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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Para sempre Fernanda Costa


Tem daquelas noites que o universo tá impossível
um sem número de estrelas cadentes rasgando o breu
dando lugar pra um cenário de lindeza sem fim

Noite boa, noite única, noite que gira;
num misturado de beleza
com riscos, pelos gritos da natureza
um espetáculo raro, com leveza e fúria

Daí que a vida tem desses casos;
em que estas raras "coisas"
na verdade são pessoas.
talvez assim como as estrelas
apareçam aqui e acolá

Mas elas chegam, voando, correndo
e transformam estes momentos
num espetáculo explodido de coisas boas
uma mistura inexata de sentimentos

Das chuvas de meteoros particular
das quais me orgulho por viver e sentir
ela que é aquarela e vermelho
que tem força e preza o viver,
que abraça o mundo e o medo
é das mais belas que posso conhecer.

Já te chamei de bruta flor
já vi do teu riso ao pranto
já vi tanto, que hoje é tão bom
tudo o que circunda sua vida
como esse A bem forte que emana da gente
ou um Alexandre que tanto te (nos) faz bem

No caminho de desconstruir
me orgulho também de poder estar lado a lado;
esse pouco a pouco é destino,
que a gente se joga para nossos sonhos
e vive, sobretudo para vencer
tudo aquilo que faz a gente esquecer
que a coletividade é nossa construção

Com fé, ferro e fogo
eu rogo por tempos serenos
por permissão e inquietude;
amor eu nem peço tanto ou mais
tu estrela única, já transborda pelo mundo
esse sentimento profundo
sigamos em voo ou em canção
para sentir, vivenciar e existir
com saúde, amor e anarquia

André Café








sexta-feira, 21 de março de 2014

Red, coffe and hug


Nesses dias que turvam caminhos,
aparentemente nadas eternos
o  despertar das rotinas
me seguem calados e mornos

Uma outra vida que espera
sem conexões alinhadas
ao contrário de sua fúria
silenciosa descansada

O fulgor vermelho do laço
entre o espaço do esboço
entre o espasmo do asfalto
e o inegável abraço

Tem dias que merecem acasos
daqueles sem coincidências
naquilo que mais se foge ou menos se espera
é lá que adormece a fera
dos corres de sobrevivência

André Café

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A




Teu olhar desnuda minh´alma
Tua calma interrompe meu caos
Tuas mãos aquecem meus breus

Teus sonhos parecem os meus

Tua pele fala alto
em mim.

Fernanda Costa


Depois de tanto tempo...
Voltei a andar de mãos dadas.

Depois de tanto gelo...
Voltei a sentir asas.



Fernanda Costa

quinta-feira, 11 de julho de 2013

sobre poesias inquietas



Eu vou inundar de poesia o caos 
e encher de utopia os vãos

Vou beber líquidos subversivos
e vomitar letras coloridas

Vou pintar luzes no teu céu escuro
e colorir as ruas e muros

Só vou me aquietar quando até a lua cantar rimas!

Fernanda Costa

domingo, 30 de junho de 2013

Papel, caneta, livros
Quantas coisas foram feitas pra fugir?

Tv, computador, cama
Quantas coisas foram feitas pra confundir?

Sorrisos, abraços, beijos
Quantas coisas foram feitas pra iludir?

Sobre ser de verdade:
como é que se finge?
Naquela flor faltam pétalas
e sua cor parece manchada

Naquela cadeira faltam pernas
parece feia, suja, quebrada

Aquela letra parece dor
fala de amores, sal e lágrimas

E todas as coisas tortas, quebradas, manchadas
eram também um pouco dela.

Jogadas, maltratadas, renegadas,
ávidas por um pouco de afeto!


condicional

Ah se você soubesse o quanto que eu sou triste
e como todas essas coisas me afetam tanto!

Ah se você soubesse como sou sensível
e como é cheio de pesar o meu pranto!

Ah se você me olhasse e me enxergasse grande
e como dói ser assim tão só...

Ah se alguém soubesse...
Ah se alguém olhasse...
Ah se alguém me amasse...

Eu seria melhor.





quarta-feira, 19 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013





O que realmente merece uma chance? 
Quem merece uma segunda chance?
E uma terceira, quarta... Até quando?

Até quando o amor for maior que a dor.


