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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Sujeito do amor


Uma imensidão amaciada,
gestos no cume da solitude
afirmo que firmamento algum incide
na tácita face rude

Pra onde corre o socorro?
em cápsulas de conhecimento
bom mesmo é o palavrear de fogueira
aquele que é bem simples, lá de dentro

É como submergir no crepúsculo
logo ali, na linha do seu horizonte -
em tempo, as folhagens ressurgem
do fundo de sua natureza de fonte

Há que se entregar a esta crendice e
penetrar na amplitude da visão, com loucura
Que necessidade é esta de morrer
pra nascer de novo em outra noite escura?

Mergulho; é o âmago em rotas de fuga
um olhar inverso de saída
o silêncio mais alto que destoa
sobrevoa o segundo de uma vida

O ar povoa o meu peito
tudo que vejo é furtacor
o mar de saudades é leito
agora sujeito, sujeitado ao amor

Ravenna Scarcela e André Café

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Surtando de leve


Surtando ... de leve ...
num curto, me leve
na levada de um um surto,
a leveza sem susto

Me leve ... surtando
e que a sorte sorrateira
seja a última beleza
que eu não possa escolher

Surtada e certeza
me leve, levitando
para um futuro desejado
que não há dado de surto
porque tudo é loucura

Bruna Barlach e André Café

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

In verso: maltrato


Se eu te disser
Que o verso calado
Em mim me dói
Como o alimento engasgado

Você vai se assustar
Por não poder crer
No que a poesia enclausurada
Consegue fazer

Faz morada na garganta
se entranha no meu mundo
me retorce em silêncio
sofrimento mais agudo

Um maltrato de heresia
açoitando o meu ser
regurgita poesia
deixa a dor 'se perecer'


Ravenna Scarcela e André Café

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Axé


A gente mistura as duas partes
para colher o melhor sumo
tem sementes de saudade e frutos de axé
positividade e fé

Essa poeira vai baixar
num verso forte deste traço
desenho em letras nosso abraço
pra essa saudade se aquietar


Na falta do real sentir
engasgada a poesia cria
e desfaz feito o magia
o sentido de nos redimir

Yara Silva e André Café

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pôs


E sobre um pôr do sol cor  de sangue:
Por que o sol caiu de joelhos ao ver alguém?

Em quase toda eternidade
um astro que se sobrepõe em luz e realeza,
não esperava aquele gole desavidado da paixão,
diante do impossível sentimento, caía pro relento raiar

Ensimesmado de tanto querer no peito,
Pois-se a sentar,
Queria bem de perto
Espiar seu bem-querer
Mais bonito que sua luz no luar

E se calou o Sol na força do que queria e se apagou o Sol na noite que amor fervia

Tanto  tentado a olhar,
ajoelhou se bem na ponta da linha do horizonte,
Uma baita queda!
Tão imensa que até o poente avermelhou-se


Laelia Carvalhedo e André Café

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Deixa minha poesia te grudar


Eu  proponho a gente se amar
Assim, devagar, vai topar?
Deixar o corpo falar
Ah, você gosta, deixa minha poesia te grudar

Resistir ao que se quer é apenas um jogo
amanheço no teu jeito; eu sei das tuas manhas
só que agora, sem façanha,
estou cravado no teu mundo
do teu cheiro faço parte:
te proponho a boa arte
de um amor bem vagabundo

E se eu aceitar ser tua parte,
vou te ter todo os dias?
Tipo, posso te abusar?
Posso dizer baboseiras só pra te excitar?
Posso em teu desejo me instalar?

Aquilo que te cabe é minha loucura
e ela não cessa, não antes da libido dizer:
'chega!!' ou dizer: 'assim e quero mais!'
o enredo irá sentir que só uma parte é diminuta;
nessa permuta labutada,
dou-me todo, sirva-se completamente
e me alimente da forma mais depravada

Então eu proponho fazer do meu corpo tua escrava
Sentir todo teu peso e ficar aliviada
Só dou-me a ti, não quero mais nada

Então tudo bem
Um ao outro a gente tem
até a última luz apagada


Rosseane e André Café

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Grafitada virtual 1



Nem todo mundo muda
Nem tudo muda
Nem tudo muda todos
Nem mundo tudo muda
Nem mudo muda o mundo.

