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sábado, 20 de abril de 2013

Emanação de amor (Hannah II)


Que me permita o tempo, os contraditos
que se permitam os mitos em beber de realidade
salve salve amigo meu, que em palavras preditas
contemplou-me por completo

Que me falem os amargos ou azedumes da vida
cá pra nós, tiveram seu sabor em poucas partes
que me falem os que descreditam nesta viagem
e com os pés fincados no coelho, vivem disparates

Que me falem a direção certa, mas talvez meu norte seja o sul
ou o sul seja centro, ou firmamento seja apenas um sorriso
e se fosse só sobre esse riso, seriam tantos outras eras
pra mensurar as explosões sensoriais que me tomam o juízo

Sim, é teu riso, aquele que me emociona a rir com suavidade
sim, é teu cheiro em mim, que quando tu partes me invade as paredes
sim, é tua calma; permissão equidistante de tudo, em mudo som alto
sim, é tua maresia; sem mar por estas bandas, o teu ser é que oceana

Tu, entre tantas outras questões que se fazem
mas que para meu poema imperfeito
que nunca abarcará o que há em meu peito
inicio apenas com isso, que já é apenas tudo

Vira-me do absurdo, absurda-me o mundo
daquilo que ardia sedento, você me oceana
pureza inimaginável em natureza humana
minha pequena perfeição não é sonho
se faz e se refaz em ti
minha pequena Hannah

André Café