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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Amores Mestiços


Cá estão tão belas,
De olhos brilhantes e negros
Tais como as noites mais escuras,
De pele macia e parda,
Com uma pureza intocável pelos ímpios.
Cabelos negros e sedosos,
Longos como a imensidão da escuridão.
De boca meiga e doce feito mel,
Assemelham-se em forma e sentimento,
Lindas morenas,
Belas e puras,
Do ventre retirou-me
Guardando-me
Guiando-me
Formando um homem,
Respeito é minha glória,
E em troca meu amor.
Vivendo um dilema:
Dois amores,
Um sincero e eterno
Outro crescente infinito.

Raonny SIlva

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Identidade Mameluco


Nessas veredas sanguíneas
Corre o filho da mestiçagem,
Carregando semblante daqueles que um dia
Foram senhores de sua identidade.

Um mameluco nativo,
Um curumim com suas belezas estampadas
Hoje cobertas por farrapos,
Os que restaram da cambada.

Corria com o pé na terra,
Ainda não temia nenhum dano,
Hoje estagnasse na miséria
Pra seguir labutando.

Raone Silva

sexta-feira, 20 de setembro de 2013


Dita humildade
Que apaixona a alma
Desperta calma
Arrebata a sensibilidade.

Simples manifesto
Que sem flagelo
desperta um olhar singelo
Doutro mestiço modesto.

Um olhar sem perdão
Onde quem vê
Tendes querer ser...
Mas sem razão.

Raone Silva