Vinicius Oliveira e André Café (250-2-2013)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Quem dera eu um abraço seu


Entre o degustar um café e o explicar e entender da poiesis:
Mas qual poeta não chorou de amor?
Qual dentre os mortais já não desejou arrancar do peito uma dor?
Suas dores, seus receios, desejos e devaneios ...
Qual dentre os homens nunca sofreu?

(...)

É um rumo, um mundo de imprevistos e singularidades
quisera eu ter a capacidade de suplantar iniquidades
mas passa a dor que arde para a letra ou para o grita
sufoca aquilo que engasga em pesar e vive, ou tenta

(...)

Então pois-se a sonhar, quem dera eu um abraço seu
será, pois voaremos até lá
Que os ventos de cá me levem pra pertinho de ti
virá, e em duas direções: no meio do caminho tem um encontro

Encontro da poesia da menina e do doce café do poeta ... e num sim pirilim
se fez magia, sem saber dia, abraçaram-se
e puderam finalmente, se sentirem

Lídia Damasceno e André Café

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Se deixe virar cantiga


Te dou todo meu amor,
me embalando no teu ser,
de ninguém quero saber,
mas se não for pra virar samba,
prefiro deixar você

Que tanto amo, e tanto quero,
Que a menor aflição eu mal tolero
Mas prefiro te deixar
Se não for pra virar bolero

Meu amorzinho tenha de mim dó
estar contigo me faz bem melhor,
mas prefiro ficar só,
se isso não der um carimbó

Neném, isso pode ser piegas,
Mas não posso ser seu bem
Se também não der um brega

Sou tão facinho assim, meu bem não me negue,
quero que você se entregue,
 mas pro diabo que carregue,
se isso num der um reggae

Meu dengo me dá um nó
Pensar na vida sem tu é dó!
Mas juro que te largo
Se isso não virar forró

Meu bem, meu coração
sem você, sou sem razão
mas não te quero não
se isso num der um baião

Paixão, tu é minha musa
Que usa e abusa, me abusa e arrudeia
Amor, quer que eu lhe siga?
Pois crie prumo
E se deixe virar cantiga.

Laelia Carvalhedo e André Café

terça-feira, 17 de julho de 2012

O vinho, o vento e o firmamento

Luís Athouguia Athouguia - Segrêdo Tresloucado. Original 2002 

DXC

                                   Deixe ser
                                                                       
                                                                         Desde ser            ...            ser


ser, será?                                                                                                                                 será sereno?


Construções
Vibrações
Inspirações
Conexões

.

.

.



Deixa, deixa

seixo,                      pedra,                        água,                          lume,                       liga,                    entes

Ligações
Relações
Emoções
Ações, não ações

Seja, seja

Deixa-se ser, seja, deixa-se ser e seja
e tema, e trema, o tema: você

O ser em ser ou não ser o ser: você
o saber, o saber ser e o saber fazer 
e não ser e não saber e não fazer

Deixa correr, deixa o tempo correr
O vinho, o vento e o firmamento
O vinho, o vento e o firmamento
O vinho, o vento e o firmamento

DXC ... DXC


Áureo João, Marcos Foyce e André Café



quinta-feira, 21 de junho de 2012








Desejo e não canso de amar e querer.
Quero gozar teu corpo infinitas vezes. Como não pude da outra vez.
Tão longe e tão perto.
Quero tanto que chega a doer.
Quero de um jeito que não me sai da cabeça.
Forte e quente.
Não tiro teu toque, teu sabor, teu cheiro de mim. Ficou de um jeito que não sai.
E mesmo que saísse ficaria marcado em mim
Seu corpo
Sua voz
Toda essa vontade
As unhas cravadas em minhas costas
Os pedidos impensantes de mais e mais
O sorriso
O suor
O beijo
O gozo
E a certeza de que vai voltar.

Doda Pereira e Bernardo Moraes