
Teresini-me com sua beleza
Teresini-me com sua pobreza
Teresini-me contigo
Teresini-me ao maximo
Teresini-me com tua opressões
Teresini-me com tua razão
Sua racionalização
Teresine-me com sua burguesia perfumada
Teresine-me com seu progresso?
Sem nexo, permaneço
Anexado
Estagnado
Me mantenha tão perto, para que assim eu esteja mais distante
Descontextualizado
Ali é nada
Teresine-me
Me construa
Me faça quem sou
Bom ou ruim
Me forje
Teresine-me

(Victor Marchel)


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MUITO PRAZER




Quero te incomodar, inquietar,
não te deixar confortável, bonitinho,
vou te angustiar, desorientar,
ver que a beleza após o diploma não é tão colorida assim.
Vou dar afeto, não só carinho,
vou afetar, atingir, fazer sentir.
Transformo, ressignifico, atormento,
desassossego, preocupo, aborreço,
azucrino, aflijo, te retiro da inércia,
da comodidade, do aconchego da tua calmaria,
da docilidade do dia-a-dia.
Toco em você, desperto encanto, encanto o despertar,
sensibilizo, te dou encontros, vivências, flores e lutas.
- Muito prazer, me chamo movimento

(Victor Marchel)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PRA ONDE VÃO OS NINGUÉNS?




Cálido desejo de versar,
Sobre angustia,prazer, algo qualquer pra se dizer.
Tangido pra outro lugar
Amordaçado.

Açoitado de volta a caminho de casa,
Morada do silêncio
Lá
Somente ali
Nenhum outro lugar ele pode ser, quem realmente é
Quem realmente é, para os outros.
Lugar apropriado pra existir
Existir na inexistência

Ser de mundo nenhum
De mundo algum

A razão se apropriou,
De suas palavras e gestos
Verdadeiros? Espontâneos? Loucos?
Sim!
Loucos

Deveriam ser gestos, exatos, válidos, corretos, apropriados?
Assim que me querem
Só resta boicotar o pensar burocrático, excludente
Não penso, logo Inexisto...

Apenas no seu pensar

(Victor Marchel)