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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Contemplo tua presença, Senhor



Raios solares refletem nas folhagens

Abarcados pela leve carícia do vento

O cantar dos pássaros são sinfônicos

Que elevam com veemência as sensações de liberdade

Que se consolidam ao abrir meus braços

para sentir a presença do Criador.

Seria leviano ignorá-lo, esquecendo-se de suas obras,

Da natureza calma e tranqüila

Do som das águas das cachoeiras

Que vão tecendo seus destino causando admiração

Queria ficar mais um pouco aqui

Contemplando estas árvores, cujos galhos imploram

Para serem realçados e enxergarem a Deus, o Criador.

Não quero ir embora e deixar este beleza natural

Vista por meus olhos criados por ele

Na plenitude de sua vontade de sermos felizes

Em profunda harmonia com a Natureza

Eu consigo sentir o toque das  mãos de Deus

Quando uma leve brisa sopra em direção a mim

Eu consigo, sobretudo, prever que ninguém

Será mais feliz do que eu

Porque a felicidade resume-se na intensa

Contemplação das obras divinas.


José Neto Formiga

Delírios



Fogem de mim a inspiração para escrever.

Por quê?

O que eu deveria fazer para que a essência poética

inundasse meu peito, transbordando-o de sonhos,

fantasias, e desejos incessantes de expressar

tamanha ciranda de alegria através das palavras?

Não, não sei.

Será que a fonte secou?

Será que não mais escreverei versos?

Será que não mais ouvirei o que diz meu coração?

Será que estou ficando louco?

Será que já sou louco?

Resta-me a morte.

Não mais terei forças para viver.

As palavras são minhas artérias.

Se me faltam, morrerei.


José Neto Formiga

Infelicidade



Vivo a felicidade alheia,
Escondido por trás da face risonha que exala a alegria de vida.
Eu estou lá, em trajes desumanos, desprovidos de risos e alegria
Eu estou lá, mergulhado na melancolia, mas bebendo na mesma fonte de alegria
Vivo intensamente cada momento,
Como se ele não fosse durar, mas vai durar,
Porque quem tem a alegria de vida em seu rosto, tem mais vida.
E vida, e eu não tenho.

José Neto Formiga