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terça-feira, 21 de junho de 2016
Um dia faltou olhos, mas a mídia televisionava em Braille
Não se falta nada nas coisas cotidianas das mídias televisivas
É um belo cotidiano de formidáveis faltas
Falta sapatos, mas não é noticiado
Falta comida, mas isso não é problema
Falta emprego, mas não é anunciado
Falta água, mas isso não é importante
Falta roupas, mas nada disso importa
Falta medicamentos, e isso as vezes até é televisionado, dependendo do interesse da falta
Um dia, num belo cotidiano de coisas que faltam na humanidade simplesmente eclodiu das fontes televisivas
Faltava amor
E simplesmente um surto se alastrou vorazmente.
As televisões atônitas resolveram notificar sua falta
e a manchete do jornal das 9 foi a seguinte:
Pavel
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Uma conversa com o espelho
__ Você parou de escrever poesias?
__ Ando meio desanimado.
__ O que se passa?
__ As poesias não devem ser escritas por mim. Não sou digno dessas coisas.
__ Que é isso cara!
__ Poesias são bonitas nas mãos de intelectuais. Raros são os pobres que são reconhecidos. Ricos tem educação, livros, bons educadores. Eles tem estética, tem formação pra serem poetas, dirigentes, oradores, narradores. Poesia só é valorizada na boca de playboy. Eu queria mesmo era ter nascido artista plástico. Pelo menos fazia um graffiti onde os outros pobres se reconheceriam.
__ No mundo da poesia não existe amor, no mundo da poesia só existe sobrevivência.
Pavel Gorki, 2016
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Esperanças que ainda queimam
Em tempos onde a humanidade é refém de obrigações
onde a cobrança é o artigo definido do desgaste mental
sem dúvida alguma, me resta acreditar no futuro
Quando a esperança as vezes rasteja
e o espírito por mais revolucionário enfraquece
O coração de vários outros espíritos choram
Anunciam em lágrimas o medo de lutar e acreditar no futuro
Em tempos onde a cobiça é maestrina do caos
jovens debruçam-se em esconder seus choros
e um túmulo de esperanças se torna mausoléu
Então, em tempos sórdidos em que a humanidade devora a humanidade
aquele abraço bem forte de saudade
aquele beijo suave carregado de sentimento
ou até mesmo vários "te amo" enviados, digitados e ditos
são fogueiras de calor eterno de esperança
Por isso se te abraço
se te beijo
se digo por milhões de vezes que "te amo"
Pode ter certeza
que em nestes tempos em que a humanidade é refém de obrigações
as três ações mais puras que existem no coração que ainda tem um pouco de esperança
é sinal que mausoléu algum recairá sobre os ombros de um novo futuro
Pavel, 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Finjo
Finjo,
Finjo até não sentir dor
Entorno mais um gole da mais amarga cachaça
e choro pela dolorosa lacuna
Bebo vários goles
entalando-me de angústias
Tragando um porre de cigarro
Achando que minha murmúria vai passar
Finjo
Mas meu fingimento maior é fingir meus fingimentos
tão mal fingidos que um gole de cachaça desmascara-os pra humanidade
Pavel, 2014
Abraços livres
De vez ou outra me vem uma vontade de abraçar
Abraçar aqueles que em conflito vivem
Sentir o calor da humanidade
Absorver o calor dos sonhadores e dos bon vivant
Compartilhar os sonhos e inquietações dos revolucionários, dos revoltados, dos conspiradores
No bater dos ponteiros cresce a vontade de sorrir para os sintetistas
de afagar os bakuninistas
de camaradar com os comunistas
e quem sabe beber com qualquer outro anti-capitalista
Sem perceber seja um sentimento de coletivismo e fraternidade
que permeia os anarquistas
De ver em todos um pedaço de si
de caminhar como seres da mesma natureza humana
irmão da mesma genética, filhos da mesma terra
Poderia eu abraçar um dia qualquer indivíduo com o calor da humanidade?
Sem medo da mordaça que o povo vive
Abraçar... Como eu quero abraçar...
Free Hugs irmãos
Free peaples in the Earth!!
Pavel, 2014
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