(Fernanda Costa)

quarta-feira, 17 de abril de 2013



A gente beija o indizível,
cola os lábios no improvável,
mostra afeto entre línguas e
saliva discursos inteiros em outros céus.

Fernanda Costa

quinta-feira, 21 de março de 2013


E eu que nem queria teu vinho
fico feliz quando quebro o cálice.

Por fora choro pela perda,
por dentro, rio pela liberdade.

Fernanda Costa

segunda-feira, 11 de março de 2013

Horizontes coloridos



Eu que sou tão transparente
da razão passo rente

à ordem e à normalidade
sou indiferente

Ao caos e à desrazão me curvo
mais me interessam horizontes coloridos
que teu cálice raso de sonhos turvos

Fernanda Costa

Sobre quem manda



Cadê meu agasalho,
meu guarda chuva, capacete?

Cadê minha galocha
minha capa, um amuleto?

O amor não te pega prevenida
não espera um banho quente
e a maquiagem no salão

Não espera a limpeza de pele
e a faxina no coração

O amor te pega nua
sem qualquer proteção

E te arrasa, escorraça
faz riso, festa e graça
da tua suposta ameaça
de tentar se esconder


Fernanda Costa

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013



Quando o sorriso invade a dança,
e o cheiro invade o corpo,
quando a brisa vira canto
e o teu passo, recaminhos.

Fernanda Costa

sábado, 1 de dezembro de 2012

Cidadão das estrelas








Andando na rua, num beco escuro
Pensando, sentindo, pintando nos muros
Me vi absorto, meio perplexo
Afinal o que somos? qual é o nexo?

Se tenho uma casa, me faço gente
Se moro com as estrelas, indigente
Se tenho identidade, sou Raimundo
Se respiro a garoa, sou do mundo

Por que cidadão só quem tem chão?
Por que só é gente quem é de escola?
Por que ser humano só se escrever?
Por que só estou certo se concordo com você?

Sou cidadão sem um nome
Sou cidadão sem um chão
Mas antes do nome
e antes do chão
Há um rosto
e por ter rosto
é que não me contento com restos
E é por ser cidadão as avessas
que luto e sonho
para além das arestas.


(Fernanda Costa)

Uma princesa com cheiro de chuva





Era uma princesa livre
Rainha dos próprios devaneios
Ria como se criança fosse
E voava altiva entre as borboletas

Queria ser grande, ser leve
Feito folha na brisa do mar
Queria explorar, ultraleves
as conchas, as pedras e o luar

As flores a acompanhavam
e o mundo com amor a movia
Não gostava de sangue nem de choro
e vivia tudo aquilo que sentia.


(Fernanda Costa)

Revolução das gavetas





Ela não entendia sobre o que tanto falavam
Por que engavetar piruetas?
Como catalogar arco íris?

Por que essa sala cinza
Se tudo que ela sabe fazer
é cantar, dançar, ser poesia?

Passarinho na gaiola não canta bonito
Peixe no aquário é todo perdido
Violão na caixa é muito esquisito

Quebrem as gaiolas!
joguem fora as gavetas!
A revolução é agora!
E o amor, lá fora, vive!


(Fernanda Costa)

Tempos espirais






Antes da carta chegar, me arrependi
Andes do carro ligar, já desliguei
Antes do livro abrir, abandonei
Antes do último gole, enjoei

Todo fim é extenso, complicado
E por isso prefiro os começos
Vou caminhando fazendo laços
E correndo na hora dos desatos

Como se pode pegar o que é céu?
Como quantificar o que flutua?
Como metrificar o que ressoa?
Como aprisionar o que liberta?

Prefiro tampas abertas
a levar os cascos
Prefiro abrir os pacotes
a jogar no lixo

Prefiro começar o abraço.
Prefiro start a finish.


(Fernanda Costa)

poeta






Em coração de poeta tudo é festa
É drama, teatro marginal
É ritmo de tango visceral
É tempestade que chega sem aval

É a arte no muro que espanta
É a letra que fala quando canta
É coração que hoje lamenta
E amanhã está em pleno carnaval

Não se espante se o vir
poeta trêmulo, malabarista
caminhando, madrugada por aí
Ar desleixado, pés descalços
e uma alma que não cabe, e s p a r r a m a.