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sábado, 28 de abril de 2012
UTOPIA ABORTADA
UTOPIA ABORTADA
Usurparam as cores do dia.
O nervo óptico é incapaz de tal percepção...
Tudo que vemos são neblinas
Do frio dia sem vida,
do mundo caquético...
A nudez das palavras
rasga as entranhas dos complacentes,
tornando frestas de luz em vis coitas.
O dia findará.
A penumbra desabrochara as sofisticadas incertezas.
Quem dera o filosofar
fosse a engrenagem dos desencantados.
As horas arrastadas
embairam as endorfinas dos pensantes.
Evasão dos sentimentos...
Os sublimes trovadores
Ganharam a moeda miserável
e descuidadas quantias de sorrisos gélidos.
A eloqüência insana traz devaneios
de quimeras elucidadas pelos anseios.
A ausência de decoro conduzira
a utopia abortada sem trova,
sem rimas, sem versos.
Camila Karen
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Utopia
Utopia
Esse súbito de pensamentos
Que na minha alma se cria
Em lágrimas eu adormecia
Esquecer a tristeza é um talento
Desses amores mornos
De beijos frios
Em tantos desencontros
A minha alma cansada
Já se cansou de aventuras baratas
E almeja tão forte como a correnteza de um rio
Desenterrar um futuro sombrio
Viver de uma louca e velha utopia.
(Gabi)
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